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sábado, 17 de setembro de 2011

Por que ainda somos obrigados a votar? Não vivemos em uma democracia?



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Pergunta feita por Liz no sítio Yahoo!Respostas.


Resposta dada por Bill.
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Bill

Oi, Lili!

O que caracteriza uma democracia não é apenas a liberdade e os direitos do cidadão, mas também seus deveres.

Para que uma democracia exista, é necessária a rotatividade no poder, pois se um governante ficar no poder pra sempre, então, será uma ditadura e não uma democracia.

Mas, em democracias maduras, o voto não é obrigatório. Mas no Brasil a democracia ainda não é madura, por isso, infelizmente, o voto precisa ser obrigatório.

Observe:

No Brasil, as classes menos favorecidas e desprezadas são a esmagadora maioria do eleitorado, por isso, as promessas dos políticos são voltadas principalmente para essas classes. Já percebeu?

É só observar como puxam o saco do pobre nos programas eleitorais.

Se o povo vota, então os políticos se interessam pelo povo, pois, na verdade, são os pobres que elegem os políticos no Brasil. Entretanto, também são os pobres (vítimas da educação precária) que são os mais alienados.

Por consequência, a maior parte das pessoas desinteressadas em política faz parte das classes menos abastadas.

Povo ignorante e desinteressado é útil em governos corruptos

Mas, obviamente, há alienados em outras classes também.

Alienados são úteis, pois não se interessam por política.

Porém, se o voto deixar de ser obrigatório, por exemplo, ou se a maior parte do povo deixar de votar (anulando o voto), então, obviamente, a esmagadora maioria da população não terá mais participação política.

Qual a consequência disso?

Se o povo já é ignorado pelos políticos, mesmo participando obrigatoriamente com o voto, sem o voto, será sumariamente ignorado, esquecido e desprezado.

Se o povo for totalmente ignorado, para quem os políticos se voltarão?

Se o povo alienado deixar de votar, então apenas uma pequena parcela da população votará e, por isso, essa minoria será a única a ter participação política real.

Quem será essa minoria?

Serão aqueles que sempre se interessaram por política e batalharam pela alienação do povo. Ou seja, os ricos e poderosos que sempre financiaram as campanhas dos corruptos de hoje, eles são os interessados em eleger quem defenda seus interesses.

O povo não votando, então, não haverá problemas para que a classe política se volte para os ricos de forma EXCLUSIVA.

Se o povo já é abandonado hoje, imagine se os ricos forem o alvo exclusivo das promessas políticas.

Assim, o poder, que já é de poucos, será também ABSOLUTO.

Imagine um país assim. Será bem pior que hoje, muito pior.

Então, deixar de votar não é a solução, mas escolher direito é a solução.

É isso.

Abraços.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

E S T E, S I M, É O CARA !

 Sabe quem é Odilon de Oliveira?




Odilon de Oliveira, de 56 anos, estende o colchonete no piso frio da sala, puxa o edredom e prepara-se para dormir ali mesmo, no chão, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados. Oliveira é juiz federal em Ponta Porã , cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e, jurado de morte pelo crime organizado, está morando no fórum da cidade. Só sai quando extremamente necessário, sob forte escolta. Em um ano, o juiz condenou 114 traficantes a penas, somadas, de 919 anos e 6 meses de cadeia, e ainda confiscou seus bens. Como os que pôs atrás das grades, ele perdeu a liberdade. 'A única diferença é que tenho a chave da minha prisão.'


Traficantes brasileiros que agem no Paraguai se dispõem a pagar US$ 300 mil para vê-lo morto. Desde junho do ano passado, quando o juiz assumiu a vara de Ponta Porã, porta de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do País, as organizações criminosas tiveram muitas baixas.Nos últimos 12 meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no País.

Oliveira confiscou ainda 12 fazendas, num total de 12.832 hectares , 3 mansões - uma, em Ponta Porã , avaliada em R$ 5,8 milhões - 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, tudo comprado com dinheiro das drogas. Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte.
'Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.' No dia 26 de junho, o jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. 'Estou valorizado', brincou. Ele recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado.
Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Há duas semanas, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. 'No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF.' É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarrotado de processos, estão colchonete, roupas de cama e objetos de uso pessoal. O banheiro privativo ganhou chuveiro. A família - mulher, filho e duas filhas, que ia mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça um marmitex, comprado em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. O jantar é feito ali mesmo. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. 'Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada..'


Uma sala de audiências virou dormitório, com três beliches e televisão. Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai com a escolta. 'Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade.' Na última ida a um shopping, foi abordado por um traficante. Os agentes tiveram de intervir. Hora extra. Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso. Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu 'bunker', auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, vai disparando sentenças. Como a que condenou o mega traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo, a 26 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 285 mil e o confisco de R$ 2,4 milhões resultantes de lavagem de dinheiro, além da perda de duas fazendas, dois terrenos e todo o gado. Carlos Pavão Espíndola foi condenado a 10 anos de prisão e multa de R$ 28,6 mil. Os irmãos , condenados respectivamente a 21 anos de reclusão e multa de R$78,5 mil e 16 anos de reclusão, mais multa de R$56 mil, perderam três fazendas. O mega traficante Carlos Alberto da Silva Duro pegou 11 anos, multa de R$82,3 mil e perdeu R$ 733 mil, três terrenos e uma caminhonete. Aldo José Marques Brandão pegou 27 anos, mais multa de R$ 272 mil, e teve confiscados R$ 875 mil e uma fazenda.


Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o 'rei da soja' no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. 'As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados.' O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha 'dever de ofício' enfrentar o narcotráfico. 'Quem traz mais danos à sociedade é mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança.'



POR ACASO A MÍDIA NOTICIOU ESSA BRAVURA QUE O BRASIL PRECISA SABER? NÃO, AGORA SE ELE FOSSE UM BBB OU O JOGADOR DE FUTEBOL... APARECIA EM TUDO!

ESTE SIM, É UM VERDADEIRO BRASILEIRO!!!!



POR FAVOR, FAÇA A SUA PARTE!

DIVULGUE O MÁXIMO QUE PUDER!!