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terça-feira, 5 de maio de 2020

Você não é a igreja de Deus!





Eu sou a igreja?

Não, não sou.

E você também não é.

Quer saber o porquê?

Ouve-se muito hoje em dia que cada um de nós é uma igreja, de modo a não ser necessário frequentar uma comunidade por causa disso, não precisamos frequentar “templos” feitos por mãos humanas, dizem.

Os chamados desigrejados usam muito esse tipo de argumento, pregam contra as instituições que, segundo eles, servem apenas para “enriquecer” pastores. E alegam que não precisamos frequentar igrejas, pois cada um de nós já é uma igreja.

Bem, isso é falso.

Usam este texto aqui como justificativa: 1 Coríntios 6.19,20: “19 Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? 20 Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus”.

O texto acima fala que nosso corpo é o templo do Espírito Santo, e isso é verdadeiro. Ou seja, cada um nós já é um templo para o Espírito Santo, então não é necessário outro tipo de templo. Por isso glorificamos a Deus em nosso corpo, com santidade.

Entretanto templo não é igreja, logo, não somos, individualmente falando, uma igreja.

Neste dias de quarentena, muitos dizem que existe uma igreja em cada casa e tal. Se houver mais de um crente, então pode até ser, mas se for apenas um crente, então não é.

Ficou confuso?

Então vamos entender primeiro o que um templo é.


O TEMPLO

No Antigo Testamento, nos tempos de Moisés, juízes e dos primeiros reis, usavam uma tenda como a casa de Deus, essa tenda era chamada de Tabernáculo. Davi, oficialmente o segundo rei de Israel, morava em um palácio e, por isso, ele achou injusto que a casa de Deus fosse uma tenda. Então teve a ideia de construir uma “casa” digna ao Altíssimo.

Entretanto é preciso ficar claro que Deus nunca precisou de uma “casa”, veja o que Ele diz em Isaías 66.1-2: “1 Assim diz o Senhor: 'O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés. Que espécie de casa vocês me edificarão? É este o meu lugar de descanso? 2 Não foram as minhas mãos que fizeram todas essas coisas, e por isso vieram a existir?', pergunta o Senhor. 'A este eu estimo: ao humilde e contrito de espírito, que treme diante da minha palavra'”.

Que tipo de casa nós mortais podemos construir para o criador de tudo?

De fato, isso é algo que não tem muito sentido.

Mas como muitas vezes o Homem precisa de algo visível para poder apoiar sua fé, Deus aceitou a oferta de Davi, mas não deixou que ele construísse o templo, pois, como guerreiro, havia muito sangue em suas mãos. Deus confiou essa tarefa ao filho de Davi, no caso, o rei Salomão.

O templo era um palácio grande e ricamente adornado. O próprio Deus deu ordens de como o templo deveria ser construído.

Como tudo que Ele faz é bom, então deve ter sido uma visão magnífica.
Assim, no Antigo Testamento, o templo simbolizava a Casa de Deus e lá ficava a Arca da Aliança, que simbolizava a presença de Deus nesse templo e, por consequência, simbolizava que Deus estava presente entre o povo também. Havia, inclusive, uma repartição dentro do templo chamada de Santo dos Santos, onde apenas o sumo-sacerdote, uma vez por ano, poderia entrar. Era lá que ficava guardada a Arca da Aliança.


A entrada do Santo dos Santos era fechada por um véu (na verdade era uma cortina de tecido bem grosso).

Mas aí tudo mudou.

Agora vamos entender o que uma igreja é.



A IGREJA



1 - O que é uma igreja?

Quando Cristo ressuscitou, o véu se rasgou de cima a baixo, deixando aberta a entrada para o Santo dos Santos. Esse sinal serviu para tornar evidente o fim da Antiga Aliança e para anunciar o início da Nova Aliança, onde o Santos dos Santos passou a ser acessível a todos, ou seja, todo mundo passou a ter acesso direto a Deus, sem a necessidade de mediação humana (sacerdotes).

A partir daí, Deus deixou de habitar em templos construídos pelo homem (na verdade nunca precisou disso) e nosso corpo passou a ser o único templo que importava, no caso, o templo do Espírito-Santo. (Razão pela qual, com mais evidência agora, a santidade do corpo torna-se fundamental em nosso dias, pois o Espírito-Santo está em nós, os que creram em Jesus Cristo, como vimos em 1 Co 6.15-20, logo acima).

Assim, eu sou o templo do Espírito Santo, entretanto, isso significa que sou a igreja do Espírito Santo?

Não, pois Igreja não significa templo.

A palavra “igreja” vem do latim ecclesia, que vem do grego ekklesia, que significa “assembleia pública”, ou algo como “reunião dos que foram chamados”. Ou seja, não se refere a uma pessoa, mas a um grupo de pessoas.

A Igreja é a união de todos aqueles que foram chamados por Deus, os quais, pela ação do Espírito Santo, creem que Jesus Cristo é o Filho de Deus enviado ao mundo para redimi-los de seus pecados. Ou seja, a Igreja é a comunidade dos santos, ou simplesmente, a família da fé.

Veja as palavras de Jesus ao instituir a célula daquilo que seria a sua igreja: Mateus 18.19,20: “19 Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. 20 Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”.

Isso é igreja.

Se na quarentena reunirem dois ou três pessoas para cultuar a Deus, então teremos uma igreja, mas uma pessoa sozinha não é uma igreja.

Tem algum problema seguir a Jesus sozinho?

O texto de Mt 18.19,20, logo acima, deixa evidente que Jesus quer que os irmãos concordem entre si e busquem a Deus juntos, por isso, ele garante a sua presença nessa “reunião”.


2 - Mas por que Ele quer uma “reunião” de pessoas?

Uma andorinha sozinha não faz verão, um soldado não vai sozinho pra guerra, uma família não é formada por apenas uma pessoa, assim como apenas uma pessoa não pode desafiar o inferno, pois as portas do inferno não prevalecerão contra a IGREJA (Mt 16.18).

Sabemos que uma porta é um instrumento de defesa, ninguém vai em uma guerra para dar portadas nos inimigos, entretanto são as portas que fecham os castelos, correto?

As portas protegem, pois são instrumentos de defesa e não de ataque.

Assim, o inferno não pode resistir ao avanço da Igreja, ou seja, não terá defesas contra a comunidade dos santos, contra o povo de Deus UNIDO.

O objetivo de Cristo é a união de seu povo, UM povo.


3 – Dá para haver essa união?

Mutos não veem propósito nessa união, mesmo sabendo que não possui força alguma contra o inferno, sozinhos.

Afinal, pra que conviver com os outros? Não basta apenas um relacionamento superficial e tudo bem?

Cada um na sua é bem melhor, nénão?

Não, pois não seria por amor e se não tem amor, então não tem sentido (1Co 13).

Ele quer o amor entre seus filhos, entre IRMÃOS.

Veja o que diz João 1.12,13: “12 Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, 13 os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus”.

Quem crer em Cristo torna-se filho de Deus, correto?

Isso obviamente é MUITO importante.

Ser filho de Deus é algo que não tem como descrever e, além disso, se somos filhos do mesmo pai, nascidos de Deus, então somos irmãos. E, por isso, devemos amar ao irmão muito mais do que qualquer outra pessoa.

Veja o que diz Gálatas 6.10: “Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé”.

Devemos ajudar a todos, mas os membros da família da fé devem ter prioridade.

Veja o que o apóstolo João fala sobre esse amor de irmãos, em 1 João 2.9-10: “9 Aquele que diz que está na luz, e odeia a seu irmão, até agora está em trevas. 10 Aquele que ama a seu irmão está na luz, e nele não há escândalo”.

Perceba que ele diz “irmão” e não “próximo”.

Apenas os filhos de Deus são irmãos, correto?

E ele continua em 1 João 4.20,21: “20 Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? 21 E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão”.

Percebeu que novamente ele disse “irmão” ao invés de “próximo”?

Pegou a ideia?

Vamos usar um exemplo.

Você, leitor, prefere o que?

Que os membros de sua família amem outras pessoas, apenas outras pessoas? Ou que se amem e vivam bem entre si?

Outra vez, você quer que seu pai ou mãe ame o filho de outra pessoa ou a você?

Caso você seja pai ou mãe, prefere que seus filhos se amem e se entendam ou que se odeiem, mas que amem seus amigos de escola?

Sinceramente, qual você prefere?

Deus quer sua família unida, que se amem, se ajudem e que vivam bem entre si, como toda família deveria ser. É por isso que a capacidade de amar ao irmão prova que estamos na luz, pois se conseguimos amar ao irmão, então realmente conseguimos amar a Deus.

Mas por que só ouvimos pregações que falam em amor ao próximo e quase nunca em amor ao irmão?

Por que é mais fácil amar o próximo e mais difícil amar o irmão.

O próximo pode ser qualquer desconhecido, é um amor impessoal, sem compromisso duradouro. O próximo não é uma pessoa que você precisa aturar, perdoar, ser FIEL e proteger por toda a vida.

Só agimos assim com pessoas de nossa família, não é?

É esse amor e essa fidelidade que Deus quer em sua família, afinal somos família de Deus, certo? Veja o que diz em Efésios 2.19: “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus (…)”.

Deus criou uma família pra si.

E nós fazemos parte dela.

Já ouviu falar das igrejas perseguidas pelo mundo? É a unidade entre aqueles nossos irmãos que garante sua proteção e sobrevivência.


4 - Mas o que fazer para manter essa família unida?

Como já foi dito acima, o amor é essa cola. Veja o que o apóstolo Paulo diz em Efésios 4.15-16: “15 Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, 16 Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor”.

A igreja pode ser comparada ao corpo humano, com vários membros. Entretanto, ao contrário do corpo, onde os membros estão ligados por juntas e medulas, a Igreja é um corpo onde suas partes estão ligadas por causa do amor.

Tem gente que fala que isso é impossível, que é hipocrisia, mas quem diz isso, normalmente, são pessoas com dificuldades para amar seu irmão, pois junto desse amor obrigatoriamente vem o perdão, a tolerância, o companheirismo... E isso é difícil de fazer.

É por isso que o apóstolo João afirmou no texto lá em cima, que quem afirma amar a Deus – que não pode ver, mas não ama a seu irmão – que pode ver, não está na luz.

A igreja é um corpo, correto? Sendo assim, uma igreja unida segue apenas uma autoridade, segue apenas um caminho, tem apenas UMA cabeça: Jesus Cristo.


O CORPO DE CRISTO




Veja Efésios 1.22,23: “22 E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, 23 Que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos”.

Jesus não é a cabeça de apenas um membro, ele é a cabeça de toda a Igreja, logo, todos caminham para a mesma direção, com o mesmo propósito e em unidade, pois somos UM corpo.

João 17.20-21: “20 Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, 21 para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste”.

Essa unidade é a prova que Deus enviou Cristo para nos salvar, pois o amor que o povo de Deus deve demonstrar, só Cristo é capaz de torná-lo possível.

Uma igreja que verdadeiramente tem a Cristo é uma igreja unida.

E para finalizar, como foi dito anteriormente, cada um de nós é um templo para o Espírito Santo, entretanto somos edificados JUNTOS para morada de Deus, como diz em Efésios 2.22: “No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito”.

Concluindo, nós sozinhos somos o templo do Espírito Santo e juntos somos a Igreja de Cristo, a família de Deus.

E as portas do inferno não prevalecerão contra nós!!!

Graça e paz.
 
Christian Brito


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sábado, 25 de abril de 2020

Fé além das evidências





O que é a fé verdadeira?



É possível acreditar em Deus sem precisar de provas?



Sim, é possível.

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sábado, 11 de abril de 2020

O MEDO CAUSADO PELA IGNORÂNCIA




SABE O QUE ESTÁ MANTENDO VOCÊ EM CASA?


O MEDO CAUSADO PELA IGNORÂNCIA.

Sabe o erro conceitual básico disso tudo que estão nos apresentando?

Para obrigá-lo a não sair de casa, a mídia está apresentando o risco SOCIAL COLETIVO como se fosse RISCO INDIVIDUAL e vice versa.

Assim é possível apresentar um quadro falso da realidade como se fosse verdadeiro.

Veja:

O RISCO INDIVIDUAL de ficar em casa é baixo, mas apresentam essa abordarem individual como se valesse para o coletivo, para convencer as pessoas de que o risco econômico e social, de ficar em casa, também será baixo para toda a sociedade.

Ou seja, o cidadão abre a geladeira e tem comida, assiste Netflix, acessa a internet e etc. Assim, chega a conclusão de que está bem e, por isso, é convencido de que o mundo também está, ou seja, é convencido que o RISCO COLETIVO é baixo, a partir de um ponto de vista INDIVIDUAL.

MUITOS acreditam que isso é verdadeiro e resolvem ficar em casa.

Mas você está sendo manipulado.

Então, qual o verdadeiro RISCO COLETIVO de ficar em casa?

Veja:

Se todos ficam em casa, então aumentam as chances de perderem sua fonte de renda. Mesmo que as empresas continuem pagando o salário, chegará uma hora em que isso não será mais possível, então teremos desemprego generalizado.

PRESTE ATENÇÃO!!!!

A consequência dessa paralisação é a possibilidade de um desemprego que dure por um bom tempo, pois haverá uma LENTÍSSIMA recuperação econômica, que na melhor das hipóteses, poderá durar uns 5 ou 6 ANOS.

A maior parte da população ficará sem dinheiro para água, luz, alimentação e certamente terá de usar um SUS ainda mais precário pelo ajuste fiscal gigantesco que o governo terá de fazer (ou seja, torça para que você e nem seus familiares precisem de um hospital ou médico, por pelo menos 5 anos).

Basicamente é isso que acontecerá com a sociedade (risco coletivo) se você FICAR EM CASA.

Mas alguém pode perguntar: e o vírus chinês?

Se você for trabalhar muito provavelmente será infectado, fato!

Mas o que os números nos dizem?

Sendo do grupo de risco, terá uma chance de uns 8% de vir a óbito, ou seja, se você e mais 12 amigos pegarem o vírus e TODOS forem do grupo de risco (acima de 60 anos), UM provavelmente irá falecer.

MAS se você não for do grupo de risco (a mair parte da população), tem uma chance de 0,03% de falecer, ou seja, se 3.333 amigos seus pegarem, apenas UM terá risco de falecer.

Veja bem, para fins de comparação, é mais ou menos 4x maior a chance de um de seus amigos morrer de acidente de carro do que de vírus chinês.

É mais fácil morrer de dengue, AIDS, do coração ou de FOME do que de COVID-19.

Percebeu o verdadeiro quadro da situação?

Mas existe uma forma de driblar a situação presente.

Em um Mercado em que muita gente está em casa, mas você resolve trabalhar, então você terá UM VALOR CONSIDERÁVEL na empresa, atendendo demandas urgentes e até se destacando em tarefas deixadas a descoberto por gente que ficou em casa.

Se a empresa sobreviver POR SUA CAUSA, sendo uma pequena ou média, pode até virar sócio!

Se for uma corporação, a oportunidade de efetuar tarefas novas e de se candidatar a uma promoção é enorme (pois muita gente está em casa, lembra?). Ou seja, você muito provavelmente ficará bem, mesmo depois, em um ambiente altamente recessivo.

OBRIGAR O CIDADÃO A FICAR EM CASA "PARA SEU PRÓPRIO BEM" é DITADURA SOCIALISTA, e como tal, estamos vendo governadores obrigarem as pessoas a um monitoramento eletrônico individual, como se fosse um tipo de tornozeleira eletrônica para pessoas livres.

Na China é assim.

Estão fechando igrejas, que é o sonho socialista, e até proibindo que famílias façam cultos em suas próprias casas.

Também estão destruindo a economia no processo, afinal, fome é a especialidade deles.


Texto extraído do Facebook.

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sexta-feira, 3 de abril de 2020

A dor como professora





A adversidade na natureza

Dizem que na história da Terra houve várias catástrofes que resultaram em extinções em massa. Em cada grande extinção desse tipo, apenas as espécies mais capacitadas sobreviviam.

Em outras palavras, apenas os melhores genes eram passados a diante.

Existe um fator parecido com as grandes queimadas que ocorrem nas florestas. Em 2019 a queimada na Amazônia teve uma abordagem extremamente sensacionalista por parte da imprensa, mesmo sendo um evento que ocorre todo ano desde que a Amazônia existe. Com certeza vai ocorrer em 2020 também, mas a questão importante a ser observada aí é a finalidade da queimada: Ela fortalece a floresta.

Na África há regiões de grande seca em determinada época do ano, onde muitos animais morrem e somente os mais fortes e melhor adaptados sobrevivem e, por consequência, ocorre apenas a sobrevivência dos melhores genes, e são esses genes “selecionados” que garantem a manutenção e a sobrevivência dessas espécies.

O que quero dizer com isso?


A adversidade na vida do Homem

A adversidade faz parte da natureza, faz parte da vida e produz purificação e fortalecimento a quem sobrevive a ela.

Por que seria diferente conosco?

Veja um exemplo simples: A escola pra muitos foi (ou é) uma época difícil, nem sempre era fácil se relacionar com outras crianças/adolescentes, também sempre havia aqueles que tiravam sarro de nós, aqueles que diziam: “vou te pegar na saída!”, aquelas brincadeiras sem graça de dar cascudos e etc. Pra muitos, isso na verdade era até divertido, pra outros entretanto era o inferno na Terra. Eu venho de uma geração onde isso tudo era considerado normal e parte da vida estudantil. Briguei várias vezes na escola, apanhava, batia e a vida seguia seu rumo, minha mãe nem ligava (a mãe de ninguém ligava).

Pra muitos esse foi o primeiro contato com a adversidade, e como tal serviu para adquirir experiência de vida.

Por isso que as gerações de trinta e cinco anos de idade ou mais costumam ter uma postura mais firme e decidida diante da vida (não tem tanto nutella).

Crianças extremamente protegidas pelos pais, tornam-se, em via de regra, pessoas fracas e incapazes de lidar com as lutas da vida adulta. Não sabem lidar com a rejeição, com a perda, com a derrota, com o confronto e etc e, por consequência, são engolidos pelo “mundo”. São pessoas que, em sua maioria, inconscientemente, acreditam que o mundo é igual ao apartamento onde foram criados, um ambiente controlado, onde os pais têm solução pra tudo.

Os pais não tem esse poder e o mundo jamais será um ambiente controlado, razão pela qual muitos tiram a própria vida, pois não conseguem lidar com isso.

A adversidade faz parte da vida, simples assim.


Lei da selva

Sabe como é a vida de um leão macho selvagem?

É mais ou menos assim: a maior parte morre quando ainda é filhote e aquele que consegue sobreviver tem que aprender a caçar logo, pois antes de se tornar adulto, será expulso de seu bando pelo macho alfa. Após a expulsão, esse leãozinho vaga pela savana durante anos sozinho ou em grupos pequenos de outros leões machos jovens, sem território próprio e com a caça bem restrita, pois a melhor parte das caças ficam com os bandos. Quando finalmente está forte e confiante, então pode desafiar algum macho alfa para tomar seu bando pra si. Se tiver sorte, então finalmente terá um lugarzinho pra ficar e poderá passar seus genes para a próxima geração, pois conquistou esse direito. Mas se perder, então morre e é devorado pelo leão vencedor.

Vida difícil, né?

E se um leão adulto, grande e forte, porém domesticado, for jogado na selva, o que acontece com ele?

Morre em poucas semanas de fome e só. Ele não aprendeu a caçar, não aprendeu a lutar, não aprendeu a encarar a selva, nem sabe o que ela é.

A existência humana não é muito diferente disso, tem muito adulto forte e saudável, porém domesticado, que não sabe como encarar a vida e, por isso, é engolido por ela.

Não me refiro a ser uma pessoa selvagem, acredito que isso está óbvio, mas estou falando sobre estar preparado para a vida, e isso começa cedo. Sei que muitos papais e mamães vão discordar de mim, mas quando tiverem um filho adulto e problemático para cuidar, aí vão entender o que quero dizer, mas será tarde.

Muito bem, esta é a nossa caminhada na Terra, mas e Deus nessa história?

Veja bem, após uma vida difícil neste mundo, finalmente conhecemos o evangelho, então tudo muda?

Tudo fica mais fácil?

Sim e não.


Deus cuida de nós

Mateus 7.7-11: “7 Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. 8 Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á. 9 E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? 10 E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? 11 Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?”

Deus ouve a nossa oração, Ele nos trata como filhos e cuida de nós como filhos mesmo. Deus não nega seu socorro a quem busca por Ele, pois o livramento sempre vem.

Mateus 6.31-34: “31 Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? 32 Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; 33 Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. 34 Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”.

A Palavra de Deus nos incentiva a confiar nEle, a resistir à ansiedade, a não ceder ao desespero, a não sucumbir diante do medo, pois essas atitudes destroem a nossa fé, pois nos engana e nos obriga a pensar que Ele não tem poder para intervir, ou pior ainda, faz parecer que ele não tem palavra, que sua promessa é falsa.

Isso é perigoso.

Por isso o texto diz que basta a cada dia o seu mal, ou seja, pra hoje, basta o mal de hoje, amanhã é outro dia e Deus proverá, por isso não nos ocupamos com aquilo que ainda não aconteceu.

Gosto muito da frase que o cantor Juliano Son disse em um de seus CDs, ao falar sobre a paz de Deus: “A paz que vem da certeza de que tudo vai ficar bem”.

Isso é fé.

E é por isso que confiamos na Palavra, que diz em 1 Pedro 5.7: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”.

Legal, né?

Lançar sobre Deus toda a nossa ansiedade.

Então nunca teremos dor, nunca haverá choro, será o paraíso na Terra, certo?

Errado.


Com Deus existem adversidades?

Deus criou o mundo e estabeleceu um padrão, que é o aperfeiçoamento através da adversidade, não tem como fugir disso. Vimos no início deste texto quando falamos sobre queimadas, sobre os leões e etc.

Isso significa então que Deus, em relação ao seu povo, abençoa em certas ocasiões, mas em outras não? Ou seja, em algumas ocasiões eles nos deixa na mão, apenas pra ver o que acontece, é isso?

Com certeza, não.

1 Coríntios 10.13: “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar”.

As adversidades, pra quem não é de Deus, no mundo, vêm sem controle algum, onde muitos sucumbem. Para nós, povo de Deus, a provação vem com um propósito, com uma finalidade e nunca é além de nossa resistência.

Veja bem, a adversidade serve para aperfeiçoamento e purificação, não é para destruição.

A adversidade está presente na natureza, na vida secular e também com o povo de Deus, a diferença é que para o “mundo” não há limites ou controle, onde muitos podem aprender com as experiências da vida, enquanto outros podem sucumbir com essas mesmas experiências. Para o povo de Deus, entretanto, essas adversidades não vem de forma aleatória, como numa roleta russa, elas são permitidas por Deus visando determinado objetivo. Essas adversidades vem com diversos livramentos ao longo delas, de modo a torná-las suportáveis, fazendo com que nosso desenvolvimento e amadurecimento seja garantido, sem que sejamos consumidos no processo.

Desse modo as promessas de Deus permanecem, Ele continua ouvindo nossas orações, continua rejeitando nossa ansiedade também, pois o cumprimento de suas promessas segue um tempo determinado, um momento certo para acontecer, mas sempre acontecem.

A Palavra de Deus jamais perde seu valor e sua eficácia.

Como exemplo de aprendizado e amadurecimento, temos a vida de José.

Veja o que seus irmãos fizeram com ele:

Gênesis 37.23-28: “23 Chegando José, seus irmãos lhe arrancaram a túnica longa, 24 agarraram-no e o jogaram no poço, que estava vazio e sem água. 25 Ao se assentarem para comer, viram ao longe uma caravana de ismaelitas que vinha de Gileade. Seus camelos estavam carregados de especiarias, bálsamo e mirra, que eles levavam para o Egito. 26 Judá disse então a seus irmãos: ‘Que ganharemos se matarmos o nosso irmão e escondermos o seu sangue? 27 Vamos vendê-lo aos ismaelitas. Não tocaremos nele, afinal é nosso irmão, é nosso próprio sangue’. E seus irmãos concordaram. 28 Quando os mercadores ismaelitas de Midiã se aproximaram, seus irmãos tiraram José do poço e o venderam por vinte peças de prata aos ismaelitas, que o levaram para o Egito”.

Depois de ser vendido como escravo pelos próprios irmãos, ele ainda acabou na cadeia de forma injusta, através de acusações falsas. Mas ao final de tudo, ele se tornou governador do Egito, o segundo homem mais poderoso no mundo conhecido daquela época.

Quando tudo terminou, José entendeu o propósito de Deus, pois ele disse o seguinte, em Gênesis 5.20: “Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem, para que hoje fosse preservada a vida de muitos”.

Quando José era jovem, ele era mimado, arrogante e egoísta. Que tipo de governante ele teria se tornado, se não tivesse sido aperfeiçoado?


A provação produz o bem?

Tiago 1.2-4: “2 Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, 3 pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. 4 E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma”.

A provação da fé dá início a um processo que gera a perseverança, pois perseverança significa esperança persistente, que gera a capacidade de nunca desistir. Essa perseverança deve ter ação completa, ou seja, devemos persistir até o final, até alcançar o objetivo desejado por Deus. O resultado disso, como já foi dito acima, é para produzir amadurecimento e integridade.

No passado os pais trabalhavam e as mães ficavam com os filhos, então havia um relacionamento bem mais próximo das mães e seus filhos e uma ligação maior dos filhos com os pais através das mães. Muitas famílias de hoje, porém, não tem esse mesmo contato entre filhos e seus pais e menos intimidade também, pois o pai e a mãe trabalham e a criação dos filhos, em via de regra, fica por conta de terceiros. Isso mina a autoridade dos pais, que para compensar a ausência tentam satisfazer todos os desejos de seus filhos, criando “reizinhos” em seus castelos. Essas crianças não são disciplinadas ou ensinadas por seus pais e, por consequência, não são preparados para a vida adulta.

Deus é um pai no modelo antigo, tradicional, verdadeiro e por querer o bem de seu filho, então o disciplina.

Apenas bastardos não são corrigidos, pois não são seus filhos.

Veja aqui em Hebreus 12.5-8: “5 E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido; 6 Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho. 7 Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? 8 Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos”.

Temos um bom pai que não dá pedra quando pedimos pão e nem serpente quando pedimos peixe, e esse amor de pai é tão grande, que também nos disciplina e nos transforma em bons filhos, boas pessoas, bons cidadãos e nos prepara para a vida, uma vida abundante.

É isso.

Graça e paz.


Christian Brito.

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