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domingo, 28 de agosto de 2011

EINSTEIN E A RELIGIÃO



Muitas vezes “acusado” de ser ateu e de introduzir a duvida a respeito de Deus, Albert Einstein elaborou e seguiu um pensamento religioso complexo e profundo, entendendo que a religião e a ciência eram complementares.

Gilberto Schoereder
Quando se pretende falar da relação entre Albert Einstein e a religião, é inevitável lembrar uma de suas frases mais famosas: “A ciência sem a religião é manca; a religião sem a ciência é cega”. Isso seria mais do que suficiente para se perceber que o cientista tinha uma relação especial com a religião. Alguns biógrafos de Einstein (1879-1955) chegaram a defender a noção de que essa relação ocorreu basicamente em sua infância, mas essa idéia já não é mais aceita. Uma das pesquisas mais profundas desse relacionamento entre ciência e religião na vida e obra de Einstein está no livro Einstein e a Religião, de Max Jammer, professor de Física e colega de Einstein em Princeton.

O interesse popular no cientista alemão se mantém, mesmo 50 anos após sua morte e num momento em que muitas de suas teorias vêm sendo questionadas. Einstein continua sendo uma das figuras mais conhecidas do planeta e, certamente, o nome que a maioria das pessoas imediatamente associa à ciência.

Jammer cita outra frase importante de Einstein, numa entrevista concedida ao escritor James Murphy e ao matemático John William Navin Sullivan (1886-1937), em 1930. “Todas as especulações mais refinadas no campo da ciência”, disse Einstein, “provêm de um profundo sentimento religioso; sem esse sentimento, elas seriam infrutíferas”.

Assim, percebe-se claramente a opinião do cientista de que a ciência e a religião eram complementares. No entanto, é preciso entender exatamente o que ele queria dizer com isso.

Os avôs e o pai de Albert eram judeus, mas ele não foi criado seguindo à risca as tradições judaicas. Segundo Jammer, tudo indica que seus pais não eram dogmáticos e sequer freqüentavam os serviços religiosos na sinagoga. Aos seis anos, ele entrou para uma escola pública católica, e teve aulas de religião – católica, bem entendido. Diz-se que só então seus pais resolveram lhe ensinar os princípios do judaísmo, para contrabalançar contrabalançar os ensinamentos católicos.




O SENTIMENTO RELIGIOSO SURGIU CEDO EM EINSTEIN, e ele chamou essa fase de sua infância de “paraíso religioso”, mas existem dúvidas quanto a como ele teria se desenvolvido. Quando os pais resolveram que ele devia conhecer o judaísmo, contrataram um parente distante para ensiná-lo e, segundo Maja, irmã de Albert, foi esse parente que despertou nele o sentimento religioso. Já Alexander Moszkowski, que escreveu a primeira biografia de Einstein, em 1920, afirmou, baseado em conversas pessoais com o cientista, que esse sentimento foi despertado após seu maior contato com a natureza, depois que a família se mudou de Ulm para Munique. O mesmo biógrafo também disse que a música desempenhou papel importante nesse sentimento religioso de Albert.

Apesar da biografia ter sido baseada em conversas pessoais, em 1949, o próprio Einstein escreveu, em Notas Autobiográficas, que sua religiosidade tinha se baseado tanto num sentimento de depressão e desespero quanto no reconhecimento da futilidade da rivalidade humana na luta pela vida. A religião trazia algum alívio, segundo ele disse, mas Jammer parece acreditar que essa idéia de Einstein foi formada posteriormente, uma projeção de suas idéias maduras para sua juventude.

Um fato importante ocorre aos 12 anos de idade, época em que deveria realizar o bar mitzvah, a confirmação judaica, que Einstein se recusou a realizar. Jammer entende que isso se deve à característica da personalidade de Einstein, de demonstrar independência com relação à autoridade e à tradição. Essas noções começaram a se desenvolver, ao que tudo indica, quando sua família recebeu um estudante judeu pobre, Max Talmud, dez anos mais velho do que Einstein. Os dois se tornaram grandes amigos, e foi através de Max que Einstein conheceu os textos a respeito de ciência, geometria, matemática, e a Crítica da Razão Pura, de Immanuel Kant.

Segundo o próprio cientista escreveu posteriormente, ele percebeu, através dos livros científicos, que muitas das histórias da Bíblia não podiam ser verdade e que os jovens são intencionalmente enganados pelo Estado com mentiras. “Dessa experiência”, ele escreveu em Notas Autobiográficas, “nasceu minha desconfiança de todo e qualquer tipo de autoridade, uma atitude cética para com as convicções que vicejavam em qualquer meio social especifico. Essa atitude nunca mais me abandonou, embora, mais tarde, graças a um discernimento melhor das ligações causais, tenha perdido parte de sua contundência original”.



ESSA POSTURA TAMBÉM SE EVIDENCIA NO FATO de que a primeira esposa de Einstein, Mileva Maric, pertencia à Igreja Ortodoxa grega. Os pais de ambos foram contrários ao casamento, mas eles não pareceram se importar com isso.

Max Jammer escreveu que toda essa situação poderia corroborar a tese de que a ciência e a religião são opostos irreconciliáveis, mas Einstein nunca concebeu essa relação como uma antítese, vendo os dois como complementares, como já ficou demonstrado nas frases citadas anteriormente.

O que aparentemente é uma contradição – uma vez que Einstein desaprovou a educação religiosa de seus filhos, considerando-a “contrária a todo o pensamento científico” – explica-se pelo entendimento correto de como Einstein usava os termos “religião” e “religioso”. Por exemplo, na expressão “ensino da religião”, ele via a instrução fornecida de acordo com a tradição de um credo; já na expressão “ciência sem religião”, o termo se referia ao sentimento de uma devoção inspirada, avessa aos dogmas. Em outras palavras, Einstein se referia ao sentimento religioso próprio da pessoa, sem intermediários, sem o poder da instituição e dos dogmas.

Jammer também levanta outra questão importante para se entender o pensamento de Einstein com relação à religião e Deus, e que está ligado à sua admiração pelo filósofo Baruch (posteriormente Benedictus) Espinosa (1632-1677), que negou a concepção judaico-cristã de um Deus pessoal, mas tinha a crença na existência de uma inteligência superior que se revela na harmonia e na beleza da natureza. Jammer explica que Einstein, como Espinosa, “negava a existência de um Deus pessoal, construído com base no ideal de um super-homem, como diríamos hoje”.

Numa oportunidade em que lhe pediram para definir Deus, Einstein disse: “Não sou ateu, e não creio que possa me chamar panteísta. Estamos na situação de uma criancinha que entra em uma imensa biblioteca, repleta de livros em muitas línguas. A criança sabe que alguém deve ter escrito aqueles livros, mas não sabe como. Não compreende as línguas em que foram escritos. Tem uma pálida suspeita de que a disposição dos livros obedece a uma ordem misteriosa, mas não sabe qual ela é. Essa, ao que me parece, é a atitude até mesmo do mais inteligente dos seres humanos diante de Deus. Vemos o Universo, maravilhosamente disposto e obedecendo a certas leis, mas temos apenas uma pálida compreensão delas. Nossa mente limitada capta a força misteriosa que move as constelações. Sou fascinado pelo panteísmo de Espinosa, mas admiro ainda mais sua contribuição para o pensamento moderno, por ele ter sido o primeiro filósofo a lidar com a alma e o corpo como uma coisa só, e não como duas coisas separadas”.



MAIS OU MENOS NA MESMA ÉPOCA em que falava sobre sua crença em Deus, Einstein também era acusado de ser um ateu, especialmente numa discussão provocada pelo cardeal O’Connell, arcebispo de Boston, ao advertir os membros do Clube Católico Americano da Nova Inglaterra a não lerem nada sobre a Teoria da Relatividade, uma vez que ela era “uma especulação confusa, que produz a dúvida universal sobre Deus e Sua criação (...) e encobre a assustadora aparição do ateísmo”.

O rabino Herbert S. Goldstein, da Sinagoga Institucional de Nova York, reagiu enviando um telegrama a Einstein pedindo que ele respondesse à simples pergunta: “O senhor acredita em Deus?” A resposta foi: “Acredito no Deus de Espinosa, que se revela na harmonia ordeira daquilo que existe, e não num Deus que se interesse pelo destino e pelos atos dos seres humanos”. Em última análise, pode se dizer que é uma resposta e um ponto de vista que se aproxima bastante de muitas posturas religiosas ou espiritualistas da chamada Nova Era, com um abandono do Deus pessoal.

Max Jammer alerta para o fato de que Einstein sempre estabeleceu uma distinção nítida entre sua descrença num Deus pessoal, de um lado, e o ateísmo, de outro. Num texto em que comentava um livro que negava a existência de Deus, Einstein disse: “Nós, seguidores de Espinosa, vemos nosso Deus na maravilhosa ordem e submissão às leis de tudo o que existe, e também na alma disso, tal como se revela nos seres humanos e nos animais. Saber se a crença em um Deus pessoal deve ser contestada é outra questão. Freud endossou essa visão em seu livro mais recente. Pessoalmente, eu nunca empreenderia tal tarefa, pois essa crença me parece preferível à falta de qualquer visão transcendental da vida. Pergunto-me se algum dia se poderá entregar à maioria da humanidade, com sucesso, um meio mais sublime de satisfazer suas necessidades metafísicas”.

Fica mais do que claro que Einstein não era e nem tinha qualquer apreço pelo ateísmo. Como Jammer destaca, ele não questionava a utilidade da educação religiosa, mas se opunha a ela – como no caso de seus filhos – “quando desconfiava que o principal objetivo era ensinar cerimônias religiosas ou ritos formais, em vez de desenvolver valores éticos”.



O PRIMEIRO ENSAIO DE EINSTEIN A RESPEITO DA RELAÇÃO ENTRE CIÊNCIA E RELIGIÃO data do final de 1930, ainda que se diga que seu interesse no assunto já vinha da década de 20. Sua postura contra todo tipo de dogmatismo religioso pode ser verificada mais uma vez na sua recusa em utilizar o termo “teologia”, entendendo que sua abordagem da religião diferia muito da dos teólogos profissionais, especialmente daqueles para quem “a teologia é detentora da verdade e a filosofia está em busca da verdade”.

A maioria de seus textos sobre religião surgiram no período entre 1930 e 1941, e diz Jammer que seu interesse em escrever sobre o tema cresceu devido a duas entrevistas. A primeira, no início de 1930, dada a J. Murphy e J.W.N. Sullivan, já citada no início da matéria. A segunda entrevista foi com o poeta e filósofo místico hindu Rabindranath Tagore (1861-1941), Prêmio Nobel de Literatura em 1913.

Aparentemente, Einstein ficou um pouco decepcionado com a conversa com Tagore, e resolveu escrever o ensaio chamado Aquilo em que Acredito, que despertou a ira dos nazistas. Um dos trechos diz: “A mais bela experiência que podemos ter é a do mistério. Ele é a emoção fundamental que se acha no berço da verdadeira arte e da verdadeira ciência. Quem não sabe disso e já não consegue surpreender-se, já não sabe maravilhar-se, está praticamente morto e tem os olhos embotados. Foi a experiência do mistério – ainda que mesclada com a do medo – que gerou a religião. Saber da existência de algo em que não podemos penetra, perceber uma razão mais profunda e a mais radiante beleza, que só nos são acessíveis à mente em suas formas mais primitivas, esse saber e essa emoção constituem a verdadeira religiosidade; nesse sentido, e apenas nele, sou um homem profundamente religioso. Não consigo conceber um Deus que premie e castigue suas criaturas, ou que tenha uma vontade semelhante à que experimentamos em nós”.



QUANDO ESCREVEU O ENSAIO RELIGIÃO E CIÊNCIA para a New York Times Magazine, em 1930, Einstein elaborou a idéia de três estágios do desenvolvimento da religião. O primeiro estágio, ele chamou de “religião do medo”. Pensando em quais teriam sido as necessidades e os sentimentos que levaram ao pensamento e à fé religiosa, entendeu que, para o homem primitivo foi, antes de tudo, o medo, seja da fome, dos animais, das doenças ou da morte. A mente humana, disse, criou seres imaginários de cuja vontade dependiam a vida ou a morte do indivíduo e da sociedade. E, para aplacar esses seres, os humanos lhes ofereciam súplicas e sacrifícios, formas primitivas de oração e rituais religiosos.

Ele não aceitava a idéia da religião se originando pela revelação, segundo a qual Deus dá a conhecer Sua realidade aos homens; isso exclui a aparição a Moisés e acontecimentos como o nascimento, vida e morte de Jesus Cristo, ou ainda as palavras de um anjo, como diz o Alcorão. Jammer diz ainda que a idéia da religião surgindo do medo não é de Einstein, ainda que provavelmente ele não tenha lido os autores que falaram disso antes dele.

O segundo estágio, ele escreveu, foi a “concepção social ou moral de Deus”, decorrente do “desejo de orientação, amor e apoio”. É o Deus que premia e castiga, ao qual ele já havia se referido anteriormente. Einstein via no Antigo e no Novo Testamentos uma ilustração admirável dessa transição de uma religião do medo para a religião da moral, ainda ligada a uma concepção antropomórfica de Deus.

O terceiro estágio Einstein chamou de “sentimento religioso cósmico” e, segundo explicou, é um conceito muito difícil de elucidar para as pessoas que não têm esse sentimento, uma vez que ele não comporta qualquer concepção antropomórfica de Deus. Ele disse que “os gênios religiosos de todas as épocas distinguiram-se por esse tipo de sentimento religioso, que não conhece nenhum dogma e nenhum Deus concebido à imagem do homem; não pode haver uma Igreja cujos ensinamentos centrais se baseiem nele. Assim, é entre os hereges de todas as eras que vamos encontrar homens que estiveram repletos desse tipo mais elevado de sentimento religioso, e que, em muito casos, forma encarados por seus contemporâneos ora como ateus, ora como santos. Vistos por esse prisma, homens como Demócrito, Francisco de Assis e Espinosa assemelham-se muito”.



APESAR DE TANTAS DEMONSTRAÇÕES DE QUE NÃO ERA ATEU, mas que via a religiosidade de uma forma particular, até recentemente Einstein era citado como um ateu. Numa conversa como príncipe Hubertus de Löwenstein, disse que o que realmente o aborrecia era que as pessoas que não acreditam em Deus viviam citando-o para corroborar suas idéias. Jammer cita um livro popular sobre a vida do cientista, publicado em 1998, em que surge a frase “ele (Einstein) foi ateu a vida inteira”, apesar de uma citação de Einstein no mesmo livro contradizer essa afirmação: “O Divino se revela no mundo físico”.

O maior problema parece ser mesmo a dificuldade das demais religiões em aceitar uma religião na qual as instituições e os dogmas perdem os sentido. Elas não aceitam essa situação, como não podem aceitar um homem que diz que “se você ora a Deus e Lhe pede algum beneficio, não é um homem religioso”.

Einstein não desrespeitava as religiões estabelecidas, mas apenas não concordava com elas. Jammer diz que ele venerava os fundadores das grandes religiões, e isso pode ser visto numa mensagem que enviou à Conferencia Nacional de Cristãos e Judeus, em 1947. “Se os fieis das religiões atuais”, escreveu Einstein, “tentassem sinceramente pensar e agir segundo o espírito dos fundadores dessas religiões, não existiria nenhuma hostilidade de base religiosa entre os seguidores dos diferentes credos. Até os conflitos no âmbito da religião seriam denunciados como insignificantes”.

Hoje em dia, muitos religiosos dizem exatamente isso, tendo em vista a situação explosiva em que p mundo se encontra, em grande parte devido a conflitos religiosos. Na religião de Einstein, os conflitos seriam impossíveis de existir.



A Arte da Guerra.

Sun Tzu


Vale a pena assistir este documentário exibido por The History Channel.

O documentário é baseado no famoso livro de Sun Tzu chamado A Arte da Guerra. Ele é um livro de estratégia militar que é, hoje em dia, muito usado como um guia de vida também, pois mostra os caminhos da vitória.


A Arte da Guerra foi escrito originalmente em bambu.


O documentário abaixo está completo.


A verdade é relativa dependendo, pois, de quem a diz?


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Pergunta feita por Najinha no sítio Yahoo!Respostas.

Resposta dada por Bill à pergunta de Najinha.
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Oi, Najinha!

Um jornal no Rio de Janeiro (não me lembro de qual jornal) fez um teste, quando Drummond ainda era vivo, para ver quem entendia mais de Drummond de Andrade. Muitos participaram desse teste, inclusive o próprio Drummond. Pois bem, ele acertou apenas 70% do teste.

Os idealizadores do tal teste conheciam Drummond?
Drummond

Outro exemplo, se você faz um desenho, então a definição plena do que aquilo significa será sua e não o que outros interpretarem.

Quando você fez o desenho, você então expôs uma verdade (a sua), muitos podem querer entender o que você quis dizer (pode até ser que alguém consiga), mas somente você poderá determinar o real significado daquilo. Mesmo que façam teses de doutorado sobre seu desenho ou alguém ganhe um prêmio Nobel por interpretá-lo, ainda assim, a verdade plena sobre e o real significado de seu desenho será aquilo que VOCÊ disser, pois foi você quem fez, então, somente o seu conhecimento sobre aquilo será pleno, total.

Se seu conhecimento é total, então, você pode dizer que seu desenho contém uma verdade absoluta, pois essa verdade foi você quem a delimitou e definiu, você mesma determinou seu significado. É sua criação.

Nós não temos esse conhecimento total sobre a vida ou sobre a realidade que vivemos, logo, determinar verdades se torna algo difícil (ou impossível) de fazer, mas isso não significa que essa verdade absoluta não exista, nós apenas não a conhecemos e nem temos uma mente poderosa o suficiente para compreendê-la em sua totalidade.

Nós não somos do tamanho do universo, logo, se alguém disser que conhece a Verdade, é arrogância, mas negar que a Verdade exista, também é, pois somos pequenos demais para negar ou confirmar algo assim.

Mas se tivéssemos todo o conhecimento da criação, um conhecimento total, então poderíamos conhecer a Verdade absoluta.

Nossa realidade é o desenho de Deus, ele a criou, delimitou e definiu suas formas. Ele pode determinar o que é e o que não é.

A Verdade existe, pois ela é menor do que Deus, pois Deus a criou.

Se existe uma verdade, então Deus a conhece e pode revelar a quem ele quiser (se quiser).

Sendo assim, a verdade sempre será relativa para nós, mas isso não significa que ela de fato seja relativa.

É isso.

Bjão,

Graça e paz.


sábado, 27 de agosto de 2011

Você tem valorizado os dias comuns?




No final do dia, o marido se dirige à esposa e diz: "Hoje foi um daqueles terríveis dias comuns".

Acho muito interessante como temos uma visão errada sobre os "dias comuns".

Dias comuns são aqueles dias em que tudo foi exatamente como sempre havia sido antes. Normalmente eles são reconhecidos como tediosos e maçantes.

Prefiro observar os "dias comuns" de forma diferente (até porque a maior parte dos nossos dias são "comuns", se eles forem chatos, a nossa vida tende a ser uma chatice só!).

Para mim, os "dias comuns" têm grande valor. Quer ver?

* nos dias comuns eu não estou doente nem estou com dor (quando tenho alguma dor, o dia não é um dia comum).




* nos dias comuns ninguém que eu amo faleceu ou está muito doente (quando alguém que eu amo está sofrendo, os dias não são comuns).



* nos dias comuns não perco o meu emprego.

 

* nos dias comuns a minha vida não está envolvida em nenhum escândalo ou catástrofe.



* nos dias comuns as pessoas que eu amo também me amam e não estão "de mal" comigo.



* nos dias comuns eu não passo fome e nem frio.



* nos dias comuns eu não participo das guerras e nem vejo a morte bem perto de mim.



* nos dias comuns o sol não provocou uma seca e nem a chuva provocou uma enchente.



* nos dias comuns não sou assaltado nem sequestrado.



* nos dias comuns os amigos não me traem.



* nos dias comuns estou em paz.


Viu? Dias comuns podem se tornar tediosos, mas dias "especiais" (não comuns), podem ser muito difíceis e sofridos. Por isso, prefiro os dias comuns e escolho valorizá-los.

Há alguns dias atrás tive um problema de saúde. Passei mal e tive dor. Nesse momento, fiquei lembrando do dia anterior... Um "dia comum".

No ordinário dos "dias comuns" eu vejo a mão de Deus. Por isso, sou grato pela beleza dos "dias comuns".

Vamos valorizar a beleza dos dias comuns...


Postado por Dr. Light no Yahoo!Respostas.


CONSEGUE VER A VIDA COM OUTROS OLHOS?



Veja a vida com outros olhos!

Normalmente os problemas têm a proporção que nós damos a eles. Jesus Cristo disse que “a candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz” (Mt 6.22). Sendo assim, é possível estar diante de uma situação ruim e enxergá-la de uma forma diferente do mundo, com os olhos da fé. É possível ver luz nas trevas, portas onde não existem saídas e até proveito na provação. Esta é a visão de Deus.

Ele viu a glória do firmamento quando a terra estava afundada no caos (Gn 1.2) “Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a confirmou, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor e não há outro” (Is 45.18).

Ele não lamentou a condição da terra, Ele a transformou.

Quando o homem usou a sua liberdade de escolha e decidiu afastar-se Dele, pecou e lançou-se num abismo de morte, Ele não debruçou sobre o trono para chorar eternamente. Ele despiu-se de Sua glória e enfrentou o inferno, a morte e a cruz para salvar o homem da maldição do pecado. Ele não desistiu da cruz por causa da vergonha ou do sofrimento que ela lhe daria, porque além da cruz Ele contemplava o trono no qual se assentaria para reinar eternamente.

As aflições e provações são inevitáveis.

Está escrito que “muitas são as aflições do justo, mas de todas elas o Senhor o livra” (Sl 34.19).

Encare a vida com fé, maturidade e responsabilidade. Se você não pode escolher tudo o que vai viver, certamente pode escolher como viverá, porque Deus lhe deu o livre poder de decisão.

Voltar atrás e desistir de tudo é uma escolha, ser perseverante e lutar pela promessa é uma decisão. Chorar para sempre, coberto de auto piedade, também é uma opção. Mas posso garantir-lhe, este não é o plano de Deus para a sua vida. Lance a luz de Deus em meio à escuridão deste mundo através da sua fé. “Porque tu acenderás a minha candeia; o Senhor meu Deus iluminará as minhas trevas” (Sl 18.28).


Postado por Natalia Cortezia no Yahoo!Respostas.


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Como você vê o mundo?




Os gênios religiosos de todos os tempos se distinguiram por uma religiosidade diante do Cosmo. Ela não tem dogmas nem um Deus concebido à imagem do homem, portanto nenhuma igreja ensina a religião cósmica, e eu me atrevo a dizer que ela está nas entrelinhas de todas, para aqueles que a buscam incessantemente.

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Pergunta feita por Izabar no sítio Yahoo!Respostas.

Resposta dada por Bill à pergunta de Izabar.
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Oi, Iza!

Pra mim existe a Verdade Absoluta, nós, entretanto, não a conhecemos, mas ela existe.

Você gosta de desenhar ou pintar? Suponhamos que você seja uma artista famosa e fez um belíssimo quadro. Neste quadro, você expôs um significado íntimo, uma verdade, a sua verdade. Muitos tentarão entender o que você quis dizer, mas somente você poderá determinar o real significado do quadro, pois mesmo que façam teses de doutorado sobre seu desenho ou alguém ganhe um prêmio Nobel por interpretá-lo, ainda assim, o real significado de seu quadro será aquilo que VOCÊ disser, pois foi você quem o fez, então, somente o seu conhecimento sobre aquilo será pleno, total. Como seu conhecimento sobre o quadro é total e a verdade nele contida é apenas sua, então, você pode dizer que seu desenho contém uma verdade absoluta, pois essa verdade foi você quem a delimitou e definiu, você mesma determinou seu significado. É sua criação.

Nós não temos esse conhecimento total sobre a vida ou sobre a realidade que vivemos, logo, determinar verdades é algo muito difícil de fazer, mas isso não significa que elas não existam, nós apenas não as conhecemos e nem temos uma mente poderosa o suficiente para compreendê-las em sua totalidade. Nós não somos do tamanho do universo, logo, se alguém disser que conhece a Verdade, está sendo arrogante, mas se alguém negar que a Verdade exista, também será arrogante, pois somos pequenos demais para negá-la ou confirmá-la. Mas se tivéssemos um conhecimento total da criação, então poderíamos conhecer a Verdade Absoluta, pois nossa realidade é o quadro de Deus, a verdade íntima dele, pois ele a criou, delimitou e definiu suas formas. Assim, Deus é a verdade. Mas quem é Deus?

O universo com certeza é uma imensa engrenagem, sua complexidade é inegável e pode funcionar em diversos padrões e formas, pois existe inteligência em sua estrutura e funcionamento: Quando atiramos uma pedra para o alto ela cairá, não é? Foi assim ontem, é assim hoje e será assim sempre. A gravidade é uma lei precisa, inteligente, bem elaborada e IMPOSTA. Uma natureza irracional poderia impor algo a alguém, impor algo necessário para a sobrevivência de alguém e ainda determinar seu funcionamento de forma infalível? Uma natureza irracional poderia criar uma lei e a ela sujeitar tudo logicamente? Deus é a mente por trás de tudo, o criador.

Eu enxergo o mundo a partir deste princípio: existem verdades incontestáveis [2+2=4], Deus conhece todas e nos revelou algumas, pois sabemos que existe uma realidade física que podemos perceber e tocar, a matéria faz parte dela. O mundo natural é a realidade física. Mas há também a realidade espiritual, nela existem anjos e demônios, assim como também é acessível para o espírito que há em nós. O nosso espírito, a nossa alma imortal que, como diz o apóstolo Paulo, está presa neste corpo físico, pode acessar essa outra realidade. As realidades física e espiritual são coexistentes, não são auto-excludentes, mas são, sem sombra de dúvida, independentes. Por isso, a lógica de uma não se aplica à outra. Essas são verdades possíveis de serem conhecidas e confirmadas. Assim, sendo Deus o criador de tudo (e o “tudo” é bem grande), então não faz sentido Deus esperar perfeição de nós ou escravizar-nos, por isso existe o livre-arbítrio. Se alguém quiser dar um tiro na própria cabeça, com certeza, Deus não impedirá, se alguém quiser roubar, matar e destruir, Deus também não impedirá, por isso, nosso mundo é o que é. Mas Deus é o culpado?

Imagine uma festa, você está nesta festa. Aí chega alguém que não gosta de você, mas você não a viu chegar, entretanto essa pessoa viu você. Infelizmente, porém, ela resolve lhe fazer uma malvadeza: pega um copo com sua bebida favorita e põe veneno. Obviamente, se essa pessoa for levar a bebida até você, você não a aceitará, pois reconhece nela alguém de má índole. Essa pessoa, então, bola outro plano: ela chama uma terceira pessoa, uma pessoa que não sabe do desentendimento entre vocês, um cúmplice inocente. Essa pessoa má pede a esse cúmplice que leve a bebida até você, mas diz a ele para não lhe dizer quem mandou a bebida, pois alegou que queria apenas lhe fazer uma surpresa com sua bebida favorita. Esse cúmplice inocente acreditou na mentira e levou a bebida até você. Você aceita o copo, bebe e morre. Outra pessoa decidiu seu futuro, sem que você soubesse, você foi manipulada, enganada.

Deus dá o livre-arbítrio, mas é o homem quem o tira. Além disso, seres espirituais (que chamo de demônios) também fazem isso. Apenas Deus não engana.

É assim que eu vejo o mundo. Bjs, Graça e paz.

Quem é surdo?




Um velhinho telefona ao médico para marcar uma consulta para a sua mulher.
A secretária pergunta:
- Qual o problema de sua esposa?
- Surdez. Não ouve quase nada.
- Então o senhor vai fazer o seguinte: antes de trazê-la, faça um teste para facilitar o diagnóstico. Sem ela olhar, o senhor, a certa distância, fala em tom normal, até perceber a que distância ela consegue ouvi-lo. E quando vier aqui, diga ao médico a que distância o senhor estava quando ela o ouviu. Certo?
- Está certo.
À noite, quando a mulher preparava o jantar, o velhote decidiu fazer o teste.
Mediu a distância que estava em relação à mulher. "Estou a 15 m de distância... vai ser agora!”
- Maria, o que temos para jantar?
Silêncio... Ele se aproxima a 10 metros:
- Maria, o que temos para jantar?
Silêncio. Aproxima-se a uma distância de 5 metros:
- Maria, o que temos para jantar?
Silêncio. Por fim, encosta-se às costas da mulher e volta a perguntar:
- Maria! O que temos para jantar?
- Frango, PQP!!!... É a quarta vez que eu respondo!...

NORMALMENTE, NA VIDA, PENSAMOS QUE AS DEFICIÊNCIAS SÃO DOS OUTROS E NÃO NOSSAS...


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Diz-me com quem tu andas, que eu te direi quem és... e se alguém te disser: judas só andava com jesus. e aí?



NOTA:

estive pensando. o homem é produto do meio. as boas companhias dizem muito bem sobre os acompanhados. o homem só, sempre só, tem pouca referência. a mulher também. a companhia de jesus era judas. tudo bem. muitos dirão ter sido judas o apóstolo predileto de jesus. aquele a quem era confiado saber "os mistérios do reino". a versão que ficou na história foi outra. mas o que dizem os colegas do provérbio ? judas poderia ter encontrado um ser para acompanhar melhor que o messias ?

fico por aqui entre o céu a terra pensando nos mistérios que entre eles existem. fico por aqui com os olhos abertos e rosto sereno na janela.

todos felizes. e o sincero desejo de ótimas companhias.

em tempo: gosto muito de vocês.

carmem e sempre carmem. a irmã das manhãs.

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Pergunta feita por Carmem Parente no sítio Yahoo!Respostas.

Resposta dada por Bill à pergunta de Carmem Parente.
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Oi, Carmem!

Saudade, viu?

Carmem, os "Mistérios do Reino" foram confiados ao apóstolo João e não Judas, e era João o apóstolo preferido de Jesus.

Em relação à pergunta, bem, pra mim, cada caso é um caso.
Tribos urbanas

Esse provérbio refere-se às características comuns que os grupos possuem, por exemplo, roqueiros normalmente andam com roqueiros, por isso, tem seu próprio dialeto, maneira de vestir e etc. pagodeiros idem, góticos e etc.

Como você disse, nós somos frutos do meio em que vivemos, por isso, assumimos características do grupo com quem costumamos andar, como roqueiros, pagodeiros e etc.

Sempre preferimos companhias que tenham algo em comum conosco. Isso é uma característica humana.

Mas isso não se aplica a Judas.

Judas andava com Jesus, mas não fazia parte do grupo de Jesus (Jesus sabia e sempre soube disso, afinal, Jesus disse que Judas era diabo antes da traição).

Tribos urbanas
Esse é o chamado inimigo azul, ou seja, é aquele que se faz de amigo, mas não é amigo, ele luta em suas fileiras, mas na verdade faz parte do exército inimigo.

Mas aí tem uma questão interessante, a traição de Judas foi profetizada cerca de 800 anos antes de Jesus, sendo assim, Judas não teve escolha? Ele foi obrigado a fazer o que fez?

Deus deu liberdade de escolha a todos, inclusive a Cristo.

Conhece a história de Jó?

Pois é, Jó, homem justo, foi tentado além de qualquer comparação, né? O objetivo de satanás era que Jó negasse a Deus, que amaldiçoasse o nome de Deus.

Se olhar a história de Jesus verá o mesmo. Ele não foi tentado apenas no deserto, mas a traição de seus amigos e a acusação por parte das pessoas que ele havia ajudado ao pedirem sua crucificação foram golpes muito fortes, além disso, sofreu uma tortura desumana quando foi preso.

O objetivo de Satanás era que Jesus negasse a Deus e desistisse de sua missão.

Mas aí você pode perguntar: mas se já estava escrito que Jesus ressuscitaria, então por que o diabo perdeu seu tempo se sabia que não daria certo seu esforço?

Aí é que está, meu anjo! As profecias de Deus nos dão um vislumbre do futuro, mas não estão determinando o futuro, entende? É por isso que o diabo continua na luta até hoje, pois, pra ele, ainda tem chances.
Profecias

Sendo assim, não foi determinado que Judas traísse Jesus, a profecia bíblia apenas nos adiantou o que aconteceria de qualquer modo, naturalmente. Nada foi determinado. É como saber o final do filme antes de acabar, mas isso não significa que o final foi determinado pelo telespectador.

Para que Jesus morresse ele teria que ser entregue por alguém, pois Jesus era justo, logo, jamais haveria acusações verdadeiras contra ele. As acusações precisariam ser forjadas e alguém teria que entregá-lo.

Foi o diabo que escolheu Judas, pois o traidor poderia ser qualquer um (poderia ser um fariseu, por exemplo).

Mas como a ideia era que Jesus desistisse, então, nada melhor que um amigo ser o traidor.

Judas sempre teve escolha, mas nunca creu em Jesus como Filho de Deus, nunca houve fé em seu coração, por isso o diabo conseguiu convencê-lo.

É isso.

Bjão
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P.S. Carmem, se me permite, pra ficar um pouco mais clara essa questão sobre profecia.

Imagine um ET que mora há 1000 anos luz da terra, ele sempre nos observa. Num belo dia, ele olha para outro extremo no universo e vê um cometa em direção à Terra. Esse cometa está a dois mil anos luz da Terra. Então esse ET fica preocupado conosco e parte para a Terra na velocidade da luz, ele leva mil anos para chegar aqui, então, ainda ficam faltando mil anos para o cometa chegar aqui. O ET chega como um profeta do apocalipse pregando o fim do mundo e dizendo que temos mil anos para desenvolver tecnologia para nos salvarmos. Ele conhece o futuro e sabe o que irá acontecer, cabe ao povo terráqueo acreditar ou não. O cometa vem em direção a Terra, mas a sua destruição não foi determinada.

É assim que funcionam as profecias, Deus vê o que irá acontecer e nos avisa, cabe a nós tomarmos as providências ou não.

Bjs.