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quarta-feira, 23 de março de 2011

É muito fácil ser contra o aborto... Agora porque ninguém é capaz de responder essa pergunta que fiz?



Fiz essa pergunta em uma outra categoria: "O que é pior? Um aborto ou uma criatura vivendo em condição sub-humana?"

Todos se mostram os donos da verdade e contra o aborto, dão voltas e respondem todo tipo de coisa que podem imaginar MENOS a pergunta!!!

Alguém é capaz de responder (principalmente os que são contra o aborto) diretamente a pergunta?

Que eleja uma das duas alternativas, se não é capaz de responder por favor nem perda o tempo postando porque para mim não é interessante.

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Pergunta feita por Lacrymosa no sítio Yahoo!Respostas.

 

1º Resposta dada por Mordillo à pergunta de Lacrymosa.

 

2º Resposta dada por Apelidoyahoo à pergunta de Lacrymosa.

 

3º Resposta dada por Bill à pergunta de Lacrymosa.

 

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Mordillo:

 

O aborto [é pior] sem dúvida!

Como você pode garantir que esse ser viverá em condições sub-humana, se tirar-lhe a oportunidade de nascer?

E as pessoas que realmente vivem na miséria, em condições sub-humanas, são as que menos recorrem ao aborto, por falta de informação e de condições financeiras.


Quem aborta está mais preocupado com as suas dificuldades do que com as possíveis condições de vida da criança. É egoísmo e hipocrisia usar esse argumento para defender o aborto.

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Apelidoyahoo:

Acho que esta pergunta deve ser respondida por cada um... Cito abaixo um texto de autora desconhecida sobre o assunto. Cada um leia e tire suas próprias conclusões sobre o que é pior...

Diário de Uma Criança por Nascer



 
5 DE OUTUBRO:
Hoje começou minha vida. Meus pais ainda não sabem disso, mas já existo. E vou ser menina. Terei cabelos louros e olhos azuis. Quase tudo já está fixado, até mesmo que irei gostar muito de flores.


 
19 DE OUTUBRO:
Alguns afirmam que não sou ainda uma pessoa real que apenas minha mãe existe. Mas sou uma pessoa real assim como uma migalhinha de pão ainda é realmente pão. Minha mãe é. E eu também sou.



23 DE OUTUBRO:
Minha boca está começando agora a se abrir. Imagine só dentro de cerca de um ano estarei sorrindo e, depois, falando. Sei qual será minha primeira palavra: MAMÃ.


 
25 DE OUTUBRO:
Meu coração começou hoje a bater por si mesmo. De agora em diante, baterá suavemente pelo resto de minha vida, sem jamais parar para descansar! E, depois de muitos anos, ele se cansará. Parará, e então morrerei.



2 DE NOVEMBRO:
Estou crescendo um pouco cada dia. Meus braços e minhas pernas começam a tomar forma. Mas tenho de esperar ainda bastante tempo antes de estas perninhas me erguerem até os braços da mamãe, antes que estes bracinhos possam colher flores e abraçar o papai.


 
12 DE NOVEMBRO:
Pequeninos dedos começam a formar-se em minhas mãos. É engraçado como são pequenininhos! Poderei tocar com eles nos cabelos de mamãe.


 
20 DE NOVEMBRO:
Foi somente hoje que o médico contou à mamãe que estou vivendo aqui, sob o coração dela. Oh, quão feliz ela deve estar! Sente-se feliz, mamãe?



25 DE NOVEMBRO:
Mamãe e papai devem estar provavelmente pensando num nome para mim. Mas eles nem sequer sabem que sou uma menininha. Desejo que me chamem de Mariazinha. Já estou ficando tão grandinha!



10 DE DEZEMBRO:
Meus cabelos estão crescendo. São macios, claros e brilhantes. Fico imaginando que tipo de cabelos mamãe tem.



13 DE DEZEMBRO:
Estou quase prestes a poder ver. Tudo é escuro em volta de mim. Quando mamãe me trouxer ao mundo, ele será cheio de sol e de flores. Mas o que mais desejo é ver minha mamãe. Qual é sua aparência, mãezinha?



24 DE DEZEMBRO:
Fico imaginando se mamãe ouve o sussurro do meu coração. Algumas crianças chegam ao mundo um pouco doentes. Mas meu coração é forte e saudável. Ele bate tão ritmicamente: toc-toc, toc-toc. A senhora terá uma filhinha saudável, mãezinha!



28 DE DEZEMBRO:
Hoje minha mãe me matou.


De Autoria Anônima.

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Bill:

Oi, Lacrymosa!

Esse é um assunto complicado e como todo assunto complicado, não dá pra ficar no “oito ou oitenta”, pois é relativo.

Pessoalmente, creio que deve ser facultado à mãe que vive em situação sub-humana se deve ter filho ou não ou, ainda, entregar para adoção, caso queira. O aborto nunca pode ser uma obrigação, pois não existe garantia de que essa criança será marginal ou subdesenvolvido. Do mesmo modo, também não dá pra garantir que uma criança nascida em berço de ouro será uma pessoa de bem.

Além disso, pode reparar, a maioria das mulheres que defendem o aborto não vivem em condições sub-humanas, pois possuem as condições ideais para criar uma criança saudável e de bem.

Clique para ampliar
 
Felizmente, o Brasil de hoje não possui tantas pessoas em condições sub-humanas como no passado, talvez no norte e nordeste ainda tenham muitas, mas não é mais maioria, até pessoas que moram em favelas tem condições financeiras de criar uma criança (o problema deles é a marginalidade e não a vida financeira, necessariamente). Mas a boa educação recebida dos pais (ou da mãe) pode evitar a marginalidade como modo de vida de seus filhos, mesmo morando em favelas.

Assim, a questão do aborto, no Brasil, faria mais sentido se fosse discutida levando em consideração o estupro ou a possibilidade de natimorto, criança deficiente ou risco de morte da mãe. No entanto, não são esses os pontos em discussão por parte da maioria daqueles que defendem o aborto, pois a maioria não se enquadra nas condições acima e não vivem em condições sub-humanas. Tratam a vida de uma criança como algo apenas supérfluo e desprezível. Defendem o aborto apenas por vaidade pessoal.

Uma mulher grávida constitui DUAS vidas e não apenas uma.

Se há condições dessas duas vidas viverem bem e com dignidade, mas a mãe, apenas por vaidade pessoal, resolve eliminar a criança, então é crime no meu modo de ver.

Pois uma vida não pode ser descartada desse modo, como se fosse um objeto qualquer.

Por isso creio que em caso de estupro, risco de morte da mãe ou da criança, risco de deficiências da criança após nascer ou no caso de situação sub-humana (que você colocou), o aborto deve ser facultativo, ou seja, a mãe decide (ou a família, caso a mão não esteja em condições).

Fora desses casos, o aborto não faz sentido.

É isso.

Beijos,

Graça e paz.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Qual o limite da sua liberdade?


A sua liberdade é limitada por alguém?

"Como dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
embora o pão seja caro
e a liberdade pequena "

Pergunta feita por Najinha no site Yahoo!Respostas:

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Resposta dada pelo usuário Bill à pergunta de Najinha:



Oi, Najinha!


Gosta de mangá?


Miyamoto Musashi
Recentemente foi publicado no Brasil um mangá de nome Vagabond, que conta a história real de Miyamoto Musashi, que foi o maior espadachim da história do Japão.


Nessa história tem um trecho interessante: certo samurai bem sucedido e arrogante caiu em desgraça, perdeu seu cargo importante e sua honra, por isso foi morar sozinho a beira da praia em um casebre de madeira.


Certo dia, ele viu vários restos de um navio chegarem à praia, pois havia ocorrido um naufrágio, mas ninguém sobreviveu, apenas um garotinho de uns dois anos chegou vivo até a praia.


Esse velho samurai resolveu adotar o garotinho, mas com o passar do tempo (o garoto já devia estar com uns oito anos), ele percebeu algo estranho no menino: ele não falava.


Em um belo dia, outro samurai veio visitá-lo, era um ex-discípulo que havia se tornado um samurai importante, então foi dar uma passadinha na casa de seu antigo mestre para tirar um sarro da desgraça dele.


Chegando lá, ele viu o menino, bastou apenas alguns instantes para que ele percebesse o problema do garoto: o menino era surdo.


Este samurai, então, virou para seu antigo mestre e disse que ele continuava o mesmo ser mesquinho e egoísta de sempre.


Por que ele disse isso?


Normalmente nossa atenção está apenas em nós, em nossos desejos e interesses, nisso está nossa atenção total. É óbvio que, dependendo do nível da atenção em nós, nossa compreensão da realidade pode ser comprometida ou não.


Pessoas egoístas pensam apenas em si, por isso tudo é pra ele, por ele, com ele, sem ele e etc. Seu mundinho é limitado a apenas sua volta, nada mais existe.


Por isso aquele samurai velho não conseguiu perceber que o menino era surdo, entende?


O egoísmo poda nossa compreensão do mundo ao nosso redor, pois nossa atenção está sempre naquilo que nos interessa e nos importa.


Se passamos a dar importâncias à outras pessoas, então, começamos a percebê-las de fato.


Assim, a pessoa que amplia sua visão de mundo, automaticamente não será mais egoísta.


Mas o que isso tem a ver com liberdade?


Quando percebo outras pessoas (noto angústias, dores, surdez e etc.), mesmo que não as ame, consequentemente as respeitarei, assim a justiça a favor do injustiçado será de meu interesse, a solidariedade em favor do necessitado será algo automático e não apenas pra fazer média e etc.


Assim, respeitarei os direitos de outros, mas ao fazer isso, limitarei a minha própria liberdade, pois nem sempre darei preferência aos meus desejos, pois nem sempre o meu desejo é justo; nem sempre serei a favor da exploração de alguém para me beneficiar; nem sempre vou ficar calado quando o troco vier a mais, mas devolverei para que o caixa não pague do bolso e etc.


O egoísta é livre, pois sua compreensão da realidade é mais limitada, pois existe apenas a si mesmo e mais nada e ninguém. É uma vida desprovida de propósitos reais, pois tudo se resume a comer, beber e se reproduzir.


Só isso.


Mas é livre, pois faz tudo o que quer, pra ele não há valores, não há arrependimentos.


Porém, quem deixou o egoísmo de lado, enxerga o mundo como de fato é, pois enxerga além de si mesmo, pode ver longe, muito longe. Por isso, compreende algo além de seu próprio mundinho, compreende a realidade, de fato. Graças a isso é difícil ser manipulado, por exemplo. Mas também não é plenamente livre.


O que limita a minha liberdade?


Meu respeito pelo próximo e amor por minha família. Mas tenho certeza: não estou perdendo nada ao agir e pensar assim.


É isso.


Bjs,


Graça e paz.
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Sasaki Kojirō
O nome do garoto surdo era Sasaki Kojirō, ele foi o maior rival de Miyamoto Musashi, sua espada também se tornou lendária, mesmo sendo surdo.


Alguns dizem que Sasaki na verdade não era surdo, mas, na dúvida, prefiro ficar com a versão do mangá.