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domingo, 4 de setembro de 2011

Gratidão - Ser ou não ser grato, depende do coração que temos para receber (Oscar Wilde), o que pensas disso?





Um rouxinol vivia no jardim de uma casa. Todas as manhãs, uma janela se abria e um jovem comia seu pão, enquanto olhava a beleza do jardim.

Sempre caiam farelos de pão no parapeito da janela.

O rouxinol comia os farelos, acreditando que o jovem os deixava de propósito para ele.

Assim, criou um grande afeto por aquele que se preocupava em alimentá-lo ainda que com migalhas.

Um dia, o jovem se apaixonou. Mas, ao se declarar, sua amada impôs uma condição para retribuir seu amor: Que na manhã seguinte ele lhe trouxesse a mais linda rosa vermelha.

O jovem percorreu todas as floriculturas da cidade, mas sua busca foi em vão. Nenhuma rosa... Muito menos vermelha.

Triste, desolado, ele foi pedir ajuda ao jardineiro de sua casa.

O jardineiro declarou que ele poderia presenteá-la com petúnias, violetas, cravos... Qualquer flor, menos rosas. Elas estavam fora de época; era impossível consegui-las naquela estação.

O rouxinol, que escutara a conversa, ficou penalizado com a desolação do jovem...

Teria que fazer algo para ajudar seu amigo a conseguir a flor.

A ave então procurou o Deus dos Pássaros, que falou:

- Você pode conseguir uma rosa vermelha para o seu amigo... Mas o sacrifício é grande e poderá custar-lhe a vida!

- Não importa, respondeu a ave. O que devo fazer?

- Bem, você terá que se emaranhar em uma roseira, e ali cantar a noite toda, sem parar.

O esforço é muito grande; seu peito pode não aguentar...

- Assim farei, respondeu a ave. É para a felicidade de um amigo!

Quando escureceu, o rouxinol emaranhou-se em meio a uma roseira que ficava em frente à janela do jovem.

Ali, pôs-se a cantar seu canto mais alegre, pois precisava caprichar na formação da flor.

Um grande espinho começou a entrar no peito do rouxinol, e quanto mais ele cantava, mais o espinho entrava em seu peito. Mas o rouxinol não parou.

Continuou seu canto, pela felicidade de um amigo. Um canto que simbolizava gratidão, amizade.

Um canto de doação, até mesmo da própria vida!

Pela manhã, ao abrir a janela, o jovem se deteve diante da mais linda rosa vermelha, formada pelo sangue do rouxinol.

Nem questionou o milagre, apenas colheu a rosa.

Ao olhar o corpo inerte da pobre ave, o jovem disse:

- Que ave estúpida! Tendo tantas árvores para cantar, foi se enfiar justamente em meio a roseira que tem espinhos. Pelo menos agora dormirei melhor, sem ter que escutar seu canto chato.




É muito triste, mas infelizmente cada um dá o que tem no coração...
Cada um recebe com o coração que tem.

Texto Original: Oscar Wilde

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Pergunta feita por Alane Poison no sítio Yahoo!Respostas.

1ª Resposta dada por Abusado à pergunta de Najinha.

2ª Resposta dada por Carrancho à pergunta de Najinha.
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Abusado:


Aí Miguxa,

Dá licença, mais... Tá tudo errado.

Primeiro: que raio de amor é esse que precisa impor uma condição tipo: arrumar uma rosa fora de época. Ou seja, a tal amada não tava afim do cara e, invés de falar claramente, inventou uma condição impossível prá se livrá do bofe.

Segundo: tá certo que quando a gente tá apaixonado o cérebro fecha prá balanço e a gente sai caçando coisas prá amada que não existem e aceitando sem pensar quando elas caem do céu (ou são colocadas à venda pelo demo em troca da alma), mais, tá na cara que o apaixonado nunca sentiu nada pelo rouxinol além de chateação pelo seu canto noturno (duvido que deixava as migalhas para o passarinho, deixava era pro empregado limpar), portanto, a troco do quê o passarinho se envolveu num assunto que não era dele, senão por puro engano? Moral? Quem erra paga.

Terceiro: o tal Deus dos Pássaros era um baita dum sacana. Se era Deus sabia que o bichinho burramente ia dar a própria vida por conta duma transa entre uma princesinha mimada e um jovenzinho sem senso de autocrítica e mal-agradecido, que sacrifício mais besta. Se era prá sacrificá o bicho podia descolar uma causa, no mínimo, mais meritória.

Enfim, não creio que o sacrifício de uma vida (mesmo que no mundo das fábulas) valha para provar a ingratidão, coisa que todos sabem que tem de sobra no mundo.

Falei?

Shuashuashuashuashuashuassssssss


Bjão abusado prá ti.

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Carrancho:



Esse texto é PROFUNDO!

Hj em dia vejo muitas INGRATIDÕES... E não deveria ser assim!

São poucos que LEMBRAM as coisas que proporcionastes... INFELIZMENTE!

Mas... Colherão lá na frente algo parecido.

Pode até demorar... Mas VOLTA!

É comum as pessoas guardarem mágoas por muitos anos de coisas desagradáveis que vivenciaram.

Mas se esquecem, com rapidez, das dádivas que lhes foram ofertadas, ao longo da vida.

Isso nos recorda de uma história simples e fantasiosa, que chegou a ser tema de um filme de curta-metragem, chamado A Árvore Generosa.

É a história de uma árvore que se apaixona por um garoto.

Moleque, ele se balançava nos seus galhos. Colocou um balanço e imaginava voar, balançando-se sempre mais alto, mais alto.

Subia nela, até o topo, para ver à distância, imaginando que a árvore era um navio e ele estava em alto mar, à busca de terras a serem descobertas.

Na temporada das frutas, ele se servia das maçãs, deliciando-se com elas.

Cansado, dormia à sua sombra. Eram dias felizes e sem preocupações. A árvore gostava muito dessa época.

O menino cresceu e se tornou um rapaz. Agora, por mais que a árvore o convidasse para brincar, ele não ouvia.

Seu interesse era angariar dinheiro, muito dinheiro. A árvore generosa lhe disse, um dia:

Apanhe minhas maçãs e as venda.

O jovem aceitou a sugestão e a árvore ficou feliz.

Por um largo tempo, ela não o viu. Ele se transferiu para outros lugares, viajou, angariou fama e fortuna.

Quando ela o viu, outra vez, sorriu, feliz e o convidou para brincar.

Contudo, ele agora era um homem maduro. Estava cansado do mundo. Preocupações lhe enrugavam a testa.

Tantos eram os problemas que nem ouviu o coração da árvore bater mais forte quando ele se encostou, de corpo inteiro, à sua sombra, para pensar.

Queria sumir, desaparecer, desejando em verdade fugir dos problemas.

A árvore generosa lhe sussurrou aos ouvidos e agora ele ouviu:

Derrube-me ao chão, pegue meu tronco e faça um barco para você. Faça uma viagem, navegando nele.

Ele aceitou a sugestão e a árvore tornou a se sentir feliz.

Muitos anos se passaram. Verões de intenso calor, primaveras de flores, invernos de ventos e noites solitárias.

Finalmente, o homem retornou. Estava velho e cansado demais para brincar, para sair em busca de riqueza ou para navegar pelos mares.

A árvore lhe sugeriu:

Amigo, fui cortada, já não tenho sombra. Sou somente um toco. Que tal sentar e descansar?

O velho aceitou a sugestão e a árvore ficou feliz.


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Fazendo uma retrospectiva de nossas vidas, comparando-as com a da árvore e do menino, é possível que nos identifiquemos em alguns pontos.

Quantas árvores generosas tivemos na vida? Quantas nos deram parte delas para que crescêssemos e pudéssemos alcançar nossos objetivos?

Quantas árvores generosas nos sustentaram nas horas difíceis, alimentando-nos com seus recursos?

Foram muitas, muitas mesmo.

Se as fôssemos enumerar todas, talvez não coubessem seus nomes em uma só folha de papel: pais, amigos, irmãos, vizinhos, colegas.

Por isso, essa é uma homenagem de gratidão a todas as árvores generosas dos nossos caminhos. A todos os que foram sustento, abrigo, aconchego, fortaleza.

Obrigado, amigos. Obrigado, Senhor da Vida.

Beijos Querida



sábado, 20 de agosto de 2011

Vaidade das vaidades. Tudo é vaidade?


 
Até que ponto a vaidade humana pode nos cegar em relação ao outro?

Dúvida!

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Pergunta feita por Najinha no sítio Yahoo!Respostas.

Resposta dada por Abusado à pergunta de Najinha.

Resposta dada por Bill à pergunta de Najinha.
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Abusado:



Era uma vez,

Um rei que vivia numa terra daqui distante (ou aqui mesmo se preferir) e que era tão vaidoso, mas tão vaidoso, que tudo gastava em roupas e ornamentos para se exibir.

O povo, alguns por medo, outros por deslumbramento e ainda outros por simples inércia, aplaudiam quando o rei desfilava com seus trajes.

Os ministros e nobres da corte, incondicionalmente, apoiavam a real vaidade, pois isto inseria o reino na economia global, que exportava lã e algodão e importava seda e fios de ouro.

Além disso, como o monarca nenhuma peça repetia, os trajes seminovos se constituíam numa excelente fonte de renda para os assessores reais que os vendiam, num mercado negro controlado pela tong local, aos que queriam imitar a graça real.

Mas, um dia, dois malandros surgiram e disseram ao rei que possuíam o tecido mais caro e raro do mundo, um tecido mágico mais leve que o ar e de uma beleza tal, que só os puros de coração o veriam.

Depois de acertada a comissão do encarregado das rendas reais, ficou contratado (sem licitação) que, por um preço equivalente ao PIB acumulado de cinco anos, financiado pelo BNDES da rainha, confeccionariam uma roupa não só real, mas imperial, com tal tecido.

Depois de muito embromar e se aproveitar de todas as mordomias palacianas, a dupla, diante de toda a corte, apresentou a sublime vestimenta, esmerando-se para mostrar cada rico detalhe.

Claro que ninguém nada via, mas quem iria confessar que não tinha o coração puro?
Assim, formaram-se as tropas e se enfileiraram os nobres, ministros, AsPoNes e todos os papagaios de pirata do reino em cortejo, para a maior de todas paradas já vistas.

Então, cercado pelas mais dignas autoridade lá foi o rei peladão desfilar, enquanto os malandros, sabendo que a pândega chegara ao limite, fugiam para local incerto e não sabido.

Seguia o desfile e todo o povo, que sabia da tal história que só os que tinham o coração puro é que enxergariam a tal roupa, aplaudia em delírio, até que, de repente, uma criança gritou:

- O rei está nu!

Imediatamente a guarda real amordaçou o pirralho e o jogou na mais funda masmorra da penitenciária régia, o desfile seguiu até o fim e foi o maior sucesso daquela temporada.

Moral da história?

A vaidade cega e o orgulho cala.

Falei?

Shuashuasuashuashuashuashuasssss

Bjão abusado prá ti.

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Bill: 


Olá, futura Najinha!

Vaidade, conforme o dicionário, além de futilidade e vanglória também significa coisa inútil ou vã. É nesse sentido que Salomão também fala.

Conforme o contexto de Eclesiastes, podemos concluir que a frase: Vaidade das vaidades. Tudo é vaidade! Pode significar: futilidade das futilidades. Tudo é inútil!
Clique para aumentar.

O livro de Eclesiastes (ao lado de Romanos e Hebreus) é um dos mais difíceis de entender, se você não tiver uma boa estrutura, além de não entender nada, ainda fica com depressão, rsrsrs.

Em Eclesiastes, o sábio fala sobre tudo aquilo que nós damos mais valor, aí ele nos mostra que tudo isso, na verdade, não faz a menor diferença em nossas vidas.

É comum um rico ou famoso se suicidar ou se entupir de remédios pra depressão, não é?

Qualquer coisa externa, não importa o que seja, não preenche o coração, não trás sentido à vida.

O que importa, então?

É o amor que importa.

Se você trabalha em algo, apenas pelo salário, nunca estará satisfeito, além disso, seu trabalho será um fardo que aumenta a cada dia. Mas se faz com amor, então é o melhor emprego do mundo. Se alguém sai com uma pessoa apenas por sexo, então trocará de parceiro(a) o tempo todo, pois, pra ele(a) as pessoas perdem o valor com rapidez. Mas quando amamos alguém, então essa pessoa é o centro de nosso universo.

Qualquer coisa por si só, é inútil mesmo, na verdade não faz diferença se tem ou não. Mas, quando vivemos em amor com pessoas que amamos e que nos amam, então o pouco se torna muito e a vida se torna agradável de ser vivida.

É o amor que faz as coisas valerem a pena.

É isso.

Bjs!

Graça e paz!!