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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Religiosamente, a Espiritualidade é um assunto que deveria ser discutido por Agnósticos e Ateus?



Não estou ofendendo Agnósticos e Ateus, só acho que eles estão na Categoria Errada, é minha opinião...

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Pergunta feita por Bispo Espiritualista no sítio Yahoo!Respostas.

Resposta dada por Carla;

Resposta dada por Bill.
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Carla:
Vamos lá... Faz tempo que não respondo perguntas desse tipo.... rs

Bem sou ateia e me sinto no direito e na obrigação de discutir sobre esses dois assuntos e justamente porque vocês teístas existem... Como posso ignorar vocês e suas crenças????

Se a sociedade em que vivo é em sua maioria TEÍSTA?????

Sabia que leis são influenciadas por questões religiosas??? Sabia que no congresso tem bancadas evangélicas e católicas ( O kit sobre homossexualismo é um exemplo atual, e não entro no mérito do conteúdo do kit).
Sem falar do casamento entre homossexuais...

Sabia que qualquer lei sobre aborto, eutanásia, pesquisas genéticas terão sempre a mão da religião e espiritualidade refreando o seu conteúdo???

Pois bem, como eu posso ficar alienada a essas questões se essas leis criadas ou não afetam minha vida????

A sociedade é teísta, tenho liberdade de expressão e gosto de saber o que os teístas podem estar aprontando sob as regras de dogmas religiosas que possam me afetar socialmente...

É isso e quanto a esse espaço... Considero um lugar bom para saber um pouco sobre os religiosos além de me divertir por aqui...

Beijocas Ateístas!!!

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Bill:
Olá, Bispo!

Sou protestante, mas a Carla tem razão.
Clique para ampliar
Nós cristãos lutamos por aquilo que acreditamos, mas esse direito todos os demais também tem.

Jesus disse: "Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. NISTO todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." Jo 13.34-35

Não é através da imposição que uma ideia pode ser aceita, imposição sempre gera conflito.

Assim, como disse Jesus, é a capacidade de amar que PROVA que somos seus discípulos. Amar significa tolerar, importar-se e etc.

Ateus e agnósticos são bem-vindos para expressar o que pensam e são livres para continuar a ser o que são.

Se nossas palavras não os convencem, então o erro está em nós e não neles.

É isso.

Graça e paz.


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Religiosamente... Qual o limite da liberdade de expressão para refutar religiões e Deus?




Até aonde posso ir, exercendo MINHA LIBERDADE DE EXPRESSÃO para criticar religiões e negar a existência de Deus?

Beijos... Beijinhos e Beijocas!!!!

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Pergunta feita por Carla no portal Yahoo!Respostas.

1ª Resposta dada por Bill.

2ª Resposta dada por Resposta CATÓLICA.
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Bill
Oi, Carla! 
 
 
Essa liberdade você já tem e a usa com frequência. rsrs.
 
 
O limite aparece quando a crítica se transforma em ofensa e perseguição.
 
 
Ninguém é obrigado a concordar com tudo, as pessoas pensam diferente, mas quando determinado pensamento é imposto com o objetivo de calar outras ideias, então a liberdade se transforma em opressão.
 
 
Todos tem liberdade para expressar-se, mas ninguém tem liberdade para oprimir.
 
 
O PL 122 é um exemplo de opressão, pois tem como característica a imposição de determinada ideia visando à anulação completa e a criminalização de ideias contrárias.
 
 
Um gay também é livre para ser o que é, ele tem esse direito, mas não é incriticável.
 
 
Um cristão também é livre para ser o que é, ele também tem esse direito, mas também não é incriticável. 
 
 
Isso é liberdade.
 
 
É isso.
 
 
Bjs,
 
 
Graça e paz.

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Respostas CATÓLICA

Até onde começa a do outro...

Os Ateus estudam história ou não?

1)- O cidadão italiano ateu Luigi Cascioli processou o padre Enrico Righi para que prove a existência de Jesus, pois o ateu julga que o sacerdote e, com ele, a Igreja estão abusando da credulidade popular, apregoando alguém que nunca existiu.

2)- Em resposta deve-se dizer que a crítica mais rígida não duvida da existência de Jesus, atualmente o que se põe em xeque é apenas sua Divindade.

3)- A existência de Jesus é comprovada por ampla documentação, que começa no século I com a redação dos Evangelhos.

4)- Quem questiona a existência de Cristo, com mais razão questionará a de Alexandre Magno, Platão, Aristóteles e tantos outros.

5)- No século XIX a crítica radical chegou a negar a própria existência de Jesus Cristo, que alguns quiseram identificar com uma figura mitológica. Verdade é que, em nossos dias, tal hipótese não encontra seguidores entre os estudiosos e historiadores.

6)- O ambiente em que viveu Jesus: À diferença do que se dá com outros chefes religiosos, o quadro em que Jesus viveu, é eminentemente histórico. O Império Romano do século I é-nos bem conhecido. Grandes escritores, cujas obras chegaram até nós, estavam em vida: Tito Lívio, Sêneca, Virgílio (São fatos Históricos).

7)- Um grande número de personagens que acompanharam Jesus é iluminado por documentos não cristãos: César Augusto, Tibério César, Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, os sumos sacerdotes Anás e Caifás.
Flávio Josefo

8)- Jesus portanto, é uma figura bem situada no tempo e no espaço, o que não ocorre com: Orfeu, Osíris, Mitra , Xiva, Iemanjá, Zeus e CIA LTDA.

9)- Os testemunhos dos escritores romanos: São três os autores que, de algum modo, se referem a Cristo: Tácito, Suetônio e Plínio o Jovem. Por parte dos Historiadores Judeus temos Flávio Josepho. Escreveram no intervalo que vai de 110 a 120, ou seja, nas barbas fresquinhas do Cristianismo nascente.

10)- O fanatismo e a insensatez de alguns ateus só levam a confirmar:


“Ninguém afirma: `Deus não existe' sem antes ter desejado que Ele não exista".(Joseph de Maistre)


Solução? Deixemos o fanatismo de lado meus amados e vamos estudar ok !



Blog de resposta CATÓLICA.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Resenha de livro: Cruz de Fogo




          Olá, leitores!


          Tenho uma boa dica de livro, chama-se Cruz de Fogo e é um livro de Luiz Cézar da Silva, publicado por Clube de Autores.

          É um livro bem interessante.
          Alguém já leu “Filho do fogo” de Daniel Mastral?

          O livro de Luiz César segue uma linha semelhante, onde vemos irmandades secretas, envolvidas com bruxaria e misticismo, influenciando a sociedade. A diferença é que o Filho do Fogo é baseado em fatos reais e o Cruz de Fogo é ficção.

          Em ambos existe também uma forte mensagem cristã de superação e redenção, além de e milagres.

          Em a Cruz de Fogo vemos um jovem brasileiro que vive no Canadá e faz parte de uma seita secreta de adoradores e manipuladores do fogo. Mas ao contemplar o temperamento megalomaníaco e cruel de seu mestre, esse jovem rebela-se e foge. Em sua fuga, após quase morrer em um embate com seu antigo mestre, ele encontra um pastor protestante que lhe dá suporte espiritual e emocional, então sua vida, convicções, valores e etc. mudam radicalmente.

          Após esses fatos é que a história começa a engrenar.

          É um livro de leitura fácil e rápida, não é muito grande e possui uma linguagem bem simples.

          O autor demonstra certo conhecimento sobre o Canadá, pelos menos o suficiente para ambientar seus personagens. Não conheço o Canadá, então, pra mim, foi bem verossímil.

          Alguns pontos no enredo não foram bem esclarecidos, como a diferença entre fogo e luz, por exemplo. Um cristão antigo, provavelmente entenderá o que o autor quis dizer, mas um leigo nas doutrinas cristãs, talvez não perceba de imediato o que está acontecendo. Entretanto, apesar desse detalhe, Cruz de Fogo é um livro que pode ser apreciado por qualquer público, sem problemas.

          Luiz César é um jovem e próspero talento, que com o devido amadurecimento, pode nos oferecer muitas boas surpresas no futuro.


          Vale a pena conferir.


          Caso alguém queira adquirir seu livro, basta acessar aqui, apenas R$ 10,00 o download.

          É isso.




Christian Brito



terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Será possível viver de fato a fraternidade?



No dia a dia da sociedade'''''''''''''''''''''''''''''''… que me rodeia hoje?


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Pergunta feita por Izabar no portal Yahoo!Respostas.

1ª Resposta dada por Tubalcain1733.

2ª Resposta dada por Bill.
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Tubalcain1733



          O primeiro passo seria a superação do egoísmo.


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Bill
           Oi, Izabar!



           Como disse um usuário acima, o principal problema é o egoísmo.
Fraternidade é uma vivência harmoniosa com meu próximo através de empatia.



           Amor ao próximo é um tipo de fraternidade.
 

           Ou seja, valorizar o próximo, se importar com ele, compartilhar suas dores e tristezas e etc. Isso é fraternidade.
            Como alguém egoísta pode fazer isso?


           Como o egoísta consegue se importar com outra pessoa além de si mesmo?

           Por isso, pessoas excessivamente egoístas são, invariavelmente, solitárias.

           O amor livre tão pregado hoje em dia é uma prova disso, pois ninguém é de ninguém, logo, na prática, tá todo mundo sozinho e desamparado.

          A consequência do egoísmo é a solidão e o isolamento, a ausência de egoísmo produz a fraternidade e o amor.


           É isso.


           Bjs,


           Graça e paz.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Aturar a mesquinhez humana faz parte do processo de evolução humana?




Nem me refiro à espiritual...


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Pergunta feita por Najinha no portal Yahoo!Respostas.

1ª Resposta dada por Lady in red.


2ª Resposta dada por Luize.

3ª Resposta dada por Negra.

4ª Resposta dada por A Semeadora.

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Lady in red

           Não só a mesquinhez, mas uma porção de outros sentimentos até piores.

           É tentando lidar com tais sentimentos que acabamos aprendendo como não nos comportar e como sermos indivíduos mais dignos.           ♥‼♥
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Luize
            ♥ Penso que aturar a mesquinhez é talvez uma das tarefas menos difíceis neste processo. A inveja, a hipocrisia são, a meu ver, bem piores de serem suportadas. O sábio é uma gota de prudência em um mar de hipocrisia e ignorância. Sabe-se que temos que evoluir, mas evoluir não significa se fechar em si mesmo e tolerar tais defeitos, talvez seja mais interessante mostrar aos outros a possibilidade de se sair dessa situação. Melhor do que aturar a mesquinhez humana é tentar ajudar aqueles que são mesquinhos a serem mais altruístas, beijos se cuida Najinha. A evolução espiritual será melhor, assim eu o penso.
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Negra
Clique para ampliar
           É claro que faz parte do processo de evolução.           Quem não consegue dominar suas emoções não presta para viver em sociedade.           Todos os dias (praticamente) somos tomados por situações de estresse. É quando sentimos vontade de jogar tudo para o alto, falar ou gritar nossa insatisfação. Contudo, nos seguramos, aturamos se quisermos permanecer inteiros.           Presídios, sanatórios e hospitais estão lotados. Eles abrigam os que não conseguiram segurarem-se.
 
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A Semeadora
      Cara amiga,           Não há porque "aturar", temos que aprender a tolerar, essa é a saída para a libertação de todos nós que desejamos conviver uns com os outros em paz.
           Mas, veja bem, eu tolero, mas não concordo com a atitude de fulano, eu tolero porque o respeito como ser humano e sei que ele tem direito de errar, assim como eu. Eu tolero porque sei que sou aprendiz tanto quanto qualquer pessoa, falível, humana. Ou a gente aprende a ter humildade, ou a gente não avança. Porque a humildade nos leva à tolerância e a tolerância nos leva ao respeito e tudo isso, nos leva à paz na convivência entre pessoas, povos e nações.           Beijos!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O fantasioso “Massacre dos inocentes” aconteceu?



          Além de Herodes ter morrido cerca de seis anos antes da data em que supostamente a personagem “Jesus Cristo” teria nascido, a versão de que no ano 01 Herodes mandou matar os primogênitos com menos de 2 anos do sexo masculino, não passa de um dramalhão...


          È impossível que uma “Estrela guia” tendo ficado parada sobre Jerusalém e se deslocada para Belém, tivesse sido observada pelos “Reis magos” e poucos camponeses...


          Além disso, o plágio onde Mateus conta que, “O rei Herodes mandou matar todos os primogênitos do sexo masculino, com menos de 02 anos de idade”, é idêntico a antiguíssima versão Hindu onde Krishna nasceu da virgem Devaki, que foi visitada por homens sábios que haviam sido guiados até Krishna por intermédio de uma estrela.


          Sendo que Anjos anunciaram o nascimento de Krishna aos pastores dos campos próximos.


          E quando o Rei Kansa soube do nascimento da “criança miraculosa”, enviou homens para matar todos os meninos com até dois anos de idade que vivia nas localidades vizinhas, mas uma "voz celestial" avisou ao pai adotivo de Krishna para que ele fugisse através do Rio Jumna, levando o recém nascido Krishna.


          Ainda mais, que por causa da “Estrela guia”, os soldados de Herodes teria praticado uma carnificina, onde foram massacradas todas as crianças da localidade que eram do sexo masculino e tinham até 02 anos de idade...


          Como uma matança impiedosa de todos os recém-nascidos do sexo masculino seria um crime hediondo de mais para não ser mencionado pelos escritores antigos.


          É evidente que a “Matança dos inocentes” relatada por Mateus em 2:16, não passa de um marketing onde a lenda de Krishna foi misturada com a profecia feita por Jeremias, no capítulo 31:15:


          “Assim diz o Senhor: Ouviu-se um clamor em Ramá, lamentação e choro amargo. Raquel chora a seus filhos, e não se deixa consolar a respeito deles, porque já não existem”.


          Tanto a lenda existente no Evangelho de Mateus, (2;16), onde se afirma que Herodes mandou matar todos os primogênitos de Belém e dos arredores, que fossem do sexo masculino e tivessem menos de 02 anos, como a versão onde em 2:13, Mateus relata que um anjo mandou José levar o menino Jesus e a Virgem Maria para o Egito e lá ficar até que Herodes morresse. São só ficções que foram infiltrada nos Evangelhos com a finalidade de convencer os místicos de que Jesus Cristo teria existido.


          Para provar que a lenda do Deus Krishna foi plagiada e colocada no Evangelho de Mateus, onde se transformou num pedaço importante da história de Jesus.


          Lembramos que os historiadores romanos e Judeus; inclusive Flávius Josephus 33 d.C. a 100 d.C. (que relatou todas as façanhas de Herodes, o grande); assim como Filão, o Judeu, 20 d.C. a 50 d.C.; Plínio, o Jovem, (que viveu entre os anos 62 e 113, e foi sub-pretor da Bitínia), e o geógrafo e naturalista romano Plínio, o Velho 23 d.C. a 79 d.C., nunca mencionaram a fantasiosa “Matança dos inocentes”.


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Pergunta feita por Lisandro Hubris * no portal Yahoo!Respostas.


Resposta dada por Bill.


* O perfil deste usuário foi excluído do Y!R
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          Olá, Lisandro!!

         
Herodes era contemporâneo de Jesus e de César Augusto que foi quem determinou o recenseamento, Devaki, a mãe de Krishna, era casada e teve vários filhos e o massacre de inocentes não faz parte do mito de Krishna.
          Quer saber a verdade? Leia baixo.

          Observe:

1 – Missão:

         
Krishna era a oitava manifestação de Vishnu, cuja missão era destruir as personificações da ignorância que ameaçavam o equilíbrio do cosmo (Asuras); tornar-se o centro de desenvolvimento de determinadas escolas devocionais (Bhakti); assumir papel de liderança na grande guerra ocorrida entre clãs Aryas dos Pandavas e dos Kauravas em que ele entregaria sua mensagem filosófica por meio do texto conhecido como Bhagavad Gita.

          A missão de Jesus era salvar a humanidade através de seu sacrifício.


2 – Castas:

          No mito de Krishna estão presentes os elementos que caracterizam as qualidades de três das principais divisões sociais da tradição hindu (sistema de castas): Krishna é um homem dos campos que guarda os rebanhos (casta Vaishya); é também um nobre guerreiro e dá morte a inúmeros demônios (casta Kshatrya); e adota o papel de um sábio, quando transmite os ensinamentos filosóficos (Bhagavad Gita) para o primo Arjuna (casta Brahmane).

          Jesus nunca foi camponês e nem guerreiro e JAMAIS foi a favor de qualquer sistema de castas, muito pelo contrário, pois levava sua mensagem de salvação a qualquer um, inclusive para pessoas rejeitadas pela sociedade, como publicanos e prostitutas. Além disso, não menosprezava as mulheres, como era comum naqueles tempos.


3 – Nascimento (massacre dos inocentes):

 
         
Krishna nasceu na cidade de Mathura. Sua mãe, Devaki, era irmã do rei Kansa, que condenou à morte todos os filhos que Devaki desse à luz, pois existia uma predição segundo a qual um deles haveria de assassiná-lo, por isso ele foi matando um por um, mas não conseguiu matar todos. Krishna continuou vivendo graças à estratégia de seus pais que, para tirá-lo da fúria do rei, trocaram-no pela filha de um modesto pastor. Ele passou seus primeiros anos junto com o irmão, Balarama, entre pastores.

          Como está evidente, não houve massacre de inocentes no mito de Krishna e a mãe dele não era virgem, pois ele foi o último filho dela. Entretanto, talvez, alguém queira dizer que a profecia contra o rei Kansa seja semelhante ao que causou a fúria de Herodes, mas não foi. Como todos nós sabemos, Jesus jamais foi rei terreno e nunca tomou algo de Herodes ou de algum dos outros Herodes que surgiram. Os sábios de Herodes interpretaram mal as profecias bíblicas.


4 – Morte

Aquiles

         
Krishna morreu por acidente, ele estava entregue à meditação, sentado em um bosque com as pernas cruzadas, que deixavam as plantas dos pés descobertas (sabido era, tempos atrás, que o sábio Durvasa tinha o amaldiçoado em um acesso de cólera, profetizando que Krishna morreria de uma ferida no pé), quando um caçador, tomando-o por um gamo, disparou uma flecha, que se cravou em seu único ponto fraco: o calcanhar do pé esquerdo.

          Todos sabem como Jesus morreu. Fica evidente aqui que se o mito de Krishna é semelhante a algum mito, talvez seja o de Aquiles, mas com Jesus, é óbvio, nada há de semelhante.

É isso.

Graça e paz!!
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P.S. Você jamais coloca as fontes de onde tira seus textos (se é que essas fontes existem) e quando coloca alguma fonte, essa fonte nada mais é que seu próprio site ateísta, logo, é uma fonte inválida. Mas vou colocar a fonte de onde tirei esse texto:


Livro: Mitologia Hindu
Autor: Aghorananda Saraswati
Editora: Madras.

O autor é brasileiro e seu nome verdadeiro é Sérgio Clark, ele é professor de Yoga e Tradição Tântrica, mestre pela Universidade de Minas Gerais (pesquisas em Tantra Shastras, Alteridade e Orientalismo) e licenciado em História e Mitologia da Índia.

Conduz cursos no Brasil e Europa e não é cristão.
 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Você quer realmente se elevar espiritualmente?



          Há inúmeras formas de se enganar. Desde comprar um livro "Capa Preta de São Cypriano" com execrações, orações, encantamentos e esconjurações... Ou aceitar teses inúmeras sobre eventos sem comprovação que geralmente ferem as Leis Naturais.


          Aliás, a maior delas (Leis Naturais) diz algo muito simples: Se queres, você já deve ter ouvido isso muitas vezes, então, "se queres" algo fenomenal, grandioso e de grande repercussão, é tácito que saibas que uma Montanha não muda de lugar com uma palavra ou com um estalar de dedos, já que tudo que causa uma grande modificação se usa de muita energia, razão pela qual devemos usar, igualmente, muita energia para poder causar grande mudança.


          As pessoas hoje em dia trocam as funções devido à ignorância latente disseminada pelo mundo. A mentira faz as coisas se inverterem e o sujeito acaba achando que o Diploma da faculdade vale mais do que o Saber que ela pode dar. O Religioso acha que a "Salvação" vale mais do que "Se empenhar pra ser melhor". O homem busca o lucro ao invés de buscar o edificar, coisa que faria todo o mundo girar no sentido do bem.


          Por isso, a corrida para o "nada" se acirra e todos tentam se armar para vencê-la. Mas o que é esse "nada" que todos consideram?


          Como caixão não tem gaveta, muitos pensam que levarão algo, coisa que todos aqui sabemos, algo muito infantil, porém o nosso medo nos conduz a lutar igualmente por ter pelo menos o mínimo a fim de poder ter uma pequena chance de realização.


          O texto é meio longo, mas ao menos exclui os idiotas, aliás, quero explicar que o termo "idiota" que tão somente refere-se à pessoa mergulhada num mundo isolado da razão externa adotada pelos demais.


          Então, toda vez que construo para todos, ganho muito e toda vez que construo para mim e para os meus, me destruo, pois me limito. É como guardar comida dentro da sua casa e guardar comida dentro de todas as casas do mundo.


          A tão falada "Pedra Filosofal" parece ser algo físico, real, mágico, mas não tem nada disso, aliás, como tudo no ocultismo que só impressiona aos tolos que veem o ferir da Lei Natural do produzir mais do que se gasta, tanto quanto na Magia que os jovens julgam ser capaz de, num estalar de dedos, produzir o efeito Harry Potter


          Ela traz apenas a essência do ensinamento crístico que não se evidencia em nenhuma das Igrejas Cristãs de hoje, qual seja:


          Se você fizer algo sem esperar retribuição; se você fizer algo por tão somente ver a sua projeção em outro se tornar alegre, feliz e satisfeita, com certeza assim será.


          Não é a vontade que temos de nos elevar que assim nos fará, mas justamente a vontade de sermos úteis, coisa que exige a humildade de estar a limpar a latrina, enquanto gente há que estará no salão a comungar.
Não é grande aquele que tem, conquista e persevera, mas sim aquele que dá, distribui e abre mão.


          No fim, o bom é aquele que "não quer nada", pois são "os que querem", justamente aqueles que passam a tomar sem perceber!


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Pergunta feita por Kéfren no portal Yahoo!Respostas.


1ª Resposta dada por Bill.

2ª Resposta dada por Catarinha Petronilha.

3ª Resposta dada por *-*.

4ª Resposta dada por Rhian *.

5ª Resposta dada por Luiza.

6ª Resposta dada por Negra.

7ª Resposta dada por Flumen.

* O perfil deste usuário foi excluído do Y!R
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Bill



          Olá, Kéfren!

           De fato, as leis naturais não podem ser quebradas e ninguém fica fora de seu controle, até leis humanas são assim. Para uma lei ser promulgada, é necessária muita reflexão sobre ela para que não haja consequências indesejáveis. Uma lei tem estrutura racional, pois é planejada para não falhar, mas falham. As leis naturais não falham, caso também fossem falíveis, então toda a existência ruiria. Assim, se as leis naturais foram planejadas, então, Deus é racional e consciente, pois decidiu criar essas leis e também decidiu implantá-las. Essas leis não poderiam simplesmente criar-se e implantar-se sozinhas, pois nada acontece por si mesmo, a menos que tenha vontade própria e, por isso, seja consciente. Sendo Deus consciente e o criador, logo, ele pode fazer o que quiser, é o criador da natureza, então não pode se sujeitar a ela. Assim, se Deus quiser mudar uma montanha de lugar, ele pode? Esse tipo de mudança causaria algum rebuliço em suas leis? Sabemos que tudo na natureza ainda está em equilíbrio, uma mudança aqui pode gerar uma catástrofe acolá. Independente das alterações que a mudança de uma montanha possa causar, esse fato em si, pode ser considerado como um limitador de Deus? Ou seja, sendo Deus o criador e planejador de toda essa estrutura, ele não pode mudá-la, alterá-la ou refazê-la caso queira?

           Ou pode?

          Teria sentido dizer que a mudança de uma montanha poderia criar problemas para o criador, este que trouxe a existência do nada? Acredito que mudar uma montanha deve ser fichinha pra ele. Rsrs

           Então a grande questão não é se Deus pode mudar uma montanha de lugar, mas será que ele faria isso se alguém pedisse com fé? Essa é a grande questão.


         
Sabemos que seres espirituais existem, imagino que também acredite nisso. Se observar bem verá que tudo contribui para impedir a evolução humana em todos os sentidos: vemos o governo distribuindo livros de gramática estimulando aos erros de português, criando leis para sustentar famílias de marginais presos e desamparo total à família das vítimas, projetos com propostas de afrouxamento do código penal, propostas para liberação das drogas, tudo com apoio indireto do governo. Além disso, vemos que a mídia apoia tudo isso e estimula o povo a ideias semelhantes, além de condená-lo a uma completa alienação. Isso tudo, como é fácil perceber, inibe o progresso racional humano, nos embrutece e nos leva à barbárie, pois, ao diminuir nossa capacidade racional, ficamos apenas sujeitos a instintos, como animais.

           Aí eu pergunto: isso não teria repercussão espiritual também? E por que não teria? Vemos ao longo da história humana, conforme a Bíblia, que Deus sempre estimulou o homem à civilidade, gradativamente foi trabalhando o desenvolvimento racional humano sempre atrelando a isso a sua espiritualidade. Freud dizia: “conhecimento é poder”. Isso é fato, mas esse poder não é intelectual apenas. Deus não nos destinou a vivermos como apenas um animal que apenas teve sorte de ter um pouco mais de inteligência. Como disse, existem seres espirituais, muitos são malvados. Os poderosos deste mundo talvez apenas queiram embrutecer as pessoas para subjugá-las, mas não teria sentido se quisessem nos anular espiritualmente também. Apenas seres espirituais se interessariam por isso, os guias espirituais de nosso mundo decaído. É a fé a nossa maior arma, é ela que nos dá acesso ao criador. Esse é um mecanismo que ele mesmo criou e o objetivo com isso é "religar-se" conosco.

           Abraços,

           Graça e paz.


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Catorina Petronilha


          Como vai KÉFREN?



          Para crescermos espiritualmente, precisamos apenas de uma coisa: sentirmos pelos outros, pelos nossos semelhantes, o AMOR INCONDICIONAL, a partir do momento que o sentimos brotar dentro de nós, crescemos espiritualmente e mentalmente, e tudo ao nosso redor se transforma, mesmo as coisas RUINS!!! abraços!



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*-*


          Socialismo é a resposta a todos os males da humanidade.



         
“Aqueles que adoram a Deus pela esperança de ganhar, eles não são adoradores reais, eles são comerciantes. Aqueles que adoram a Deus com temor (de castigo), eles são escravos. E aqueles que adoram a Deus para ser grato para com seu criador, eles são as pessoas livres, e seu culto é real.”

Ya Hussein (a.s.) 

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Rhian


 
          Não é grande aquele que tem, conquista e persevera, mas sim aquele que dá, distribui e abre mão. Palavras de Jesus.

          Parabens, vc esta se convertendo.

         
Rhian...de um Redemoinho.  

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Luiza

Kefrén,

         
Nós somos os grandes responsáveis pelas mudanças. "Se", está escrito que somos a semelhança de Deus, temos poderes apenas não conseguimos usá-los adequadamente.

         
Os homens ainda terão que muito caminhar para entender que são os verdadeiros donos da energia, do poder, da transformação.

          Ao invés de lutas deveriam juntar forças para pensar, ver a verdade que esta diante dos nossos olhos mas que a fantasia do comodismo cega e prejudica nossos ideais.

         
Teríamos que ter humildade de saber ouvir, de provar o outro, de darmos as mãos respeitosamente e entender que nosso Deus mora em nós e dependeremos sempre só dele.

          A
braços e amor
 

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Negra


   Quando motivamos nossos pensamentos para a vontade de sermos uteis é primeiro ato. Vontade por si só não soluciona grandes problemas sociais, não aquece a quem tem frio, não nutre a quem tem fome. A ação, o desgrudar o trazeiro do comodismo e fazer... O passar das palavras à realização, sim, conferem caráter de humildade. ( Por instantes lembrei-me de Madre Tereza de Calcutá, grande mulher! Um exemplo de humildade).
          Falar, sentir pena, assinar cheques com quantias vultosas coíbem a consciência que cobra... Será que as ajudas oferecidas realmente chegam a quem precisa?

         
A título de ilustração. Uma ilustração coberta de descaso e omissão, como uma obra de arte de pintor famoso esquecida em porão qualquer, deixo para reflexão:

         
- Três em cada 10 crianças em Angola quando não sofre de desnutrição crônica, em curto tempo vão a óbito. Conforme a UNICEF, enquanto houver um fosso entre ricos e pobres no país a situação prevalecerá.

         
O bom nunca será o que “não quer nada”, porque o que não quer nada, nada faz. Os que querem E PRECISAM! Esperam. Uns não aguentam esperar tanto, morrem.

         
Caridade exige trabalho. Solidariedade exige partilha e compreensão.

         
De pouco adianta dizermos que amamos a todos!!! Quem quer fazer, vai lá e faz. Miséria não espera aparecer a vontade dentro das pessoas.

         
Não quer ir lá? África fica muito longe?

         
FAÇA AQUI. ESSE POVO, A EXEMPLO DO MEU, SOFRE AS MESMAS DORES E PENAS...

         
COMO VEJO PARTE DA ÁFRICA AQUI!

         
A caridade, ela, grande aliada para o crescimento espiritual.
 


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Você é um brasileiro patriota?




          Eu não gosto do Brasil pelo fato de ser um pais muito pobre com um governo muito corrupto eu queria ser americano lá num tem assaltos nem corrupção mas essa é a minha opinião diga a sua ???


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Pergunta feita por
►Jiøvane◄ no portal Yahoo!Respostas.

Resposta dada por Bill.
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      Sim, eu sou patriota.

         
É o próprio povo quem constrói seu país. Os americanos são patriotas, escolhem bem seus políticos e os vigiam, por isso seu país é de primeiro mundo.

         
Políticos do Brasil não são estrangeiros, são brasileiros como qualquer um de nós, eles fazem aquilo que qualquer brasileiro faria no lugar deles. O cidadão brasileiro é conhecido internacionalmente por ser acomodado, desonesto, vagabundo e covarde.

         
Políticos também são assim, não são? Eles são brasileiros, apenas isso.

         
Eu sou brasileiro, mas não sou assim.

         
Faço parte de um novo pensamento, de uma nova ideia. Sou patriota, não sou acomodado, vigarista, vagabundo e nem covarde.

         
Quanto mais gente assim tivermos, melhor as chances de sermos primeiro mundo.

         
É isso.

         
Abraços.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Verdade e liberdade








        - Olá, Leitor! Tudo bem?

        - Olá, Pensador! Sim, tudo bem! E tu, como estás?

        - Também estou bem, graças a Deus!

        - Que bom! Faz tempo que não conversamos heim? O que aconteceu?

        - Pois é, leitor amigo! A Terra gira e tentamos acompanhá-la, mas às vezes ficamos um pouco pra trás, fazer o quê, né?

        - Refere-se ao tempo?

        - Sim, ao tempo. Tudo está muito corrido.

        - Sabe, Pensador, às vezes eu acho que tudo é miragem, sabias? Que essa pressa toda é pura ilusão.

        - O tempo é ilusão? Os afazeres da vida também?

        - Então, Pensador! Sabe aquele filme, Matrix?

        - Sei, aquele que faz parte de uma trilogia que fez sucesso há um tempo, não é?

        - Esse mesmo.

        - Entendo, então tu achas que nosso mundo é uma ilusão do tipo Matrix? É isso?


1. Matrix

        - Sim, Pensador, isso mesmo! Observe: no filme, as pessoas trabalhavam, se divertiam, comiam, bebiam, dormiam e etc., do mesmo modo que nós fazemos, mas aí se descobre que, na verdade, nada daquilo que conheciam era real, pois todo mundo, ao nascer, na verdade, estava conectado a um imenso computador, cujo sistema operacional chamava-se Matrix.

        - Isso é bem cabuloso, né?

        - Pois é, Pensador, cabuloso é apelido, as pessoas nasciam, cresciam e morriam sem nunca saírem de suas cápsulas cheias de gel. Elas recebiam sua alimentação através de tubos, mas nunca despertavam, estavam sempre dormindo, enquanto sua energia era sugada e transformada em eletricidade para “sustentar” o mundo das máquinas.

        - De fato, o filme é interessante, mas isso é ficção, Leitor!

        - Será mesmo? Poderíamos viver algo parecido neste exato momento e nem nos daríamos conta. Tem muita gente que considera essa possibilidade perfeitamente plausível, sabias?

        - Amigo Leitor, passar toda a existência dormindo com um plugue conectado à cabeça e ligado a um megacomputador que entra nas mentes das pessoas e insere todos em um mundo virtual e ainda convence todo mundo que tudo aquilo é real. Isso é plausível? Tu acreditas Leitor, que estamos dentro de uma cápsula com gel em algum lugar?

        - Não sei Pensador, mas como saber se nosso mundo de fato existe? Descobrir isso seria buscar a Verdade, não é? Afinal, todos querem saber de onde viemos, para onde vamos, por que existimos e etc.


2. Podemos controlar a realidade?

        - Depende de que verdade tu queres saber, Leitor! Pois se forem “verdades” existenciais, como essas questões que dissestes, então, sinceramente, tanto faz se vivemos na Matrix ou não.

        - Não comeces com divagações, Pensador! Se vivemos em um mundo virtual, então queremos ir para o mundo real, ora essa! Queremos a Verdade!

        - A busca pela Verdade, Leitor, seja no mundo virtual ou real, é a mesma.

        - Nada a ver!

        - Veja, se tal Matrix existisse e nós conseguíssemos sair dela, então seríamos inseridos em outra realidade que também não conheceríamos, certo? Essa “outra” realidade seria tão enigmática quanto a própria Matrix, entendes? Ficaria tudo do mesmo tamanho, afinal, qual a diferença de conceitos entre uma e outra? A busca pela verdade é sempre a mesma, não importa em qual mundo estejamos inseridos.

        - Mas ao sairmos do mundo virtual, veríamos que tudo é criação da Matrix, logo, muitas coisas seriam respondidas ao sairmos de lá.

        - Muitas quais, Leitor? As mesmas dúvidas permaneceriam, tanto no real quanto no virtual. Conforme tu mesmo disseste, nossas dúvidas na Matrix seriam: de onde viemos, para onde vamos, quem somos e etc., certo? Dúvidas existenciais, portanto. Entretanto vivemos no mundo real e temos essas MESMAS dúvidas, concordas? Porém, suponhamos que vivêssemos de fato na Matrix, então, descobríssemos que existe o mundo real, mas não só isso, imagine só, e se por um motivo qualquer, descobríssemos que existe ainda mais outra realidade? E depois outra, outra e assim por diante?

        - Tá, e daí?

        - Veja, não importa em que “realidade” estejamos, pois sempre perguntaremos de onde viemos, para onde vamos, quem somos e etc. A simples mudança de “realidade” não garante resposta para essas dúvidas, apenas criaria ainda mais dúvidas.
Vida: real, virtual ou imaginação?

        - Discordo, Pensador, ao sairmos da Matrix, veríamos que tudo era falso, pois estávamos inseridos em um imenso sistema de gerenciamento regido por programas que governavam os diversos aspectos da vida, nada era natural. No mundo real é diferente, talvez as dúvidas existenciais sejam as mesmas, mas seria tudo novo e diferente.

        - Diferente, Leitor? Tens certeza? Nosso universo real é lógico também, pois é racional e matematicamente preciso. Nossa realidade “real” segue a precisão típica de uma máquina, é por isso que os cientistas conseguem estudar o universo, pois tudo está preso a sistemas e padrões extremamente complexos, mas imutáveis. Por isso, realmente, até dá pra sugerir a existência de uma Matrix, mas caso realmente exista, pela lógica, ao sairmos dela, ou seja, ao sairmos do mundo virtual, então deveria existir outro “sistema” no suposto novo mundo real, pois precisaríamos de um megacomputador para gerenciar o mundo real também, pois sempre serão necessárias leis para reger o universo, Leitor! Basta observar as leis da física, química, gravidade e etc., são como “programas” escritos para gerenciar os diversos aspectos da vida. A realidade, seja ela qual for, sempre dependerá de sistemas lógicos e padrões para existir, para gerenciar-se, seja no mundo virtual ou no real.

        - Então a Matrix existe, Pensador!

        - Talvez, sim! Mas a grande questão é que talvez a Matrix não seja o regente de um mundo virtual, mas do mundo real.

        - Hã???

        - Depois nos aprofundaremos nisso, mas no momento, a grande questão, amigo leitor, é que existindo ou não a Matrix, jamais teremos controle sobre a realidade, en-tendes? Assim, não importa se existe Matrix ou não, a realidade sempre existirá por si mesma, pois, de qualquer forma, sempre estaremos dentro de algum tipo de “sistema”, seja para vivermos em uma realidade virtual ou no mundo real. Assim, acredito que a única ilusão que existe, de fato, seria aquela criada por nós mesmos.


3. Tudo o que vemos e conhecemos realmente existe?

        - Tudo bem, Pensador! Pessoalmente, eu acredito que existe a Matrix, talvez tu não acredites ou apenas a chame de Deus, mas o que queres dizer com “ilusão criada por nós mesmos”? Uma coisa que se tem falado muito hoje em dia é sobre a “divindade” interior. É disso que estás falando? Tem muita gente acreditando que nossa realidade é nossa própria criação, ou seja, nada de Matrix! Tenho certeza que já ouviste algo do tipo: “eu sou meu próprio deus” ou coisa semelhante, certo? E aí, o que tu achas? É desta ilusão que dizes?

        - Pois é, amigo! Não é desse tipo de ilusão que me refiro. Quão poderosos seríamos se isso fosse verdadeiro, heim? (risos). Isso é meio estranho, Leitor! Se o mundo todo fosse criação minha, por exemplo, então, eu seria único no mundo? Afinal, não haveria outras pessoas iguais a mim e as demais que existiriam, eu as teria criado, afinal, tudo estaria apenas na minha mente, não é? Assim, inevitavelmente, eu teria controle total sobre esta realidade, pois seria meu próprio e único deus, certo?

        - Pra mim, esse conceito tem sentido, Pensador!

        - Já desististe da Matrix, é? (risos).

        - Apenas tento manter a mente aberta, só isso!

        - Que bom, então, por favor, continue com sua mente aberta durante todo nosso bate-papo, pode ser?

        - Com certeza!

        - Fico feliz em saber disso. Muito bem, voltando ao assunto! Se fôssemos nosso próprio Deus, então, teríamos o controle de tudo. Mas nós temos algum controle sobre a realidade, Leitor? Conheces alguém que tenha? Eu controlo a ti, por exemplo? Tu me controlas? Eu não sei o que tu estás pensando neste momento, por exemplo. Também estou com dúvida se tranquei mesmo a porta quando sai de casa, não sei o que estão fazendo na sala ao lado da minha, não sei o que vai acontecer nem daqui a cinco minutos. Será que estarei vivo amanhã? Não sei. Não sei de NADA!

        - Eu não controlo a realidade, Leitor, pois ela não depende de mim para existir.

        - Tudo bem, Pensador! Se tudo fosse imaginação de alguém, então TUDO estaria dentro de apenas uma mente, admito que isso seja meio forçado, mas se a realidade não depende de nós, como disseste, então cada um pode interpretá-la a seu modo, não é? E desse modo construir suas próprias verdades.

        - Pois é, Leitor, isso, sim, faz algum sentido, pois neste caso existiria uma realidade fora de nós e compartilhada por todos onde cada um a interpretaria a seu modo. Mas há um aspecto controverso neste conceito, caro Leitor!

        - Pronto, lá vem!

        - Este conceito sugere que ao possuirmos nossa própria e exclusiva verdade, então também seríamos totalmente independentes uns dos outros, completamente livres, por isso, jamais haveria verdades compartilhadas, jamais alguém pensaria igual a outra pessoa.

        - Isso tem sentido, Pensador!

        - Isso tem sentido? Sério? Com todo o respeito, Leitor, isso é balela!


4. A liberdade é uma ilusão criada pelos poderosos?

        - Balela o cacet..., Pensador! Tem todo sentido pra mim! Se cada um vê a realidade de um jeito, então ela será diferente para cada um, isso é óbvio! Ninguém é igual a ninguém, somos totalmente livres para fazer o que der na telha, certo? Cada um tem sua própria verdade, o pessoal da USP levou isso ao pé da letra.

        - Se isso tivesse realmente sentido, Leitor! Então os maconheiros da USP que deturparam a ordem pública e tentaram destruir uma instituição de ensino que sempre foi referência nacional (instituição, aliás, que não é deles, pois é sustentada com dinheiro público. O teu dinheiro, Leitor!), não estariam errados, seu vandalismo seria legítimo.

        - Não apoio vandalismo, Pensador! Não coloque palavras na minha boca, por favor! Apoio a liberdade, apenas isso!

        - Mas essa seria a “verdade” deles, Leitor, afinal, como dissestes, são livres, não são? Então podem destruir aquilo que TU pagas com teu dinheiro.

        - Não é bem assim, existem coisas que dependem de consenso coletivo, ou seja, não é de apenas um, mas de todos.

        - Bingo!!!

        - Bingo, por quê? Consenso coletivo não tira a liberdade de ninguém, apenas ajuda na convivência entre as pessoas, só isso!

        - Se a ajuda na convivência entre as pessoas fosse o único critério a ser considerado, meu caríssimo leitor, então, eu nada teria a dizer e ainda assinaria embaixo. Mas tem caroço neste angu, colega! Podemos começar do início?

        - Começar o que? Estamos conversando há um tempão!

        - Refiro-me ao conceito que estamos debatendo. Tu dizes que cada um vê a realidade a seu modo e, como diz o ditado: “cada cabeça uma sentença”, portanto, cada um é livre para fazer o que quiser, certo?

        - Certo, mas tem o consenso coletivo.

        - Esse consenso tira a liberdade individual, Leitor, logo, não somos livres.

        - Onde tu queres chegar com isso, Pensador?

        - Vamos recomeçar realmente do início, observe: Uma criança perdida de seus pais e criada hipoteticamente por lobos dificilmente será um cientista, por exemplo, pois pensará de si apenas como outro lobo, não é? Esse é o chamado homo ferus. Do mesmo modo, uma criança abandonada pelos pais e parentes e criada na rua, de que modo essa criança interpretará a vida? A sarjeta será seu universo e sua mente estará presa a apenas essa realidade.

        - De fato, muitas vezes é difícil fazer com que um morador de rua mude sua forma de viver, quase sempre voltam para as ruas. Afinal, cada um tem suas verdades, né?

        - Será? A sarjeta é a realidade dessa pessoa, aquilo é que é a sua vida, lá estão as verdades que ela conhece...

        - Como eu disse Pensador, cada um tem suas verdades.

        - Aí é que está, Leitor, que verdades? Se formos apenas o resultado final das influências que tivemos durante a vida, então não há independência de fato e nem escolhas. Que verdades podem existir? Vimos no início que a realidade não depende de nós para existir, sendo assim, cada um de nós interpretará a mesma realidade de forma diferente, pois a interpretaremos a partir das “verdades” que tivermos adquirido durante a vida, verdades aprendidas ou impostas por outros, assim, de um modo geral, a maneira como veremos a realidade dependerá de fatores internos (que adquirimos durante a vida) que funcionarão como um tipo de “filtro” que nos dará uma realidade moldada por essas supostas verdades adquiridas, mas que não será, necessariamente, a realidade em si, entendes?

        - Mais ou menos.

        - Caro Leitor, imagine duas crianças recém-nascidas que nasceram em países diferentes. Neste momento elas são, de certo modo, idênticas, pois nada aprenderam sobre a vida, ainda não foram a uma escola, não frequentaram religião, nada sabem sobre a cultura de seu respectivo povo e etc. Entretanto, uma dessas crianças foi criada por pais céticos, por isso, aprendeu que o sol é uma estrela como qualquer outra e que está próxima da Terra e etc. Outra criança, porém, foi criada por pais religiosos, desses que cultuam a natureza, por isso, para ela, o sol será um tipo de divindade, o deus sol.

        - A realidade, Leitor, é apenas uma, ou seja, independentemente da interpretação que derem ao sol, ele continuará sendo o que é, certo? Mas a forma como essas crianças interpretam o sol foi moldada a partir daquilo que aprenderam. Essas crianças, Leitor, enxergam o real? Livremente desenvolveram suas verdades?

        - É errado os pais darem um fundamento de vida a seus filhos, Pensador? Mesmo que esse fundamento seja fruto de sua cultura?

        - Não foi isso que eu quis dizer, Leitor, pois se os pais não derem fundamento algum a seus filhos, alguém dará. Mas quem será esse alguém? Isso é um risco que pai ou mãe algum pode correr. Melhor que sejam os pais, portanto!

        - Tudo bem, Pensador, então quer dizer que nunca desenvolveremos nossas verdades sozinhos, é isso? Mas o consenso coletivo que todo mundo é sujeito dá uniformidade à convivência humana. Foi isso que deu origem às leis que seguimos, por exemplo, não é? Existe um controle externo aceito pela maioria para garantir a convivência pacífica e harmoniosa entre as pessoas, mesmo que sejam pessoas diferentes.

        - Controle externo, exatamente!

        - Pensador, não confunda ainda mais, explique, por favor!

        - Como “estamos” estressadinhos, hoje, heim? (risos). O consenso coletivo de hoje não depende mais da cultura local, Leitor! Esse é o principal problema que atravessamos na atualidade. Hoje em dia, o consenso coletivo nem sempre é uma junção de “conceitos” individuais ou culturais, esse suposto “consenso” muitas vezes é formado pela minoria que detém o controle da verdade (ou das supostas verdades que dizem possuir), assim, esse “consenso” surge como consequência de determinado tipo de pensamento dominante, geralmente conforme interesse de poucos, que dá origem a determinados padrões na sociedade, entendes? Em uma época de domínio midiático como o nosso, é fácil perceber isso, pois há um pensamento dominante que dirige a sociedade (ou comunidade) que pertencemos. Por consequência, apenas acreditamos naquilo que nos ensinaram nesta “sociedade” ao longo da vida e nos modelos de comportamento que seus “formadores de opinião” nos deram. Esses formadores de opinião, portanto, são os que detêm a suposta “verdade” que toda essa sociedade segue (ou passa a seguir) e se submete.

        - Mas Pensador, se somos moldados pela nossa história de vida, pelas influências que recebemos de nossos pais, da rua, professores na escola, livros e etc. Essas influências que recebemos é que determinarão grande parte do modo como perceberemos e entenderemos o mundo, não é? Então como um pensamento dominante desenvolvido por poucos pode ter tanta influência?

        - Através de mudanças de valores, Leitor! Ou como a mídia sempre diz: “quebra de tabus”! Já reparaste como qualquer novo conceito ou comportamento, primeiro surge em novelas e BBBs, depois o povo copia? Mudanças, muitas vezes, são realmente necessárias, não há como evitá-las. Mas há mudanças que são dirigidas, ou seja, não são um fenômeno espontâneo, mas manipulado. Mudanças assim, raramente produzem o bem, pois visam interesses específicos. É isso que a mídia faz, dê uma olhadinha aqui. Apenas os donos do microfone são ouvidos.

        - Pensador, diga-me, posso ter entendido mal, mas queres dizer, por exemplo, que existe a possibilidade de que até o manifestante mais radical, que se opõe totalmente a qualquer sistema, não possua um pensamento exclusivo e 100% próprio, é isso?

        - Em tese, sim! Veja: em nossa história de vida, formamos uma “base” de valores, a partir desta “base”, interpretaremos nossa realidade e nela estarão nossas verdades, certo?

        - Acredito que sim!

        - Entretanto, Leitor, nem esta “base” está totalmente livre de direcionamento externo, pois ela mesma pode estar inserida dentro dos padrões determinados pela comunidade que o indivíduo vive e, portanto, fortemente influenciada pelos “donos” dessa sociedade.

        - Isso é esquisito, heim?

        - É fácil ver que professores e pais, por exemplo, ensinam às crianças aquilo que muitos “especialistas” do momento ditam como verdadeiro ou, pior, aquilo que a mídia mostra como correto, moderno e atual, não é Leitor? Essa é a razão pela qual os males da sociedade não são tão diversos, mas sempre seguem determinados padrões. Um dos padrões atuais são as drogas, por exemplo. Não vê o exemplo da USP? Além disso, observe a rua de sua casa e compare com dez anos atrás, a quantidade de usuários de drogas era MUITO menor no passado, concordas? Mas hoje isso mudou. Por quê? Embora haja campanhas contra as drogas, mas vemos artistas se drogando, ex-presidentes apoiando a liberação da maconha, leis protegendo marginais em detrimento das vítimas e etc. Isso tudo nos “direciona” a um novo padrão. O consumo de drogas é um dos novos padrões sociais, mas isso não é obra do acaso, afinal, segundo a ONU, o tráfico de drogas lucra entre 300 bilhões e 400 bilhões de dólares por ano no mundo. É muito dinheiro! É evidente que um povo drogado gera riquezas a quem dele se beneficia.

        - Isso é complicado, Pensador! Parece teoria de conspiração.

        - Complicado entender ou aceitar?

        - As duas coisas.

        - Veja só: um indivíduo racista acredita que o negro é sub-humano, não é? Entretanto, essa seria sua verdade exclusiva fruto de sua independência de pensamento e vida autônoma ou na verdade ele aprendeu isso de alguém? Sabemos muito bem que crianças não têm problemas com cor de pele, a menos que seus pais, tutores ou professores digam que há problemas, concordas? Ou seja, cada pessoa terá as características de sua comunidade de criação.

        - Isso faz sentido! Então quer dizer que o racismo e preconceitos diversos nos são transmitidos, muitas vezes, pela cultura que estamos inseridos, é isso? Então, nem todo mal é exclusivo dos supostos “formadores de opinião”!

        - Esses preconceitos diversos que somos obrigados a conviver e a transmitir às próximas gerações surgiram originalmente na própria ignorância humana, pois o homem não entende o próprio homem, e ao invés de procurar entendê-lo, criam-se barreiras culturais que são passadas de geração em geração e que impedem qualquer entendimento. Esses são os valores herdados pela cultura, Leitor! Os formadores de opinião, como dito anteriormente, criam novas verdades e alteram os valores que foram originalmente adquiridos pela cultura.

        - Existe algum fato assim na história?

        - Os índios brasileiros são um bom exemplo, pois havia uma cultura local que foi totalmente substituída pela europeia, não é?

        - Entendo, então quer dizer que qualquer novo conceito que assume uma postura dominante em substituição ao conceito anterior, isso costuma ocorrer de forma forçada e não espontânea.

        - Sim, Leitor! A mídia é o colonizador moderno.

        - Pensador, então, conforme dizes, a mídia poderia banir preconceitos também, caso quisesse, não é?

        - Sim, mas apenas se for do interesse dos “donos” da sociedade, aliás, é possível banir um preconceito, assim como é possível criar novos também.

        - Pensador! Sempre somos estimulados a ser diferentes, já reparaste? Quem nunca ouviu a frase: “cada um com seu cada um”? Isso tem algo a ver?

        - Somos estimulados por quem? Se existe um estímulo externo, então, tem alguém nos dirigindo, não é?

        - Esse papo de “conspiração” está estranho, Pensador!

        - Tu perguntaste, a algumas linhas acima, se um manifestante radical e contrário a tudo é original em sua forma de pensar, lembra-te?

        - Sim, lembro-me.

        - Bem, suponhamos que alguém realmente queira contrariar a todos e provar que é possível ser original e totalmente livre de influências ou manipulações, então resolve usar sua imaginação à vontade para formular suas verdades e sua realidade, por isso, questiona tudo e todos e não ouve ninguém, nem sua consciência, então...

        - Isso pode parecer meio radical, Pensador, mas é um modo possível de conseguir algo próximo da originalidade, certo?

        - Sim, mas uma originalidade pautada totalmente na alienação, autistas é que agem assim, Leitor!

        - Pois é, Pensador, ou é alienado ou é manipulado, certo?

        - Pois é, aí é que está!

        - Estamos perdidos!

        - Calma, acredite, existe uma luz no fim do túnel! Mas, continuando... Como disseste, o povo é “estimulado” a ser diferente e supostamente original, não é? Voltando ao assunto das drogas, antigamente, diziam que fumar maconha era ser diferente, hoje quase todo mundo virou maconheiro ou apoia esse estilo de vida. Antes, diziam que destruir-se em noitadas e virar as costas para o futuro era ser diferente, hoje, aos poucos, isso está virando regra de vida. O povo “pensa” que é livre e original, mas na verdade, somente faz o que todo mundo faz, seguem padrões, pois todos acompanham as “tendências” do momento ditadas pelos “donos” da sociedade que criam a todo o momento novos modelos de conduta e comportamento (geralmente através de personagens de novelas, seriados, BBBs entre outros), mas ninguém se dá conta disso. A mídia não se interessa pela ordem social, pois a manipulação da mídia não visa o bem estar do povo, mas visa estabelecer o domínio de poucos e seus interesses. É importante dizer, Leitor, que a liberdade não é contrária a qualquer tipo de ordem ou organização, mas somos “ensinados” a pensar que sim, por isso o povo aceita qualquer coisa e de qualquer jeito sob o pretexto de viver sua liberdade, mas é apenas uma marionete, só isso.

        - Mas o que a mídia ganha com essa falsa ideia de liberdade?

        - Controle, Leitor! Controle total! Essa falsa ideia de liberdade produz uma profunda alienação e desconhecimento total do que está ao redor, pois o prazer passa a ser o centro da atenção das pessoas. Pão, circo e baladas, entendes? Afinal, pensar pra que, não é? O que importa é ser feliz, não é o que dizem? Assim, se o povo faz o que a mídia diz e do modo que a mídia diz, então, também vota em quem eles disserem, come o que eles disserem, frequenta a rede social que eles disserem, enfim, acredita em tudo que a mídia disser e ainda pensa que é livre e está buscando a felicidade (sem jamais encontrá-la, contudo).

        - Caramba!!! Mas e o tal manifestante do exemplo?

        - Dizem que os estudantes da USP que fizeram toda aquela algazarra tinham esse perfil “radical” e “livre”. Mas olhe só que interessante: influenciados por ideias comunistas, os mimadinhos (conforme podemos ver aqui), opunham-se ao “sistema” e a toda e qualquer regra dentro do Campus da USP. Não importava o valor ou necessidade da regra dentro da instituição, para eles, a oposição era a única regra. Assim, ao dominarem a reitoria, eles estavam livres para se drogarem e depredarem tudo o que desse vontade, depois iam embora pra casa em carros de luxo, nem se davam ao trabalho de dormir no local, revezavam-se nesse aspecto, afinal, ninguém é de ferro, pois destruir patrimônio público é uma coisa, mas abrir mão de conforto e luxo é outra coisa bem diferente. O que tu achas disso, Leitor?

        - “Influenciados por ideias comunistas”, é isso, Pensador? Comunismo que vai contra a ordem instituída, mas não abre mão do conforto que o capitalismo dá. Pelo que parece, pra tudo há um pretexto, no mínimo, ideológico, mesmo que seja através de um conceito deturpado.

        - A ideia de ser “diferente”, Leitor, e acrescentando-se uma “atitude” qualquer para provar essa diferença, como, por exemplo, o uso de drogas. Junte tudo isso a uma ideologia qualquer para servir de pretexto, como uma deturpada ideia de liberdade ou socialismo e pronto! Temos um manifestante bitolado pronto pra ser usado.

        - A mídia corrompida apoia esse tipo de coisa, não é Pensador? Tá certo que é de forma indireta e enquanto a baixaria estiver dando certo, depois mudam de lado pra não se “queimarem”.

        - Em alguns casos, sim, sem dúvida, mas não sempre. Algumas vezes a mídia não os apoia, Leitor! Ela os forma e os transforma em propaganda ideológica a favor de supostos novos valores, mas ela não apoia, necessariamente, os indivíduos que fazem a bagunça. Na verdade, apenas divulga a “ideologia” por trás. Assim, mesmo que a opinião pública fique contra esses “manifestantes”, o “germe” da nova ideologia foi lançado e, com o tempo, tais atitudes passam a ser aceitas pela opinião pública e até estimuladas por ela. Lembra o que falei sobre novelas e BBBs logo acima? Nem sempre um novo conceito é aceito de imediato, mas aos poucos as mentes vão sendo “formatadas” para esse novo conceito. Há mais de 15 anos existem casais gays em novelas, por exemplo. No início, isso foi duramente criticado e rejeitado pelo povo, hoje, o próprio povo defende até o casamento gay, inclusive. Não estou levando em consideração, aqui, se casamento gay é certo ou errado, estou apenas mostrando um exemplo de mudança de valores patrocinada pela mídia.

        - É verdade, Pensador! O Collor e a Dilma são bons exemplos também.

        - Sim, infelizmente!

        - Uma dúvida, realmente existe preconceito contra gays, Pensador? Ou esse é um tipo de preconceito do bem?

        - “preconceito do bem”, essa é boa! (risos). Não existe preconceito do bem. Os homossexuais merecem um tratamento digno como qualquer outra pessoa.

        - E o PL 122 que a mídia aponta como a solução para a homofobia?

        - A mídia, como sabemos, não se interessa pela ordem social, não é? Homossexuais, assim como qualquer outra pessoa, também tem seus preconceitos, ninguém é imune a isso, pois a “homossexualidade”, hoje em dia, tornou-se um tipo de cultura também. O PL 122 usa o preconceito contra homossexuais como pretexto para legitimar e institucionalizar o preconceito contra heterossexuais. É um tipo de vingança, enfim! Entretanto, qualquer preconceito é nocivo, Leitor, e tem como principal consequência o ódio e a guerra entre as partes envolvidas. O PL 122 é altamente discriminatório e, caso fosse aprovado, provocaria caos e guerra ao invés do entendimento supostamente pretendido.

        - Então como lidar com essa questão sobre gays? Tu és evangélico, certo? Como lidas com isso?

        - Brevemente, Leitor, se Deus quiser, estaremos aqui conversando sobre esse assunto, aí veremos que essa questão, no ponto de vista religioso inclusive, não é tão espinhosa assim. A homossexualidade não faz que um indivíduo seja inimigo de Deus, como alguns dizem.

        - Interessante, Pensador, estou curioso!

        - Brevemente, amigo Leitor!

        - Mas, então, qualquer novo comportamento ou mesmo algum novo conceito surge primeiro em novelas, BBBs, e demais tipos de mídia e até determinado fato “isolado” também pode ser usado para reforçar essa nova “ideia”, é isso? Mas Pensador, se sabemos que a mídia diz o que devemos vestir, comer, pensar, em quem votar, se devemos olhar para a direita ou esquerda, viver ou morrer, enfim, tudo! Por que isso ocorre? Somos seres pensantes, isso não faz sentido!

        - O indivíduo é racional, Leitor, mas a massa é irracional. Imagine uma sala com várias pessoas, aí surge um foco de incêndio em um canto da sala que apenas tu percebeste, então tu aproximas de uma pessoa qualquer e diz a ela que se acalme e saia com rapidez e em silêncio. É bem provável que ela faça exatamente do modo que disseste, mas se disseres as mesmas palavras pra TODO MUNDO na sala e ao mesmo tempo, o que vai acontecer é uma histeria coletiva, desespero total.

        - Verdade, vai parecer estouro de boiada. (risos).

        - Pois é, isso mesmo, um estouro de boiada sem boiadeiro.

        - Acho que entendi teu ponto de vista, Pensador! Somos racionais apenas individualmente, coletivamente somos irracionais e, portanto, manipuláveis.

        - Sim! Isso mesmo! E é esse o poder da mídia, pois ela conduz o povo como se fosse realmente gado.

        - Então não dá para sermos originais, Pensador! Não dá para ficarmos fora dos diversos “padrões” que somos obrigados a seguir. Até mesmo se eu resolvesse me tornar um “anarquista”, ainda assim, estaria seguindo algum tipo de padrão, alguma tribo, e teria que me sujeitar aos paradigmas daquela “comunidade”.

        - A originalidade, hoje em dia, resume-se em IMITAR aqueles que são considerados “diferentes”, antenados e etc. Entretanto, Leitor, para ser realmente diferente basta simplesmente pensar por si, só isso. Analisar com sabedoria os prós e contras das experiências vividas e experiências de outros também, aí decidir conscientemente o que é melhor pra si. Ser diferente não é ser original, mas ser livre. Livre de modismos, de costumes ditados por novelas, enfim, cabrestos que servem apenas no povo que vive como gado.

        - Isso é triste, Pensador! Então quer dizer que os formadores de opinião e “donos” das comunidades que vivemos nos incluem dentro de supostos valores que eles mesmos criaram e com isso alteram os conceitos, crenças, descrenças e demais valores que aprendemos durante a vida, é isso?

        - Sim, e isso tudo interfere em nossa compreensão da realidade, é um novo “filtro” para a nossa interpretação dela.

        - Então é por isso que todo mundo é alienado, pois isso também é um padrão, certo?

        - As trevas da ignorância intuitiva (ou cognitiva) é o paraíso para qualquer governo corrupto, principalmente se não dermos conta disso. Essa é a verdadeira ilusão que mencionei no final do tópico dois.

        - Pensador, tu disseste no subtítulo deste tópico que a liberdade, na prática, é uma ilusão criada pelos poderosos.

        - Essa frase eu vi em um dos filmes da trilogia Matrix, gostei e coloquei no subtítulo.


5. O que é a Verdade?

        - Sendo assim, Pensador, então a única solução é baixar a cabeça e nos conformar? Pois qualquer atitude tomada será fruto de algum padrão existente, certo? Esse tipo de pensamento alienante que está em moda hoje em dia nos faz ver que isso é verdadeiro, pois estamos condenados a permanecer assim, pois não há como mudar isso. Se existe alguma verdade, ela está completamente fora de nosso alcance, pois havendo mídia ou não, sempre teremos algum tipo de “filtro” para interferir em nossa compreensão da realidade.

        - Talvez não, Leitor.

        - Desculpe Pensador, não entendi! Como assim?

        - Acredito que é possível desenvolvermos algo fora das influências que assimilamos ao longo da vida, algo puro, ou seja, livre da influência de terceiros, algo, de fato, preso apenas à realidade e, portanto, verdadeiro. Infelizmente (e obviamente) não possuo a Verdade, mas creio que é possível ao menos vislumbrá-la.

        - Isso não é meio prepotente, Pensador?

        - Penso que não, apenas quero dizer que não acredito que somente algum “iluminado” possa encontrar a Verdade, pois creio que TODOS podem inclusive nós dois.

        - Parece papo de monges do Tibete, sabe aqueles dos filmes? (risos) Agora fiquei curioso. Então, como é que se faz isso?

        - A sabedoria oriental pode ser útil muitas vezes, Leitor! Mas antes de prosseguirmos, como tu defines a Verdade?

        - Pergunta difícil, heim? Peço ajuda aos universitários (risos), mas não vale os da USP (risos).

        - Pois é, amigo Leitor, não há universitário algum por aqui no momento (risos). Agora resolveste “pegar no pé” daquele pessoal, é? (risos) É necessária muita inteligência para entrar na USP, existe mérito naqueles estudantes, mesmo que não pareça.

        - Concordo Pensador, mas o problema não é a inteligência, e sim a completa falta de sabedoria, visão e direção, apenas isso.

        - Faz sentido, mas e a tua definição de Verdade?

        - Sei lá, Pensador, uma boa definição da Verdade seria dizer que ela é uma descrição plena da realidade (seja ela qual for) e de sua origem?

        - Essa é uma boa definição, Leitor! Parabéns! É como se a Verdade englobasse simplesmente tudo, não é?

        - Sim, e qual é a tua definição?

        - É basicamente a mesma que a tua apenas vou aprofundar um pouquinho mais em minha descrição.

        - “Senta que lá vem história”...

        - Uma historinha sempre cai bem, amigo leitor! Tu gostas de desenhar ou pintar?

        - Não levo muito jeito, mas gosto de admirar e apreciar, sou amigo da arte.

        - Que bom, Leitor, isso mostra que possuis sensibilidade!

        - Obrigado, Pensador!

        - Suponhamos, então, Leitor, que tu sejas um artista famoso e que tenhas feito um belíssimo quadro, tua obra-prima. Neste quadro, tu expuseste um significado íntimo, uma verdade íntima, a tua verdade. Talvez muitos tentem entender o que quiseste dizer em tua obra, mas somente tu poderás determinar o real significado do quadro, não é? Mesmo que façam teses de doutorado sobre teu desenho ou alguém ganhe um prêmio Nobel por apresentar uma interpretação dele, ainda assim, o real significado de teu quadro será aquilo que TU disseres. Afinal, foste tu quem o fizeste, pois era algo íntimo que apenas a ti pertencia. Assim, somente o teu conhecimento sobre aquilo será pleno, total. Podemos, então, concluir que teu desenho contém uma verdade absoluta e única e apenas tu poderás dizer o que é essa verdade, pois foste tu quem a delimitaste e definiste apenas tu determinaste seu significado. É tua criação, enfim!

        - Não sei se entendi muito bem a tua definição, Pensador! Tu queres dizer que a realidade é como se fosse um quadro e que apenas o criador desse quadro o conhece plenamente? Ou seja, a “verdade” contida no quadro só é possível saber através do pleno conhecimento das intenções de quem o fez, é isso?

        - Sim, mais ou menos isso! Faria sentido, Leitor, se aplicássemos esse princípio à nossa realidade?

        - Neste caso, tu queres dizer que nossa realidade pode ser a obra-prima de alguém?

        - É possível.

        - Sei lá, Pensador, pra mim isso envolve crença e não razão, não há como conversarmos sobre isso sem envolver questões que não podem ser comprovadas.

        - E por que não? Tu mesmo disseste que a Matrix existe, lembra-te? Isso pode ser comprovado?

        - Bem..., também não pode... Tá, tudo bem, então! Talvez até dê para conversarmos sobre isso, pois se a Matrix realmente existir, então, de fato, nossa realidade será a criação de alguém. Analisando por este lado, até que faz algum sentido.

        - Se vivemos em uma Matrix ou não, Leitor, de qualquer forma, nós não temos o conhecimento total sobre a vida ou sobre a realidade que vivemos, certo? Logo, determinar verdades é algo muito difícil de fazer, mas isso não significa que elas não existam, nós apenas não as conhecemos e nem temos uma mente poderosa o suficiente para compreendê-las em sua totalidade, mas algo existe, pois nós existimos, certo? Talvez a realidade seja um “quadro” pintado por outro mesmo (ou programado por alguém), quem sabe?

        - Por que pensas assim?

        - Vamos refletir juntos, Leitor! Suponhamos que a Matrix realmente exista, sendo assim, teríamos obrigatoriamente a existência de sistemas de gerenciamento no Cosmo, programas de controle, pois seria inegável a necessidade de padrões e regras para que tais “sistemas” funcionem, para que a vida exista e se mantenha. Enfim, regras são necessárias para que o caos não destrua tudo. Mas coisas assim não surgem ao acaso, pois a lógica não existe sem um agente pensante para criá-la. Lógica é raciocínio! Evidentemente, alguém precisaria criar a Matrix.

        - Interessante.

        - Um programa não surge sem o programador, pois é necessário planejamento para que exista, além disso, para que um programa funcione, ele precisa ser instalado e executado, não é? Ou seja, precisa ser IMPOSTO ao sistema, entretanto, qualquer imposição lógica (ou planejamento lógico) só pode acorrer se houver uma “intenção”, ou seja, uma ação consciente visando determinado fim, certo? Nossa realidade é assim, não é? Afinal existem leis da física, química, gravidade, evolução das espécies e etc. Todos esses “programas” podem ser comparados a sistemas de gerenciamento, pois possuem exatamente essa finalidade.


    - Faz sentido.

        - Muitos negam que haja inteligência na natureza ou planejamento consciente, mas a natureza, sendo ela irracional e sem consciência própria (como muitos dizem), como poderia “decidir” impor algo à TODA a existência? Impor algo logicamente necessário para a sobrevivência e manutenção da vida, por exemplo, de modo a garantir seu funcionamento de forma infalível por milênios?

        - Não sei o que dizer, Pensador!

        - Uma natureza irracional poderia bolar uma lei (ou um programa) e ainda ter a iniciativa de implantá-la sujeitando tudo ao seu funcionamento?

        - Acredito que não, afinal, como disseste, é necessário inteligência para que exista lógica e uma ação consciente para que tal lógica seja aplicada.

        - Exatamente, e podemos ver que as leis da natureza seguem um padrão lógico, certo? Assim, caríssimo Leitor, pensar em Deus como a mente por trás de tudo faz mais sentido, não é?

        - Bom, parece que sim, então ele é o pintor do quadro que conhecemos como realidade ou, caso a Matrix exista, ele é a própria Matrix e seu principal programador. Mas mesmo assim, existem muitas verdades, sendo Deus o criador delas ou não, continuam fora de nosso alcance.

        - Sim, tens razão! Afinal, não somos do tamanho do universo, logo, se alguém disser que conhece a Verdade absolutamente estará sendo arrogante (e mentiroso), mas se alguém negar que a Verdade exista, também estará sendo arrogante (e mentiroso), não é? Afinal, somos pequenos demais para negá-la ou confirmá-la. Mas se tivéssemos um conhecimento total do universo (como tu terias de teu quadro), então poderíamos conhecer a Verdade.

        - Mas isso é impossível.

        - Compreender a Verdade em sua totalidade, sim, é impossível. Mas apenas a sua “totalidade” está fora de nosso alcance, pois a realidade ao nosso redor pode ser compreendida, é isso que os cientistas descobrem ao estudar a natureza e nós, inclusive, também podemos observar e compreender muita coisa.


6. Como chegar à Verdade?

        - Ainda acho impossível!

        - Certa vez vi uma ilustração interessante, observe: imagine, Leitor, uma sala escura com apenas uma mesa e sobre essa mesa um lenço cobrindo alguma coisa, aí, coloca-se um índio bem selvagem nesta sala. Pois bem, esse índio nunca viu uma sala como conhecemos, muito menos um lenço, aliás, nem mesa ele conhece. Ele, então, temeroso, olha para a mesa e vê que algo muito, mas muito estranho está escondido debaixo do lenço, então, assustado, foge. Mas aí surge outro índio, da mesma tribo, porém mais curioso e corajoso. Ele entra assustado na sala e tira o lenço que cobria essa “coisa” misteriosa. Aí, ele vê que debaixo do lenço havia apenas talheres, esses do tipo que nós usamos. Pois bem, ele avançou mais que seu companheiro na compreensão da realidade, certo? Entretanto, ele não sabe o que é um talher, nunca viu um, assim, é mais provável que ele pense que se trata de objetos mágicos, algo deixado pelos deuses, não é? Mas, neste caso, Leitor, qual é a realidade? Afinal, aqueles são apenas talheres usados para comer, nada mais que isso, mas o índio jamais saberá ou imaginará isso, ou seja, ele está diante da realidade (ela existe por si mesma), mas não a compreende. Entendes o que quero dizer?

        - Sim, entendo! Mas isso apenas confirma que a Verdade está fora de nosso alcance, pois se ela existe independentemente de nós e não temos conhecimento suficiente para entendê-la, como aconteceu com o índio, então nunca a entenderemos.

        - Tu percebeste, Leitor, que um índio avançou mais no conhecimento da realidade que o outro?

        - Sim, percebi, mas e daí?

        - Observe: existem partes da Verdade que são perceptíveis, mas para entendê-las, usamos o mesmo método que o índio usou, ou seja, apenas nos valemos de nossos sentidos e de conhecimentos que dispomos no momento, assim avançamos, porém nem sempre acertamos. A realidade, como dito anteriormente, não precisa de nós para existir, então apenas nos falta informação suficiente para descrevê-la e entendê-la.

        - Adquirir algum tipo de informação através desse método deve demorar um bocado, heim Pensador?

        - Sim, com certeza, mas se compararmos o passado remoto da humanidade com o presente, veremos que funciona.

        - Neste caso, Pensador, individualmente falando, nossa contribuição para esse “descobrimento” da Verdade é insignificante, pois é necessário gerações para se desenvolver e solidificar algum conceito.

        - A ciência, obviamente, tem ajudado bastante, Leitor, mas nem tudo é dependente do estudo de cientistas, muitas coisas podem ser compreendidas por qualquer pessoa, pois há aspectos que estão fora do campo de estudo da ciência, coisas como esta e principalmente esta.

        - Interessante esses atalhos que colocaste, Pensador! Então, Anakin Skywalker era um homem de fé? (risos). Também achei interessante a comparação que fizeste com Dragon Ball em teu vídeo, bem esclarecedor. Mas como desenvolver esse tipo de conhecimento?

        - Uma forma que pode ajudar bastante, é aumentar ou agregar outros “pontos de vista”.

        - Não entendi! Ponto de vista é algo único e individual, cada um tem o seu.

        - Observe Leitor:

        - Pronto, lá vem história de novo.

        - Um amigo e eu somos os únicos sobreviventes de um naufrágio, estamos em uma ilha deserta, desesperados. Mas no mar, lá longe, tem um barco, mas eu estou na praia ao nível do mar, então não vi o barco, não sei de sua existência. Em meu ponto de observação, ou seja, em meu ponto de vista, não consigo ver a nossa salvação (o barco). Mas, felizmente, meu amigo está no topo de um coqueiro na praia, então ele conseguiu ver o barco, pois sua visão alcança uma distância bem maior que a minha.

        - Nesta situação, Leitor, ficou claro que meu amigo e eu possuímos pontos de vista diferentes, únicos e individuais, por isso, supostamente enxergamos, cada um, uma realidade diferente, pois pra ele o barco existe, mas pra mim, não. Mas, como sabemos, a realidade é uma só, pois ela não depende dele e nem de mim, ela existe por si só. Assim, para que eu amplie minha visão dela, então terei que perguntar ao meu amigo o que está vendo, pois reconheço que, neste momento, uma pessoa pode saber coisas que eu não sei. Entretanto, eu poderia fazer como muitos fazem e usar a criatividade à vontade para formular minhas verdades, criar minha própria realidade e, assim, poderia ignorar meu amigo quando ele dissesse que existe um barco para nos salvar, eu diria a ele: “você tem sua verdade e eu tenho a minha”.

        - Que burro, dá zero pra ele!

        - Eu seria salvo se fizesse isso?

        - Com certeza, não seria. Então, a solução é acreditar em tudo que todo mundo diz?

        - Outra historinha:

        - De novo?

        - 1ª parte: Um jovem elegante, bem formado e de boa família, juntamente com sua namorada, foi assistir a um filme no cinema.

        - Bem formado, Pensador? Ele foi aluno da USP? (risos)

        - Por favor, amigo, deixe disso! Bem..., continuando! Quando já estavam dentro do cinema, por causa de um descuido, nosso personagem deixou seus óculos caírem no momento que entravam na sala de projeção, aí, por outro descuido, ele pisou em cima deles e, obviamente, se espatifaram. Mas, elegantemente, nosso personagem foi assistir ao filme mesmo assim. Entretanto, nosso azarado e romântico personagem levou sua namorada para assistir a um filme de Kung-Fu feito em Hong Kong, um filme em chinês, ou seja, seu inglês afiadíssimo não servirá pra nada. Assim, obviamente, nosso personagem não conseguiu entender ao filme, pois também não conseguiu ler as legendas, afinal, ficou sem seus óculos. Mas ele, em nome de seu orgulho, nada diz à sua namorada sobre essa “pequena” dificuldade.

        - Muito bem, Leitor, obviamente, a namorada dele interpretou o filme de um jeito e ele, de outro, vemos aí uma duplicidade de opiniões, certo? Mas com um erro e um acerto, não é? Afinal, ela entendeu o filme e ele, não.

        - Sim, concordo!

        - 2ª parte: Em outro dia, nosso personagem, em outra tentativa de impressionar sua namorada, a leva para assistir a um filme iraniano premiadíssimo, um desses filmes de arte (que, aliás, ninguém assiste, mas enfim...). Mas ele, esperto como é, escolhe a última fileira de bancos para ter uma visão privilegiada da tela, entretanto, as luzes já estavam apagadas quando chegaram, pois estavam um pouquinho atrasados, então, pra seu azar, uma pessoa que passava esbarrou em nosso personagem, mas aí… seus óculos novinhos (e caríssimos) caíram novamente, mas ele não conseguiu encontrá-los na escuridão, então... Ele ouve o ruído de algo estilhaçando bem debaixo de seu pé direito. Bingo! Achou os óculos!

        - Personagem culto, inteligente, com grana, mas que só faz merd..., com certeza, foi aluno da USP. (risos)

        - Vou ignorar esse comentário! Muito bem, Leitor, resultado da tragédia: seu inglês afiadíssimo não vai servir pra nada novamente, pois o filme está em Persa e, novamente, não conseguirá ler as legendas. Mas aí, nosso humilde herói, ainda no começo do filme, resolve confessar para sua cara-metade que está com dificuldades para entender ao filme. Ela, então, que o ama muito, se propõe a narrar o filme para ele. Mas, como ela é muito bem-humorada...

        - E ele, um tremendo Mané!

        -... Ela resolve pregar uma peça nele, ou seja, ao invés de contar o que acontece no filme, ela inventa outra história. Nesta segunda situação, Leitor, nosso personagem também estava sem condições de formular uma interpretação própria do filme, então se valeu da interpretação de outra pessoa, porém, era uma interpretação totalmente falsa.

        - Concluindo, em ambos os casos, a "verdade" (a história do filme) não estava acessível ao nosso personagem, não é caro Leitor? Mas na primeira parte de nossa historinha, vimos que sua namorada tinha acesso a essa “verdade”, entretanto, ele preferiu ficar com sua própria interpretação mesmo ela sendo deficiente. Assim, a verdade ficou fora de seu alcance. Na segunda parte, porém, nosso personagem foi mais humilde, mas, novamente, a verdade não ficou acessível, pois quem a detinha (sua namorada) a escondeu dele. Assim, sua interpretação da verdade foi construída em cima de uma mentira.

        - Muitos dizem, Leitor, que cada um tem sua verdade exclusiva, não é? Se isso fosse verdadeiro, então, mesmo que muitos estivessem usando bons óculos, ainda assim, cada um veria uma história totalmente diferente no mesmo filme, alguém veria um filme romântico, outro de ação, outro ainda um filme infantil, outro ainda um drama e etc. Entretanto, podemos ver que se nosso personagem estivesse com seus óculos, então ele veria a mesma coisa que sua namorada viu, afinal, estavam assistindo ao MESMO filme, entendes?

        - Mais ou menos! Concordo que essa historinha descreve bem a dificuldade que temos para compreender a realidade, mas apenas deixa mais claro como é difícil acessar a Verdade, pois é difícil saber quem a compreende melhor e mais difícil ainda é saber quem está mentindo ou não.

        - De fato, essa dificuldade existe, a única forma de chegar à Verdade é quando conseguimos vê-la com nossos óculos ou quando temos a sorte de conhecer alguém com óculos que, de boa vontade, nos conte o filme. É importante saber como identificar pessoas assim (pode acreditar, a Bíblia foi escrita por gente assim). Essa dificuldade existe, porque a verdade não está em nós. É como se possuíssemos apenas um pedaço da verdade, não a vemos como um todo, mas apenas partes específicas, assim, juntando esses pedaços, podemos formar a Verdade toda. Certa vez alguém me disse algo mais ou menos assim:


“Um espelho grande e quebrado em cinquenta partes poderá ser distribuído para cinquenta pessoas, mas cada uma terá apenas uma parte dele. Apenas ajuntando todos os pedaços é que se formará o espelho todo, pois sempre foi apenas UM espelho.”


        - Faltou um pouco de poesia aí, heim Pensador!

        - Apenas parafraseei algo que vi certa vez, não me lembro das palavras exatas, apenas do sentido (deixe de ser chato!).

        - Então, tá! Mas o problema que apresentei ainda não foi resolvido, amigo pensante, pois não dá para identificar os sinais de alguém que conheça algo da Verdade que ainda não conheçamos.

        - Aí é que está, Leitor, existe uma luz no fim do túnel! Leia com muita atenção o que está contido neste atalho aqui. Leste? Como ficou bem claro ali, observaste que é através do amadurecimento que poderemos ver que é possível limpar-nos de influências, não é? No método descrito naquele texto, podemos ver como realmente podemos desenvolver uma visão de mundo própria. Quando conseguirmos isso, então, curiosamente, nos depararemos com pessoas de culturas diferentes, histórias de vida diferentes, enfim, com influências diferentes, mas que entendem determinada coisa do mesmo modo que nós. É como se começássemos a entender ao filme, como se tivéssemos encontrado os óculos, entendes? Aí começamos a ver que mais gente assistiu ao mesmo filme e o entendeu.

        - Estou começando a compreender. Então, se a realidade é apenas uma, pessoas diferentes verão a mesma coisa, certo? Mas pessoas amadurecidas e não alienadas, não é? Pessoas realmente livres.

        - Exatamente, Leitor, nessa historinha, vimos que, mesmo que os óculos estejam quebrados, o filme continuou passando, ele continuou existindo, vemos que verdades existem e nem sempre estão longe, muitas vezes estão bem acessíveis. Assim, pessoalmente, creio que a verdade não está, necessariamente, na multiplicidade de “visões” (às vezes sim, mas nem sempre), pois a Verdade (ou realidade) não está em nós, não a possuímos, ela está fora e é totalmente independente de nós, além disso, ela é uma só. Abrangente, gigante e complexa, mas única.

        - Consegues imaginar o que podemos fazer para enxergar a realidade plenamente, Leitor? Como saber se já possuímos um pedacinho dela ou não?

        - Não faço ideia.

        - Nadinha?

        - Seria através do amadurecimento?

        - Sim, o amadurecimento é o principal instrumento para atingirmos esse fim, pois é após adquirirmos uma visão de mundo toda própria é que temos condições de ir à fonte, Leitor!

        - Não entendi, Pensador!

        - Usando a analogia de Matrix, precisamos ir ao mainframe, ao centro e começo de tudo. Se Deus é o artista que pintou este quadro que chamamos de realidade, então é ele que devemos procurar, pois ao contrário da Matrix, Deus está acessível a quem conseguir ouvi-lo.

        - Ouvi-lo?

        - Se Anakin Skywalker era um homem de fé (risos), nós também podemos ser.

        - Entendi! Interessante!


7. Despedida

        - Bem, amigo leitor, agora preciso ir.

        - O papo de hoje foi bem legal, Pensador! Agora falta aquele sobre homossexualidade, né?

        - Sim, mas vai demorar um pouco. A propósito, Leitor, por favor, deixe os alunos da USP em paz, tudo bem? Em vista da enorme quantidade de alunos existentes naquela que é a nossa melhor universidade, os vândalos são uma minoria insignificante.

        - Eu sei Pensador, é que vandalismo e baderna me irritam. Sei que não devo generalizar, apenas quis demonstrar minha opinião através de ironias, só isso. Sei que os alunos sérios daquela instituição (que, graças a Deus, são a grande maioria) vão me entender.

        - Tudo bem, Leitor, então, até qualquer dia!

        - Até qualquer dia, Pensador, fique com Deus!

        - Fique com Deus, Leitor! Graça e paz!




Christian Brito.