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domingo, 5 de agosto de 2012

VIDA MODERNA





Um homem de negócios americano, no ancoradouro de uma aldeia da costa mexicana, observava um pequeno barco de pesca que atracava nesse momento trazendo um único pescador. No barco, vários grandes atuns.

O americano deu parabéns ao pescador pela qualidade dos peixes e perguntou-lhe quanto tempo levara para pescá-los.

- Pouco tempo – respondeu o mexicano.

Em seguida, o americano perguntou por que ele não permanecia no mar mais tempo, o que lhe teria permitido uma pesca mais abundante.

O mexicano respondeu que tinha o bastante para atender as necessidades imediatas de sua família.

O americano voltou à carga:

- Mas o que é que você faz com o resto de seu tempo?

O mexicano respondeu:

- Durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com meus filhos, tiro a siesta com minha mulher, Maria, vou todas as noites à aldeia, bebo um pouco de vinho, toco violão com meus amigos. Levo uma vida cheia e ocupada, señor.

O americano assumiu um ar de pouco caso e disse:

- Eu sou formado em administração em Harvard e poderia ajudá-lo. Você deveria passar mais tempo pescando e, com o lucro, comprar um barco maior. Com a renda produzida pelo novo barco, poderia comprar vários outros. No fim, teria uma frota de barcos pesqueiros. Em vez de vender pescado a um intermediário, venderia imediatamente a uma indústria processadora e, no fim, poderia ter sua própria indústria. Poderia controlar o produto, o processamento e a distribuição. Precisaria deixar esta pequena aldeia costeira de pescadores e mudar-se para a Cidade do México, em seguida para Los Angeles e, finalmente, para Nova York, de onde dirigiria sua empresa em expansão.

- Mas, señor, quanto tempo isso levaria? – pergunto o pescador.

- Quinze ou vinte anos – respondeu o americano.

- E depois, señor?

O americano riu e disse que essa seria a melhor parte:

- Quando chegar a ocasião certa, você poderá abrir o capital de sua empresa ao público e ficar muito rico. Ganharia milhões.

- Milhões, señor? E depois?

- Depois – explicou o americano – você se aposentaria. Mudava para uma pequena aldeia costeira, onde dormiria até tarde, pescaria um pouco, brincaria com os netos, tiraria a siesta com a esposa, iria à aldeia todas as noites, onde poderia beber vinho e tocar violão com amigos...

Respondeu o mexicano: "Agradeço a Deus, porque tudo isso eu já tenho"!

Enviado por Tete Portugal.




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Temos muito que agradecer a Deus.

domingo, 5 de junho de 2011

Os valores morais impostos pelo Cristianismo foram obras de Deus ou dos Homens?



Segundo Nietzsche, não existe uma noção absoluta de "bem" ou "mal". Para ele, os valores morais são elaborados pelos homens com certo intuito interesseiro. Ou seja, elas são produtos histórico-culturais. Isso é verdade, pois uma conduta correta, nada mais é do que aquela adequada aos comportamentos vigentes, enquanto vigente, isto é, enquanto tiverem poder para coagir moralmente. O que hoje julgamos "certo" ou "errado" em tempos remotos ou em outras culturas não tem a mesma concordância. Mas o problema é que AS RELIGIÕES IMPÕEM ESSES VALORES MORAIS COMO SE FOSSE PRODUTO DA "VONTADE DE DEUS"!!!!!, Sendo que na verdade foram os homens que as instituíram a partir de certos interesses.

Friedrich Nietzsche


Essa concepção de roubar é coisa do "demônio", do "inimigo" ou até mesmo, como eles chamam, do "tinhoso", acredito eu que foi usada pela igreja para amansar as massas, para que os não detentores dos meios de produção não furtassem os bens da burguesia, aceitassem sua miséria; mantendo, assim, a dominação de alguns poucos sobre a maioria. Marx mesmo dizia que a religião apaziguava o proletariado a aceitar a sua miséria e opressão. Seria um mecanismo usado pelas Igrejas para "dominar" as massas, evitando assim uma possível revolta. Isso se torna mais energético nesta sociedade capitalista ao qual vivemos, onde é marcada por profundas desigualdades sociais. As massas têm o poder de mudar a sociedade, veja a Revolução Francesa e Russa; mas as classes dominantes, juntamente com as Igrejas, os alienam para não representarem risco à elite.

Nietzsche denominava isso de "moral de rebanho", ou seja, a submissão irrefletida que as massas se sujeitam aos valores dominantes da civilização cristã e burguesa!

SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER!!!

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Pergunta feita por Daniel Oliveira Fuser no sítio Yahoo!Respostas.

1ª Resposta dada por Bill à pergunta de 
Daniel Oliveira Fuser. 

2ª Resposta dada por Oscar Alvis à pergunta de Daniel Oliveira Fuser. 
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Bill:


Olá, Daniel!

Creio que Nietzsche é sua única fonte de conhecimento, existem outros pensadores que também poderiam ajudá-lo a ampliar sua visão de mundo.

Agostinho de Hipona é um deles, conhece?

Qual a finalidade da moral? É útil ou inútil?

Sei que você é ateu, mas observe:

Deus criou tudo e, conforme ele mesmo disse, tudo que criou é bom.

Vulcão no Chile
Ele criou Lúcifer, criou o mundo, criou vulcões e etc.

Tudo isso, como coisa ou objeto, ou seja, como algo criado, é bom.

Imagine um vulcão, ele tem uma função importante quanto à formação da crosta terrestre e sua manutenção, além de ter sido um importante auxiliar na formação de nossa atmosfera em tempos imemoriais.

Isso é mau? Não? Então ele é bom.

Mas se ele explode e destrói casas habitadas ao seu redor. Ele se torna mau?

Será?

Um vulcão, com pessoas perto ou não, continua sendo um vulcão e por isso faz o que sempre fez, assim, as pessoas que foram morar perto dele, o fizeram conscientes do que um vulcão é.

Não há o mal nas explosões de um vulcão.

Tudo o que Deus criou é bom e tem uma finalidade.

E o diabo?

Lúcifer foi feito inteligente e poderoso, era um anjo. Era bom.

Mas decidiu corromper-se.

Como um ser, Lúcifer continuou sendo a mesma coisa, a substância que o forma (seja ela qual for) não mudou quando foi expulso do céu, o que mudou foi sua moral. Então, como ser criado, ele é bom, mas moralmente corrompido.

Assim sendo, o que existe é o mal moral, isto é, o mal enquanto ação, fruto de uma decisão.

Olhe só:

Verbos em nossa língua, como sabemos, representam a ação. Por isso existem verbos que expressam o mal, como Roubar, Assassinar, Mentir, Caluniar, etc..

Substantivos representam coisas, objetos e etc. Não há substantivos maus, pois tudo o que Deus criou é bom.

O que são verbos maus ou ações más?

São ações que corrompem a ordem e estabeleçam o caos, são ações que contribuem para a destruição e imperfeição.

Mesmo o assassino sabe que matar é o mal, pois ele próprio não quer ser assassinado, o mesmo vale para o ladrão.

Entende?

Não existe moralidade ou valores na natureza, então não existe o bem e o mal, mas apenas o acaso. Na vivência humana, porém, existe o bem e o mal, pois somos seres conscientes e responsáveis por nossa própria sobrevivência, não dependemos de instinto, mas da moral para não nos destruirmos.

É a moral que nos torna civilizados, até índios tem código moral e ético.

Mesmo em culturas diferentes, a moral e ética são sempre parecidos, sejam índios, esquimós, europeus, zulus, japoneses, todos veem o assassinato como mal, a inveja e a mentira também, por exemplo.

O cristianismo apenas colocou tudo isso por escrito, mas não criou esses valores, pois eles fazem parte da própria essência humana, entende?

Sem moral e ética não sobreviveríamos, pois nos destruiríamos.

O avanço que o cristianismo trouxe para a questão ética foi o amor, pois quem ama não mata, não rouba, não destrói e etc., assim, como o apóstolo Paulo disse, torna-se desnecessária uma lei escrita quando as pessoas se amam.

É isso.

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Oscar Alvis: 
"Só não vê quem não quer" sob seu ponto de vista.

Mas nada é tão absoluto como vc afirma, tudo é relativo quando a gente consegue perceber que ao falar de proletariado e classe dominante, ao citar as massas como um rebanho, estamos apenas generalizando preconceituosamente.

Estamos afirmando desta forma que os indivíduos que fazem parte destes grupos não são detentores de personalidade, de entendimento, de senso crítico, de valores morais pessoais... São apenas números em estatísticas, mão de obra barata no capitalismo, massa de manobra no projeto comunista.

Concordo por outro lado que diversos líderes religiosos têm feito das mais variadas religiões institucionalizadas apenas ferramentas para projetos pessoais ou corporativos, e como formadores de opinião, sua responsabilidade histórica é das mais graves dada as consequências, inclusive no relativo aos processos sociais e ao desenvolvimento dos mesmos em busca da conquista de uma sociedade mais justa e equilibrada.

Nietzsche foi um homem brilhante, mas era um ser desequilibrado psicologicamente e muito radical em seus conceitos. Homens de alta intelectualidade tendem a se considerar superiores ao resto da humanidade...

Para mim tanto faz se os valores morais que vc cita provém de Deus ou dos homens, se são ou não imposições. O que conta é se esses valores me dizem respeito, se tocam minha alma e meu coração, se me impulsionam a agir de forma diferenciada e a ser um elemento útil à sociedade.

Me interessa a questão prática... O resto é vã filosofia... Puro blábláblá.