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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011



Você é Linda

Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás
Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é forte
Dentes e músculos
Peitos e lábios
Você é forte
Letras e músicas
Todas as músicas
Que ainda hei de ouvir
No Abaeté
Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Gosto de ver
Você no seu ritmo
Dona do carnaval
Gosto de ter
Sentir seu estilo
Ir no seu íntimo
Nunca me faça mal
Linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz

Caetano Veloso

domingo, 25 de dezembro de 2011

Você foi alguma vez ignorado e sentiu essa mesma sensação?




NOTA:

é longo, mas não cansativo. uma pergunta que não faz o meu estilo. dessa vez, porém, não resisti. leiam e reflitam. um bom texto. o conteúdo, porém, é muito melhor



TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO

'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE’.

'Fingi ser gari por 1 mês e vivi como um ser invisível'

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
Clique para ampliar

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou um mês como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo.

Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres
invisíveis, sem nome'.

Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode
significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o
pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano.

'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostados em um poste, ou em um orelhão', diz.

No primeiro dia de trabalho paramos para o café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço.

Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro.

Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:

'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?

Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central.

Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente à lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu.

Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de um mês trabalhando como gari? Isso mudou?

Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma ideia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?

Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está
inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais.

Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa.

Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, frequento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.

Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe.

Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.

*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida! Respeito: passe adiante!

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Pergunta e notas feitas por Carmem Germana Parente no portal Yahoo!Respostas.


1ª Resposta dada por Black-Tie.

2ª Resposta dada por Bill.


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Black-Tie:

 
Já passei por situações de preconceitos e outros várias vezes na minha vida. Hoje ainda, passo.

Mas o que me marcou foi quando assumi um cargo de emprego público, onde passei por concurso e as pessoas me ignoravam ou faziam pouco caso de mim. Resolvi estudar mais e mostrar para elas que era diferente, fiz minha faculdade, fiz extensões, vou fazer a pós-graduação, mestrado, doutorado, etc. Tudo não para mostrar que sou melhor e sim para provar que às vezes a embalagem engana.

Mas apesar de situações constrangedoras, jamais me senti pior que ninguém, aliás, nem pior nem melhor.

As pessoas deviam ser avaliadas pelas suas atitudes e comportamentos.

Essa situação citada por você faz parte do cotidiano de milhões de pessoas, cabe aos mais esclarecidos mudar o panorama.

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Bill:

Oi, Carmem!

Pois é, sei muito bem como é isso, senti na pele.

É tudo verdade.

Não canso de dizer, vivemos em uma sociedade de castas. Seres humanos iguais, com as mesmas capacidades herdadas ao nascer, mas socialmente excluídos, desprezados, humilhados.

O preconceito é a prova de que o homem não entende o próprio homem.

Não existe inteligência nisso.

É isso.

Bjs,

Graça e paz.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Céu e inferno são uma forma de descriminar pessoas através de parâmetros humanos sobre o certo e o errado?






Não se engane, a moral ética foi criada pelo homem.

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Pergunta
feita por Ren no portal Yahoo!Respostas.
 
Resposta dada por Bill.
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Olá, Ren!

A moral não é meramente uma criação humana, mas um recurso lógico com aplicações práticas. A definição de certo e errado é o que garante a nossa sobrevivência.

Se você fosse assaltado, você consideraria isso certo ou errado?

Errado, não é?

E o bandido? Consideraria certo ou errado?

Ele também consideraria errado, afinal, ele também não quer ser assaltado.

O assassino também não quer ser assassinado, não é?

Lógica, entende?

É fácil perceber o que é certo e errado.

Hitler foi o responsável pela morte de milhões de pessoas, motivado apenas por preconceito racial. Você, como latino que é, não teria lugar no mundo que ele queria criar.

Hitler estava certo ou errado?

É errado alguém como ele ir para o inferno?

A moral ética nada mais é que lógica, conseguiu perceber isso?

Ela não é uma criação arbitrária feita sem um fim específico. A moral possui utilização prática e é necessária para a convivência e sobrevivência humana, pois sem ela, nos destruiríamos.

É isso.

Aí tucanos, Dem, quando tiveram coragem de destituir 06 ministros? Nunca tiveram coragem nem moral para isto?




Sempre viveram nos embromando, foram carrascos dos aposentados, agora querem descer o pau no Pimentel ? caramba, este cara foi guerrilheiro ao lado da Dilminha,eu ajudei á escondê-los nos bailes noturnos do DAC, Sociedade Italiana, sindicato dos bancários, União Sírio Libanesa, enquanto vcs mamavam ás nossas custas,agora querem o quê seus salafrários ? a Dilma e o Pimentel ? não vão ter nunca, pois vcs canalhas não entendem de guerrilha, carrascos de aposentados.

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Pergunta
feita Jose no portal Yahoo!Respostas.
 
Resposta dada por Bill.
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Coragem?

Ministros não são eleitos, todo mundo sabe disso. Os ministros são escolhidos e nomeados pelo(a) presidente.

Só o(a) presidente pode colocar e tirar ministros e criar ou extinguir ministérios.

A Constituição prevê isso.

Sendo assim, a culpa de haver ministros corruptos no governo é toda da Dilma, pois ela os escolheu e nomeou.

Além disso, o mérito de cassá-los também não é dela (embora devesse ser seu dever), pois seu governo não investiga seus ministros, mas os encobre e acoberta o máximo possível. O restante da mídia não comprada é que está fazendo as denúncias e a mídia comprada diz que a Dilma não tem culpa (ridículo).

O governo mais corrupto da história do Brasil é o petista. TODO MUNDO sabe disso.

É natural que um governo reconhecidamente corrupto (desde o Lula) nomeie ministros corruptos.

É isso.