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quarta-feira, 24 de março de 2021

Porque a Esquerda teme a meritocracia?


 


Olá, amigo leitor! Tudo bem?


Como você está?


Está bem confortável lendo este texto? Espero sinceramente que sim.


Espero também que não se sinta culpado ou incomodado por esse conforto, principalmente se for fruto de seu trabalho, ganho com o devido mérito.


Mas talvez você me diga: “Mérito? Não aprovo injustiças sociais, como o que a meritocracia promove, mas a luta, sem medir esforços, em atender ao menos favorecido”.


Ui!! Calma! Então todos recebem favores, sem mérito, de modo a haver o menos e o mais favorecido, é isso?


Mas…Será mesmo?


O que seria de nós sem a Esquerda, talvez você diga.


Então lhe pergunto: “e se, caro leitor, a injustiça social for fundamental para a manutenção da Esquerda?”


Podemos fazer uma brincadeira? Uma brincadeirinha de “faz de conta”, tudo bem?


Nossa historinha começa assim: Imaginemos, caro leitor, que uma empresa privada multinacional, capitalista obviamente, resolvesse criar uma cidade perfeita, onde seriam selecionados ao redor do mundo, para morar lá, apenas os indivíduos de maior capacidade intelectual, ou seja, o critério seria o mérito cognitivo.


Mas aí, caro leitor! Acontece algo inusitado.


Duas pessoas de nosso lindo e maravilhoso país foram escolhidas.


Você, privilegiado leitor, que está confortável diante desse computador (ou iPhone) neste momento, foi um dos selecionados para essa cidade utópica, esse paraíso na Terra.


Legal, né?


Mas também acontece outro fato, no caso, algo indesejável.


Um amigo seu, que estudou com você, um cidadão de classe média alta, antenado, que ouve Caetano Veloso e Chico Buarque, que vai às melhores baladas, tem aquele carrão importado e faz discursos inflamados a favor dos “menos favorecidos” nas redes sociais e tal.


Pois bem!



Estranhamente ele não foi escolhido e, pasme, ao invés disso, foi escolhido um sujeito pobre e com poucos estudos, um desses “menos favorecidos” que ele diz defender.


Ele obviamente ficou revoltado, afinal, como isso é possível?


Foi escolhido um favelado, um garoto que não usa drogas e gosta de ficar horas lendo, quando não está trabalhando de menor aprendiz em uma serralheria.


Você consideraria, sinceramente, esse fato como uma injustiça contra seu amigo?


Talvez você diga: “Claro que é uma injustiça, afinal não iriam para essa cidade apenas os mais inteligentes?”.



Mas olhe só que interessante, amigo leitor: você percebeu que essas diferenças que mostrei entre seu amigo e o favelado, na verdade, são diferenças sociais e não intelectuais?


Ou não percebeu?


O critério usado para a seleção é o intelecto, o mérito cognitivo.


O favelado, se bem preparado e instruído, poderia evoluir muito, mas talvez seu amigo “socialmente consciente”, que mora em um apartamento de um milhão de reais, não tivesse essa mesma capacidade latente.

Mas aí, você diz: “Discordo completamente, meu amigo fala inglês, tem diploma universitário, assiste Netflix, TV a cabo e tem consciência social, doou uma cesta básica há uns três anos para uma igreja, que ajuda alguns necessitados na comunidade onde esse favelado vive. Quem esse garoto pensa que é? Mal concluiu o ensino médio, é pobre e assiste a Rede TV. É provável que nem saiba quem foi Karl Marx ou mesmo Felipe Neto!”.


Aí é que está, amigo leitor! A condição social “favorecida” de seu amigo não lhe garante necessariamente um “favorecimento” cognitivo.


Talvez apenas falte polir esse diamante bruto (o favelado), enquanto o “descolado”, seu amigo, nada mais tem a oferecer, pois tudo o que ele possui é apenas isso que você falou dele e mais nada, ou seja, é limitado.


Mas fique tranquilo, vamos mudar nossa história, em vez de uma empresa capitalista fria, sem sentimentos, que valoriza apenas o mérito individual (neste caso o mérito cognitivo), vamos mudar para outro contexto.

Agora fica sendo assim: suponhamos que cada país fosse incumbido dessa tarefa de escolher indivíduos superinteligentes de sua população, ao invés da empresa privada anterior. Suponhamos ainda que foi a ONU que resolveu criar essa cidade perfeita.


Como em nosso país a elite é formada, em sua maioria, por pessoas com consciência social, progressistas, então seu amigo “descolado” poderá ter alguma chance.


Essa seleção, então, seria feita por pessoas de nosso país, que, como você sabe, não há hipocrisia por aqui, mas só gente honesta e bem-intencionada.


Como você, caro leitor, imagina que essa seleção seria feita?


Talvez você diga: “com certeza pelo Estado, através de universidades como a USP ou UFRJ, por exemplo”.


Acertou, de fato seria assim, mas realmente seriam justos em suas escolhas?

Aí você me fala: “claro que seriam, pois exigiria um trabalho imparcial, preciso e justo, que só cientistas podem fazer.”.


Que bom, fico feliz quando vejo pessoas com fé no ser humano, isso é muito bom! Mas, infelizmente, algumas vezes, imaginamos o homem (principalmente os cientistas) como uma máquina sem sentimentos, um robô sem emoções ou preconceitos. Um cientista é humano como nós, sujeito ao mesmo tipo de coisas que nós somos, pois são pessoas comuns e não deuses. Pessoas comuns que erram, se enganam e também tem suas preferências e preconceitos, ou não é assim?


Você acha que não, caro leitor?

Canal hipócritas, clique na imagem.

Você acha que um cientista não seria levado a considerar aspectos de sua preferência também? Principalmente em uma universidade pública, onde o compromisso com resultados não é tão relevante, como seria com pesquisadores da iniciativa privada, afinal, esse cientista também ficaria contente em ver seus semelhantes por lá, não é? Você não acha, por exemplo, que um especialista da USP ficaria mais contente em ver um “antenado” de classe média alta por lá do que um favelado?


Quem não gostaria de ter ao seu redor gente de seu próprio nível social?


Você não gostaria?


Conhece alguém que não gostaria?


É evidente que a tendência desses cientistas seria escolher pessoas assemelhadas, de sua casta, e que defendam os mesmos valores e a mesma ideologia. Assim, apenas “gente esclarecida”, como dizem, seriam selecionadas para essa cidade.


Esclarecidas como seu amigo obviamente. Ele teria grandes chances de ser escolhido ao invés daquele favelado ignorante.


Talvez nem você fosse escolhido.



Mas… e se o critério intelectual fosse substituído pelo critério social nos outros países também (tendência mundial de hoje em dia, aliás), então, por consequência, entre os eleitos dessas nações haveria gente de baixa capacidade cognitiva (pouca inteligência) também. Ou seja, no final, essa cidade utópica ficaria igual a qualquer outra, pois haveria estupidez por lá também (pelo menos, haveria consciência social, pois sempre teria alguém xingando muito no Twitter).


A pobreza é uma benção, como diz a Teologia da Libertação, por isso, o pobre, como um ser abençoado, continuaria a ser defendido contra os perigos do capitalismo para que não perca a sua bênção (bênção essa, que não inclui o privilégio de ir para nossa cidade especial, obviamente).

O que seria dos pobres sem a elite esquerdista para defendê-los?


Assim, concluímos que, nesse contexto acima, o critério intelectual jamais seria respeitado inteiramente, mas os critérios sociais é que prevaleceriam, pois socialistas pensam socialmente, não é?


O que podemos entender disso tudo?

Sistema de castas indiano

Já reparou, caro leitor, que em nossa cultura é blasfêmia dizer que existem entre os “esclarecidos” gente menos “favorecida” cognitivamente? Mesmo com diploma superior? E que é igualmente blasfemo dizer que entre os menos “favorecidos” pode haver pessoas com potencial cognitivo relevante? Esse tipo de pensamento pode ter sua origem ainda na época do império, quando havia nobreza e plebe e também na época do governo militar, quando o povo era hierarquicamente inferior aos militares, mas também é mantido hoje, mas com outras motivações, como os cientistas na historinha acima nos demonstraram.


Vamos entender.


Mérito
Essa visão discriminatória é, obviamente, uma visão extremamente limitada do ser humano, pois existe todo tipo de gente em todos os níveis sociais, não é? Entretanto esse critério social é, na verdade, um tipo de sistema de castas, que a elite progressista afirma combater, mas que efetivamente garante sua manutenção, dividindo o povo entre os de “sangue azul” e a “plebe”, por isso o mérito individual não pode ser reconhecido, pois destruiria tudo, assim, a meritocracia deve ser combatida.


Os últimos trinta e tantos anos de socialismo, que temos sofrido, tem garantido a manutenção dessa divisão por classes em nosso pensamento sociológico, mas isso nada tem a ver com o capitalismo, como dizem.


O povo em geral, o trabalhador, não grita “Lula Livre!”, já reparou?


Como eu disse, isso nada tem a ver com o capitalismo, é importante que isso fique claro, pois o capitalismo clássico, de livre mercado, nunca existiu em nosso país, pois essa forma de capitalismo valoriza o mérito individual acima de tudo, afinal, estupidez produz incompetência, logo, não dá lucro. O que temos em nosso país é o chamado Capitalismo de Estado, uma criação marxista, que foi usada na URSS e também na Itália fascista de Mussolini, como também na Alemanha nazista de Hitler e nos demais países socialistas/comunistas (o socialismo, como sistema econômico, nunca funcionou em lugar algum. Só funciona como ideologia de controle social).


Nos países da Escandinávia, onde praticam o capitalismo de livre mercado, praticamente não existe pobreza, pois a prosperidade do povo garante um mercado consumidor, assim, se o povo tem dinheiro, então o país é rico. O Capitalismo de Estado, entretanto, é sustentado


principalmente por impostos, logo, a prosperidade do povo não é relevante, assim o país é rico (os integrantes do governo), mas o povo não. Por essa razão, a divisão em classes sociais é útil ao socialismo, mas não ao capitalismo, como nossa esquerda caviar quer nos fazer pensar, pois é importante manter o povo pobre e ignorante para que fique mais fácil de ser controlado, assim, garantindo que essa realidade não mude.


O cenário atual nada tem a ver com a fantasiosa luta entre trabalhadores e patrões, mas é uma luta pela consciência das

Teoria de controle social, clique na imagem

pessoas, controle social, uma luta cultural e ideológica, com o fim de consolidar uma elite local progressista (socialista) controlada por uma elite mundial metacapitalista.


Essa elite local progressista, para enganar os trouxas, possui uma suposta “consciência social”, algo bem “meia-boca”, pois são eles que mantém as ONGs que ensinam artesanato com garrafas PET nas comunidades (como viveriam sem isso, né?); ensinam como pichar muros artisticamente; defendem a liberação das drogas para “recreação” das massas; lutam contra o preconceito linguístico (contra aqueles que querem “obrigar” o povo a falar e a escrever corretamente); defendem o Aborto, a Ideologia de Gêneros, entre muitas outras coisas. Essa “consciência social” nada produz de efetivo contra a pobreza, em verdade, apenas estimula o pobre a se conformar com ela, pois, entre muitos outros malefícios, cria a ilusão de que tem alguém que se importa com eles.

George Soros, um dos principais financiadores da esquerda 

Tudo isso incentivado pela elite mundial metacapitalista, que é quem lucra, e muito, com isso, assumindo o domínio sobre os povos e suas consciências (literalmente), escravizando-os. Para eles não existem leis de mercado, eles fazem suas próprias leis, são uma força paralela (ou transcendente) ao capitalismo tradicional, daí o nome metacapitalistas.


Eles são chamados também de Elite Globalista.


O capitalismo garante a prosperidade individual de quem trabalha, em países verdadeiramente capitalistas (livre mercado) é bem mais fácil, com o devido mérito, alguém vencer na vida. Em nosso país, mesmo que ainda pratique um Capitalismo de Estado mais moderado, é difícil conseguir seu lugar ao sol, mas por enquanto ainda é possível, como por exemplo, o juiz federal (agora desembargador), do Rio de Janeiro, William Douglas, que é nacionalmente conhecido por suas palestras e cursos pra concursos. Homem de inteligência reconhecida e admirada, mas que veio de uma família pobre, o qual admite que se fosse à época do império, seria fatalmente condenado à pobreza pra sempre, pois naquela época os cargos públicos eram distribuídos entre as famílias ricas e nobres.

Existem muitos exemplos de pessoas que conquistaram muitas coisas, mesmo fazendo parte de uma “casta” inferior ou “classe” considerada inferior, como esse exemplo acima.


O apresentador Sílvio Santos é outro exemplo bem conhecido.


A inteligência é algo individual e não está relacionada com a origem social do indivíduo ou sua raça, por exemplo, e nem com os diplomas que possui, o sujeito pode ter formação superior e trabalhar de empregado com salário baixo pra


quem não tem formação alguma, isso é comum. O estudo é igual a um treinamento físico, ou seja, deixa o cérebro treinado e pronto para ação, mas se o indivíduo não nasceu um Pelé, então não importa o quanto treine, nunca será um.


Veja bem, para aqueles que demoram um pouco mais para entender as coisas, não estou dizendo que não devemos estudar, afinal, se o estudo é igual a um exercício físico, basta compararmos a diferença entre um indivíduo sedentário e um maratonista que corre 42 km. Vemos aí que o treinamento faz muita diferença. Com os estudos não é diferente. O que eu quero dizer é que pessoas com inteligência diferenciada não pertencem às castas, raças ou níveis sociais específicos, mas estão em todos os lugares.


Foi isso que Hitler não entendeu, por isso, pessoas como Einstein fugiram da Alemanha.


É isso que os indianos não entendem, por isso, sua sociedade dividida por castas desperdiça muitos talentos.


É isso que o Brasil também não entende, por isso, apesar de não ser oficial, também temos um sistema de castas onde os mais “favorecidos” inibem, podam e humilham os menos “favorecidos”, mesmo que sejam pessoas de capacidade, mas sem as mesmas chances de sucesso, afinal, a
meritocracia é vista como errada pela elite progressista de hoje.


O que se conclui disso?


Elite progressista
A discriminação socialmente aceita, onde a elite progressista, que não admite a meritocracia (que tornaria possível a prosperidade para o pobre), procura garantir a manutenção do pobre na pobreza supostamente para o bem dele.


Isso é preconceito como outro qualquer.


Mas a Esquerda afirma que combate o preconceito, não é?

São mais de trinta anos de governos de Esquerda, mudou alguma coisa pra melhor?

Elite progressista

Não seria a Esquerda quem verdadeiramente incentiva e cria preconceitos? Afinal, foram os esquerdistas que adaptaram o conceito de lutas de classes, de Karl Marx, para todos os outros tipos de grupos sociais. Hoje temos mulheres vs homens; negros vs brancos; gays vs héteros; jovens vs adultos, gordos vs magros e etc.


Uma completa fragmentação da sociedade e um absurdo fortalecimento de antigos preconceitos e a criação de novos.


"Divide et impera" (dividir para conquistar), como diria Júlio César.


Qual sua opinião, caro leitor?


Graça e paz!


Christian Brito

 

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Teoria Crítica

 


O que é Teoria Crítica?

De forma bem resumida, é um conceito marxista que visa, sem rodeios, criar uma nova sociedade, no caso, trocar o mundo, como ele é, pelo que ele deveria ser.

Aparentemente esse pensamento parece inofensivo e até bem intencionado, mas, em verdade, tem por objetivo criar um Novo Mundo, conforme os padrões daquilo que nós cristãos entendemos como será a Grande Tribulação.

Esse conceito foi criado por Max Horkheimer, antigo diretor da Escola de Frankfurt.

Para um entendimento mais preciso sobre a matéria, coloquei logo abaixo algumas publicações, deste blogue, que falam sobre o assunto, a saber:


1 - Filosofia: O marxismo da Teoria Crítica


2 - Teoria Crítica e Cristianismo:

Aula 1 - Introdução

Aula 2 - Alienação

Aula 3 – Revolução sexual

Aula 4 – Resistência


3 - A essência satânica da Teoria Crítica: O Mundo jaz No Maligno.


Christian Brito

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quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Sim, já estamos vivendo os últimos dias!




Este é o segundo texto sobre a perseguição da igreja.


O primeiro é este aqui.


Hoje veremos sobre a perseguição nos últimos dias.


Mas estamos vivendo esses últimos dias?


Ou será que não?


Como saber?


Além disso, Jesus disse que o Reino dos Céus já chegou, marcando uma nova etapa para a humanidade.


Que etapa é essa?


O apóstolo Pedro deixou claro que a descida do Espírito Santo, logo após a ressurreição de Cristo, marcaria o início dessa nova etapa.


Vamos entender isso!


* O conteúdo do presente texto também foi publicado em vídeo no YouTube, em nosso canal, de forma mais resumida. Bem aqui!



1. A perseguição da igreja nos últimos dias


a. Mártires resignados?


Como dito logo acima, este é o segundo texto falando sobre aspectos que envolvem a perseguição da igreja e sabemos que a questão dos “últimos dias” tem muito a ver com a perseguição da igreja.


Muitos pensam que quando chegar esses “últimos dias”, em um futuro distante, então a perseguição será do tipo ferrenha e que nada poderemos fazer a respeito, a não ser nos render passivamente. Ou seja, devemos apenas esperar quietinhos que venham em nossa casa e nos levem presos para morrermos como mártires.


A questão dos mártires é verdadeira, mas tem dois probleminhas aí:


Primeiro: a Bíblia não diz que o povo de Deus é passivo. Pacífico, sim, mas passivo, não!


Pacífico é que aquele que é a favor da paz e que promove a paz, mas é ativo em seu trabalho.


Passivo é o oposto de ativo, ou seja, inerte, inútil!


Não somos passivos, afinal, as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja (Mateus 16.18), certo? Isso significa que é a igreja quem avança! Perseguição alguma vai mudar essa realidade, pois, em verdade, é a igreja ativa e batalhadora que provoca essa perseguição.


Segundo: Não está correta a definição, que normalmente é feita, em relação aos “últimos dias”, como se fosse algo que ainda virá, algo para um futuro distante. Como veremos mais abaixo, os “últimos dias” já começaram, já estamos vivendo neles, a perseguição já começou há muito tempo.


b. A missão de ser sal e luz do mundo não foi revogada em Apocalipse



Para que enfim ocorra o “final dos tempos”, então o que falta acontecer é a volta de Cristo e os eventos finais que antecedem essa volta, como o Arrebatamento, a Grande Tribulação e o Anticristo, por exemplo. Entretanto, mesmo que esses eventos ainda não tenham acontecido, o que a Bíblia define como “últimos dias” já está valendo para o presente. Até que o arrebatamento ocorra, a missão de ser Sal e Luz do mundo permanecerá, pois não foi revogada em Apocalipse. Como vimos aqui, a igreja tem por missão influenciar o mundo e lhe dar uma direção.


A missão da igreja não mudou e nem vai mudar!


Se os eventos que precedem a volta de Cristo ocorrerão hoje ou daqui a cem anos, não importa. O que importa é que a igreja deve estar viva e ativa até seu último segundo de vida.


Mas qual a prova bíblica de que já estamos nos Últimos Dias?



2. A descida do Espírito Santo marca o início dos últimos dias


O profeta Joel profetizou sobre a descida do Espírito Santo para um tempo futuro, como vemos aqui:


Joel 2.28-32: “28 E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. 29 E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. 30 E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. 31 O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. 32 E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o Senhor, e entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar”.


O texto acima fala que em determinado tempo no futuro, Deus derramaria de seu Espírito para todas as pessoas (tornaria disponível a todos), pois a ação do Espírito Santo, comum em nossos dias, era muito rara naqueles dias, pois apenas poucas pessoas, em ocasiões especiais, é que manifestavam a ação do Espírito Santo e, além disso, só acontecia em Israel.


Em certa ocasião, porém, séculos após a profecia de Joel, os apóstolos estavam pregando em Jerusalém, então eles começaram, pela ação do Espírito Santo, a falar conforme a língua de cada povo presente ali, isso gerou certa confusão na mente dos presentes, pois o lugar virou uma “Babel”.


Ao explicar sobre o que estava acontecendo, o apóstolo Pedro deixou claro que a profecia de Joel estava se cumprindo naquele momento e ainda acrescentou uma informação nova, ele disse que o cumprimento dessa profecia marcaria o início dos últimos dias.


Sendo assim, ficou claro que osúltimos dias” não seriam algo para um futuro distante, como uma profecia ainda não cumprida, mas seria algo que já se cumpriu e que já está valendo para nossos dias, como vemos aqui:


Atos 2.14-21:14 Então Pedro levantou-se com os Onze e, em alta voz, dirigiu-se à multidão: "Homens da Judéia e todos os que vivem em Jerusalém, deixem-me explicar-lhes isto! Ouçam com atenção: 15 estes homens não estão bêbados, como vocês supõem. Ainda são nove horas da manhã! 16 Pelo contrário, isto é o que foi predito pelo profeta Joel: 17 Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos. 18 Sobre os meus servos e as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e eles profetizarão. 19 Mostrarei maravilhas em cima no céu e sinais em baixo, na terra, sangue, fogo e nuvens de fumaça. 20 O sol se tornará em trevas e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor. 21 E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo!”.


É importante lembrar, que Jesus já havia prometido que enviaria o Espírito Santo após a sua ressurreição (Jo 14.16-17 e Jo 16.7-8). Além disso, como profetizado pelo profeta Joel, o Espírito Santo desceria “antes que venha o grande e terrível dia do Senhor” (Jl 28.31, acima), ou seja, a descida do Espírito Santo, segundo o profeta, estaria, de alguma forma, relacionada com o final dos tempos. E, de fato, estava, pois foi confirmada pelo apóstolo Pedro quando afirmou categoricamente o seguinte: Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos(Atos 2.17, acima).


Ficou claro, portanto, que a descida do Espírito Santo, que marcou o início dos últimos dias, não será um evento para o futuro, mas refere-se a algo que aconteceu nos dias dos apóstolos. Assim, não restam dúvidas, estamos vivendo nos últimos dias.


Mas não podemos deixar de lado uma frase que é proferida por Joel e repetida por Pedro, que é a seguinte:


todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”.


Essa é a maior prova da presença do Espírito Santo em nossos dias: a salvação, pela fé, é uma obra direta do Espírito Santo.


O apóstolo Paulo disciplina bem essa questão em Rm 10. Assim, em Joel (e Pedro) vimos que essa fé salvadora é uma consequência direta do derramamento do Espírito Santo.


Isso significa que a salvação pela fé está disponível há dois mil anos, como Paulo afirma aqui, ao falar de Cristo: Tito 2.11: “Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens”.


Porém


Isaías nos diz que devemos invocar o Senhor enquanto é possível achá-lo (Is 55.6). Como estamos nos últimos dias, então significa que essa salvação não continuará disponível para sempre.


Mas há ainda outro evento que ocorreu naqueles dias…


O Reino dos Céus teve início!



3. O Reino dos Céus



a. O anúncio de João Batista

Mateus 3.1-2: “1 Naqueles dias surgiu João Batista, pregando no deserto da Judéia. 2 Ele dizia: 'Arrependam-se, porque o Reino dos céus está próximo'”.


João Batista tinha uma missão clara: preparar a vinda do Messias, anunciar o seu advento.


A vinda de Cristo era anunciada como sendo a própria manifestação do Reino de Deus para todo o mundo, pois, até então, a manifestação da presença se Deus era quase exclusiva para Israel.


Com Cristo uma nova etapa teve início, pois, de fato, o Reino dos Céus foi revelado a todo o mundo, como vemos a seguir:


b. A confirmação de Cristo

Mateus 10.7-8: “7 E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. 8 Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai”.


Com nosso Senhor Jesus Cristo, segundo Ele mesmo, o reino de Deus chegou ao mundo. E através dEle todas as famílias da terra seriam benditas, como prometido a Abraão (Gênesis 12.3).


Como o Reino dos Céus se manifestou neste mundo, evidentemente, o objetivo desse reino não será permanecer perpetuamente em um mundo decaído como o nosso.


Este mundo não é o objetivo final de seu reinado, mas um novo céu e uma nova terra.


Assim, temos dois acontecimentos importantes:

a) A vinda de Cristo, que marcou o início do Reino dos Céus;

b) A descida do Espírito Santo, que marcou o fim deste mundo, ou melhor, o início de seu fim, seus últimos dias.


O fim de uma era e o início de outra.


Mas a inauguração desse novo reino teve alguma consequência?



4. Mas qual a relação dos últimos dias com a perseguição da Igreja?



Como fazemos parte de outro reino, a consequência mais óbvia resultante disso seria sermos odiados por este mundo:


João 15.18-19: “18 Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. 19 Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia”.


Mais qual o motivo desse ódio?


Jesus Cristo é o motivo, como vemos aqui:


2 Timóteo 3.12: “De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos”.


E aqui também:


Mateus 24.9: Então eles os entregarão para serem perseguidos e condenados à morte, e vocês serão odiados por todas as nações por minha causa”.

Se Jesus sofreu e morreu por nós, então é justo que soframos também, como Ele nos lembra bem aqui:


João 15.20: “Lembrem-se das palavras que eu disse: Nenhum escravo é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também perseguirão vocês. Se obedeceram à minha palavra, também obedecerão à de vocês”.


E também aqui:


1 Pedro 4.12-16: “12 Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para prová-los, como se algo estranho estivesse acontecendo. 13 Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria. 14 Se vocês são insultados por causa do nome de Cristo, felizes são vocês, pois o Espírito da glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vocês. 15 Se algum de vocês sofre, que não seja como assassino, ladrão, criminoso, ou como quem se intromete em negócios alheios. 16 Contudo, se sofre como cristão, não se envergonhe, mas glorifique a Deus por meio desse nome”.


Observe a seguinte frase extraída do texto acima: “Se vocês são insultados por causa do nome de Cristo, felizes são vocês, pois o Espírito da glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vocês”.


O fato de sermos perseguidos, por causa de Cristo, é motivo de alegria, pois significa que o Espírito Santo está em nós.


Ao longo dos séculos, desde a ressurreição de Cristo, a perseguição tem sido a marca registrada da igreja pelo mundo, incluindo no presente, pois a graça salvadora já se manifestou (Tt 2.11) e fazemos parte dela, pois nos leva a nossa verdadeira pátria (Hb 11.13-16). Não pertencemos a este mundo, por isso o mundo nos odeia (Jo 15.19). Para este mundo o que lhe resta são seus últimos dias, seus últimos suspiros. Então até que o fim venha, nossa missão é ser Sal e Luz para este mundo, pois todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”.


É óbvio, portanto, que se a igreja não é perseguida, então tem alguma coisa errada com ela.



5. As eras antigas



Pra finalizar, como os últimos dias podem já durar dois mil anos?


É tempo demais!!


Se a Terra realmente tiver seis mil anos, como alguns dizem, então realmente dois mil anos é muita coisa, mas acredito que o mundo não tem essa idade, ele é um pouco mais antigo, talvez centenas de milhares de anos, milhões ou bilhões.


O dilúvio marcou o fim de outra civilização (ou você acha que Deus iria “reiniciar” o mundo por causa do pecado de meia dúzia de pastores de ovelhas?). Logo, muito tempo se passou até que aquela civilização tivesse seu início, meio e fim.


Após o dilúvio, ocorreu o desenvolvimento das raças humanas atuais e o início de nossa civilização, isso evidencia obviamente uma longa passagem de tempo.


Sim, muito tempo já passou! Muito mais que seis mil anos.


Estima-se que a idade de nosso planeta seja de mais de quatro bilhões de anos.


Mas agora é o último ato!


Mas alguém pode dizer: “os descendentes de Adão, com suas idades correspondentes, provam que a Terra tem seis mil anos”.


Será que prova?


Nem toda lista de descendentes na Bíblia é apresentada com a genealogia completa, às vezes são citados apenas os nomes principais de cada linhagem, pois nem todo personagem bíblico tem a mesma relevância de outro.


Quer um exemplo?


Vemos isso na lista de nomes em Mateus 1. Nesta lista consta a genealogia de Cristo, começando por Davi até José, o carpinteiro, incluindo todos os reis de Judá. Entretanto Acazias, Joás, Amazias e Jeoaquim, que também foram reis de Judá e igualmente fazem parte da genealogia de Cristo, foram deixados de fora da lista.


O reinado desses reis ausentes, somados, corresponde a 81 anos. Mas aparentemente não foram considerados relevantes para constar na lista.


Veja só!


a) A Lista de Mateus 1 diz que Jorão gerou Uzias.


Uzias foi de fato descendente de Jorão, entretanto não era seu filho, mas seu trineto.


O filho de Jorão foi na verdade Acazias, que reinou 1 ano em Judá e foi sucedido por seu filho Joás (após recuperar o trono usurpado por sua avó Atalia) e reinou 40 anos, depois passou o reino para seu filho Amazias, que reinou por 29 anos.


Amazias, bisneto de Jorão, é que foi o pai de Uzias.


Os reinados somados desses reis omitidos dão 70 anos.


Mas ainda tem outros nomes omitidos.


b) A Lista de Mateus 1 também diz que Josias gerou a Jeconias.


Josias, na verdade, foi avô de Jeconias, sendo que três de seus filhos também foram reis de Judá.


Veja:


Josias teve três filhos que foram reis de Judá, a saber: Jeoacaz, que reinou por três meses; Jeoaquim, que reinou por 11 anos; e Zedequias que também reinou por 11 anos.


Jeoaquim é que foi o pai de Jeconias, sendo que este reinou apenas por três meses e foi levado cativo para a Babilônia e seu tio Zedequias (filho de Josias e irmão de Jeoaquim) ficou reinando em Judá.


Com isso podemos ver que muitas genealogias na Bíblia nem sempre correspondem a uma linhagem direta, de pai para filho, mas, às vezes, o filho de alguém não é realmente filho, mas um descendente distante.


É possível que os personagens bíblicos, que viveram antes do dilúvio, realmente tenham vivido por séculos (Matusalém viveu 969 anos, por exemplo). Mas é possível também que na genealogia antediluviana, entre um nome e outro, possam ter existido outros descendentes não citados. Linhagens inteiras podem ter ficado de fora, por exemplo.


Assim, concluindo, nós temos por hábito usar o tempo de uma vida humana como referência cronológica, testemunhamos pessoas nascerem e morrerem ao longo de nossas vidas, isso faz parecer que dois mil anos referem-se a um tempo demasiado longo, pois a vida humana é curta. Mas para Deus mil anos é como um dia (2Pe 3.8).


Os últimos dois mil anos são, de fato, os últimos momentos da Terra, após um período bem longo de existência.

 

Tudo tem seu fim, menos para a eternidade!


É isso!


Graça e paz!




Christian Brito

 

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