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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A Ditadura da Mídia - 1º Parte

A Ditadura da Mídia

 

1º Parte

 

O que está acontecendo?


“Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por
algum tempo; mas não consegue enganar todas
por todo o tempo." (Abraham Lincoln)



Olá, leitor amigo!

Tens curtido a liberdade que Deus te deu?

Isso é bom, né?

Ainda bem que somos livres e podemos fazer tudo o que nos dá na telha, não é mesmo?

Infelizmente, nem todos usam sua liberdade com sabedoria, afinal, há aqueles que se matam, matam outros, roubam e etc. Essas são, porém, algumas das provas que essa liberdade existe, afinal, Deus nunca impede ou interfere nessas coisas, não é?

Mas já reparaste que, mesmo assim, às vezes nos dá uma sensação estranha, como se não fôssemos livres realmente?

Mas se Deus deu a nós uma liberdade tão ampla, então qual poderia ser o problema?

Talvez seja este:

Caro leitor, gostas de festas?

Então, imagine uma festa em que tu, festivo leitor, foste convidado. Tu, então, vais a esta festa com muita alegria e satisfação, no entanto, após algum tempo nesta agradável festa, chega uma pessoa que não gosta de ti, um antigo desafeto teu.

Tu, porém, não o viste chegar, mas essa pessoa te viu e, infelizmente, porém, essa pessoa resolve fazer-te uma desagradável surpresa.

Observe: essa pessoa pega um copo com tua bebida favorita e coloca veneno dentro com a intenção de fazer que tu o bebas. Mas, obviamente, se essa pessoa fosse levar-te a bebida, tu não a aceitarias, afinal, sabes que ela é uma pessoa de má índole, certo?

Essa pessoa, então, bola outro plano: ela chama uma terceira pessoa, alguém que não sabe sobre a animosidade entre vós, ou seja, um cúmplice inocente.

Essa pessoa má pede para esse cúmplice inocente levar-te a bebida envenenada, mas pede para ele não dizer-te quem mandou a bebida, pois alegou que queria apenas te fazer uma surpresa com tua bebida favorita, só isso. Esse cúmplice inocente acredita na mentira e leva-te a bebida.

Tu aceitas o copo, bebes e morres.

Percebeste o que aconteceu?

Tu foste manipulado. Neste exemplo, tu não decidiste sobre tua vida e teu futuro, mas outra pessoa fez isso sem que tu soubesses.

Tu pensavas que eras livre e morreste acreditando nisso.

Mas, nesse caso, foi Deus quem anulou a tua liberdade?

Não, não foi, pois é Deus quem dá o livre-arbítrio. Assim, na verdade, é o próprio homem quem o tira.

Isso foi apenas um exemplo, mas tu acreditas, assustado leitor, que em tua vida, de fato, algo ou alguém poderia limitar teu livre-arbítrio? Ou o anular?

Não acreditas?

Tens certeza disso?

Realmente acreditas que não devemos temer algum tipo de manipulação?

Um amigo, que não é evangélico, cognominado Kéfren, muito sábio, disse o seguinte:

“Vou começar falando da grande conspiração capitalista contra a humanidade. Quem já leu algumas obras que falam sobre isso como "O protocolo dos sábios do Sião" (Obrigado Bruska) verá que tudo o que acontece na política mundial é cuidadosamente arquitetado e sincronizado por gente que pensa nos mínimos detalhes.
Os homens do poder, como até mesmo nosso presidente, dentro do âmbito que lhes compete, são peças num tabuleiro mundial que obedecem a movimentos absolutamente sincronizados e com intenções delineadas de domínio das massas. Documentários, filmes e reportagens sobre os "11 de setembro", "Osama Bin Laden", "Saddam Roussein", "Bento XVI", mas, nada mais do que ações engendradas para criar um apelo político mundial e justificar ações belicosas que visam abarcar a humanidade inteira, subjugando-a e a mantendo calma dentro de padrões previamente estabelecidos e previstos, de forma que enriqueçam às pessoas certas e escravizem-nas da mesma forma (...)”


Embora eu não considere o capitalismo como um problema em si e não seja um apreciador de “O protocolo dos sábios do Sião”, mas tiro o chapéu para essas colocações, pois, por outros caminhos, cheguei às mesmas conclusões. E é sobre essa manipulação que quero falar.

1. Manipulação

Imagine a seguinte situação, imanipulável leitor: e se as autoridades mundiais, inclusive nossa amada e mui querida presidente, não fossem os jogadores, mas, realmente, apenas peças em um tabuleiro mundial, onde apenas seguem regras específicas e com intenções bem definidas visando o controle das massas?

Osama Bin Laden, por exemplo, começou sua “carreira” de terrorista financiado pelos EUA. Na época, a atuação do Bin Laden era restrita ao Afeganistão e países vizinhos, pois a URSS pretendia dominar aquela região.

Com o fim da Guerra Fria, Bin Laden ficou desempregado e, por isso, voltou-se contra a mão que o alimentava (afinal precisava ter algo pra fazer).

Mas o curioso é que o Bin Laden, como a mídia nos mostra, apesar de rico, ele é desprovido de recursos tecnológicos de ponta (os aviões que colidiriam com as torres gêmeas foram roubados e não comprados ou construídos com tecnologia própria da Al-Qaeda). Todo o oriente médio, aliás (salvo Israel), é mostrado como uma região sem tecnologia e desenvolvimento, ou seja, gente atrasada.

Se o Bin Laden faz parte desse povo atrasado e, como eles, não tem acesso a recursos tecnológicos de ponta (afinal quem venderia pra ele?), então, por que a nação mais “evoluída” do mundo, principal criador e desenvolvedor das tecnologias usadas em todo o planeta, além de possuir a maior força bélica do mundo e a maior agência de inteligência mundial, não encontra o Bin Laden?

Estranho, não?

Será que velhos amigos do Bin Laden, no Pentágono, protegem seu antigo “funcionário”? Será que o Bin Laden conhece muitos “podres” de gente poderosa dentro dos EUA? Aliás, qual a garantia de que ele, de fato, saiu da folha de pagamento dos estadunidenses?

Isso, americanizado leitor, é apenas um exemplo, mas se prestares a devida atenção, assim como diz nosso amigo Kéfren, verá que, de fato, tudo parece ser “cuidadosamente arquitetado e sincronizado por gente que pensa nos mínimos detalhes”. E isso tudo pode ser visto e percebido por qualquer pessoa que ainda não esteja subjugada.

Esse terrorismo do Bin Laden, entre outros problemas, causa um grande apelo político mundial, uma “ameaça ao mundo livre”, como dizem. Então, pra eles, ações armadas são justificadas, desrespeito e intimidação à soberania de outras nações (incluindo o Brasil) também são.

E todo mundo aplaude de pé a esses “protetores” do mundo.

Mas a principal consequência disso é que a ideologia deles se torna padrão mundial, incluindo sua forma de vida, usos e costumes, seu racismo, enfim, tudo.

Desse modo tudo que eles vendem é melhor, e com isso apenas eles se enriquecem, mas todo mundo aplaude de pé a prosperidade alheia e nem percebem que a miséria de seu próprio povo é consequência direta disso.

Achas isso impossível, leitor amigo e cliente do McDonalds?

Gostas de Coca-Cola e filmes de Hollywood?

Já percebestes que tu és obrigado a conviver com o inglês diariamente, mesmo teu povo falando português?

Isso é apenas globalização?

É mesmo?

Então por que tu e teu povo nada ganham com isso?

Alguém está ganhando algo, creio que percebes isso, mas não és tu e nem a mim.

Este é o cenário mundial, isso é o que buscam as superpotências econômicas.

Falam-nos sobre liberdade, nos ensinam sobre ela, mas na verdade, colocam “coleiras” em nós.


2. Liberdade

Mas como é essa liberdade? De que modo nos “ensinam” sobre ela?

O hedonismo é imposto (e vendido) como o melhor modo de viver, como a mais autêntica expressão da liberdade.

Mas será que é mesmo?

Afinal, o que é liberdade? É fazer literalmente tudo o que dá na telha, sem se importar com consequências?

No passado, o humano primitivo, assim como os demais primatas, brigava por comida, território e fêmeas (sexo).

O homem primitivo não era civilizado, pois a civilização é criação humana e foi desenvolvida muito após o surgimento do homem na Terra. Assim, podemos observar que se não há um comportamento predominantemente racional, tipicamente humano e, portanto, civilizado, então, o comportamento será semelhante ao de um bicho (aqui essa questão do desenvolvimento humano é explicado como a causa da exagerada violência no Antigo-Testamento).

A mente das pessoas de hoje é moldada para ficar cada vez mais parecida com a mentalidade dos primeiros humanos, pois, assim como eles, basta-nos a satisfação de instintos básicos como comida e sexo, por exemplo.

Mas ainda há um agravante que não havia no passado, pois ao sexo e à comida, acrescenta-se o álcool e as drogas (dizem que isso é liberdade, mas desde quando ficar escravo das drogas, do álcool e de modismos diversos é liberdade?).

A vida de hoje é carente de sentido e estimulada à autodestruição.

A suposta liberdade de hoje nos torna cada vez mais semelhantes a um bicho, ou seja, escravo de instintos e desejos, sem controle. Além disso, a ideia de viver apenas o aqui e agora significa a ausência total de responsabilidades ou qualquer noção de consequências, assim como um animal.

Diante disso, podemos conjecturar que o desenvolvimento tecnológico pode ser usado como uma forma de alienação e doutrinamento? Embora, em sua origem, a tecnologia não tenha sido criada com esse objetivo e sempre nos será útil e fundamental para nosso desenvolvimento, mas hoje, podemos considerar que existe a manipulação como finalidade, também?

Uma observação interessante que o Kéfren fez é que hoje um sul americano médio vive melhor do que os Reis da Renascença e todos os anteriores, pois temos esgoto, energia elétrica, máquinas que dinamizam o trabalho, celulares, computadores, TVs de LCD e similares, relógios, rádios, aparelhos de som, MP4, implantes de silicone, botox, cirurgias, transplantes e etc. Coisas que ultrapassam o limite da necessidade muitas vezes.

Por isso temos essa ilusão de bem estar, contentamento e satisfação.

São coisas úteis? O conforto é pecado? Não, com certeza não é pecado. Não é esse o problema, necessariamente.

Mas, globalizado leitor, o que é o mundo para ti?

Seria um imenso supermercado feito para satisfazer-te? Algo que enche teus olhos mas não te dão o dinheiro para comprar, tornado-o igual ao sedento que tem um copo de água bem próximo, mas fora de seu alcance?

Um paraíso lindo que o ilude fazendo-te pensar que fazes parte dele?

Assim, toda a tua atenção é tomada e mais nada há no mundo que te interesse, não é?

Assististe ao filme “A Ilha” com Ewan McGregor e Scarlett Johansson?

Pois é, nós também queremos ser sorteados para “A Ilha”, por isso, nos enquadramos dentro de qualquer sistema e NUNCA o questionamos.

O prazer por si só já é a razão de viver.

Assim, o que de fato tem importância não nos interessa mais. Afinal, tua mente (e a minha) não pensa em outra coisa, pois queremos consumir, queremos satisfação, queremos prazer e faríamos qualquer coisa para conseguirmos isso, não é? Por isso, acreditamos que tudo o que a TV e a internet mostram é verdadeiro.

Acreditamos que o “sorteio” para a Ilha é real.

Comportamento social alienado é o que temos, essa é a principal consequência disso tudo.


3. BBB

Há uma casta superior que lucra com esses excessos, pois tudo o que é decadente, como drogas, sexo irresponsável e alienação lhes é interessante.

Há uma minoria pensante (branca e de olhos azuis) interessada nisso tudo. Afinal, vincular e estabelecer uma forma de dependência entre subsistência humana e luxúria é uma tacada de mestre. O resultado será (e já é) uma redução à uma existência débil e inútil, tornando-nos serviçais sem direitos iguais aos nossos “donos”. O liberação das drogas para uso desses “animais de carga” é apenas uma questão tempo.

Diante desse cenário, caso alguém queira implantar algum tipo de controle na população, o modo descrito até aqui é o mais eficiente para fazer isso, pois, se tentassem algum outro modo, como implantar um novo sistema político/econômico na marra, por exemplo, então, correriam o risco de revolução ou guerra civil. Assim, esvaziar a mente das pessoas, deixando-as sempre no estado de adolescência ou infantilidade perpétua (ou no estado animal, como foi dito) é uma tacada certeira, sem dúvida.

Mas talvez tu digas, incrédulo leitor: “mas isso nunca vai acontecer, nada há em nossos dias que se assemelhe a isso”.

Caro leitor, meu Brother, basta olhar os BBBs, por exemplo. O que se vê? Vemos adultos comportando-se como crianças ou no máximo como adolescentes, mentes vazias e subdesenvolvidas em corpos sarados, e, pasme, todo mundo se identifica com eles e os imitam, pois a mentalidade vazia não é exclusividade deles, mas compartilhada com dezenas de milhões de telespectadores no Brasil.

No Yahoo!Respostas podemos ver um debate interessante sobre o BBB e essa questão sobre "mente infantil" bem aqui , já aqui temos a opinião de Luiz Fernando Veríssimo sobre o BBB e abaixo a ironia do Pedro Bial em relação aos telespectadores do BBB, seu próprio público.



Assim, podemos deduzir que aprendemos, somos ensinados, doutrinados e estimulados a viver sem preocupações, sem responsabilidades, sem medo de consequências e apenas buscando satisfazer desejos, procurando atingir a satisfação plena a qualquer custo e de qualquer modo, como se fosse um bicho com fome ou no cio, como se não precisássemos mais do cérebro que possuímos.

Conhecimento é poder, dizia Freud.

Não temos mais poder algum.

Mas talvez tu digas: “nunca tivemos tanto acesso a informação como hoje.”

De fato, informado leitor, informação é a chave.

Mas quem é que nos informa? Heim?

4. Mídia Brasileira

Talvez tu, televisivo leitor, penses: “Acredito que não há manipulação alguma, afinal, as novelas na TV nos mostram a realidade do Brasil com o fim de alertar-nos e informar-nos, não é? Os noticiários são confiáveis e as notícias não são editadas para transmitir uma suposta verdade”.

Mas, simplório leitor, a mídia é tão confiável assim? Já reparaste que, aparentemente, caminhamos para uma padronização de pensamentos, ideias e valores?

Longe de mim criticar a Globo, afinal, que mal faz? Apenas divertem nosso povo sofrido, ignorante e alienado, não é? Mas já reparaste que nas novelas da Globo ninguém é honesto? Nem os mocinhos são?

Estranho, né?

Já reparaste que qualquer novo "tabu" que é quebrado, são as novelas que “quebram” primeiro, depois a sociedade adota? Também percebeste que qualquer nova polêmica que aparece, primeiro surge nas novelas ou BBBs, depois a sociedade adota?

Nada contra as “quebras” de tabu, mas não deveria a sociedade fazer isso por si mesma, ao invés de ser direcionada por alguém?


Esse alguém não demonstra poder demais ao fazer isso? Afinal, nós não pensamos mais com as nossas cabeças, mas com a cabeça deles, não é?

Os valores antigos estão sendo sistematicamente destruídos e substituídos por valores novos, mas não és tu, quem, livremente, está fazendo isso.

Concordo que a sociedade deve evoluir, mas é correto que essa “evolução” seja assistida e direcionada por uma “entidade” midiática? E que tudo fique de acordo com o que “essa” entidade considere certo ou errado?

O Dunga participou da Copa de 1990, foi considerado um dos responsáveis pela participação vergonhosa de nossa seleção naquela época (embora, pra mim, o técnico Lazaroni foi o grande culpado). Aquela, como a imprensa diz, foi a era Dunga.

Desde então, ele vem sido criticado sistematicamente nestes últimos 20 anos, entretanto, ele tem rebatido e reagido frente a essa perseguição da mídia. Não se rebaixou e não se deixou dominar, logo, se tornou o vilão pra tudo.

Dunga foi o capitão do tetra em 1994. Romário, Bebeto, Branco (entre outros) são e foram heróis do tetra, menos o Dunga.

Agora, como técnico na última Copa, ele ganhou a Copa América, a Copa das Confederações e classificou o Brasil em 1º lugar nas eliminatórias e com 3 rodadas de antecedência.

Mas continuou sendo xingado, ridicularizado e etc., como se nada tivesse feito.

É evidente que ele odeia a imprensa (e não esconde isso) e a imprensa também o odeia (mas disfarça). E é graças a imprensa que grande parte do povo brasileiro está contra ele.

A mídia destrói quem a desafia, o Brasil inteiro está contra o Dunga, porque a mídia quis assim.

Na época da ditadura a liberdade de expressão era vigiada e o povo manipulado. Hoje a liberdade de expressão continua vigiada e o povo continua manipulado, mas é a própria mídia quem faz isso.

Foi a mídia que escolheu o Collor como presidente, não lembras?

Muita gente ganhou com a derrota do Brasil na Copa. Os manipuladores são os principais, aqueles que detêm a patente da mente do povo brasileiro são os mais interessados nisso.

O Dunga perdeu e a mídia venceu.

Mas, talvez tu, zangado leitor, digas: “mas tu estás propondo a censura?”

Não, incensurável leitor! Jamais faria isso, muito pelo contrário, apenas defendo a liberdade de informação que a mídia atual nos tira, só isso.

A censura ocorre, de fato, quando a imprensa é controlada pelo governo e proibida de mostrar os diversos males da nação ao povo, as politicagens do governo, desonestidades diversas praticadas por empresários ou pela própria mídia e etc, enfim, controle ESTATAL.

Era assim na época da Ditadura Militar.

Nisso, obviamente, não inclui controle de programação por faixa etária na TV. Isso não é censura, mas consenso internacional para proteger as crianças (pelo menos isso).

Assim, como não há controle estatal nas informações transmitidas, então, a informação deveria ser totalmente livre.

Mas não é assim.

Os casos do Dunga e do Collor são bons exemplos que demonstram isso.

A mídia corporativista defende interesses e se auto protege. A sociedade deveria ter acesso e controle sobre a informação, caso tivesse educação e instrução adequada, então poderia fazer isso, mas sabemos que nada disso existe.

Tudo acontece milimetricamente planejado para favorecer o estado atual das coisas.

Como falamos no início, a alienação é o objetivo final e a ignorância do povo (ensino decadente) e os BBBs da vida garantem isso.

Mentes vazias é o que temos e, como minha mãe sempre dizia: “mente vazia é oficina do diabo”.

Nem no governo podemos confiar, já ouviste sobre um novo conceito chamado “Desconstrução da Heteronormatividade”? Não? É um princípio desenvolvido pela ONU, cuja implantação no Brasil teve início no governo Lula e terá continuidade no governo Dilma (se quiser saber o que é isso, dê uma olhadinha aqui, por favor).

Mas talvez, curioso leitor, tu perguntes: “o que mais pode acontecer como consequência dessa mentalidade vazia?”.

Por favor, acompanhe as próximas postagens aqui no blog e verás isso. Futuramente falaremos um pouco mais sobre cada assunto abordado nesta pequena introdução.

É isso.

Abraços.

Christian Brito.


sábado, 12 de fevereiro de 2011

Você, amigo, tem valor.




- Professor, eu me sinto um inútil. Não tenho força alguma. Dizem-me que não sirvo para nada... Que sou lerdo... Um completo idiota. Ajude-me, por favor.

Quando o jovem já ia saindo, o professor lhe propôs: - Bem, se você me ajudasse, eu poderia resolver o meu problema mais rápido, daí a gente poderia conversar...

- C... Claro, professor, gaguejou o jovem, bastante inseguro.

O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e disse ao garoto: - Monte meu cavalo e vá até o mercado vender este anel. Preciso pagar uma dívida, mas, por favor, não o venda por menos que uma moeda de ouro. Vá correndo e volte o mais rápido que puder.

Mal chegou ao mercado, o jovem começou a oferecê-lo a todos que encontrava. Eles olhavam com algum interesse, mas, quando o jovem dizia quanto pretendia pelo anel, eles riam, volviam-lhe as costas, ignoravam-no. Somente um velhinho, vendo o sofrimento do rapaz, foi simpático com ele, e lhe explicou que uma moeda de ouro era muito dinheiro por aquele anel.

Um outro, tentando ajudar, chegou a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem, seguindo as orientações do seu professor, recusou a oferta.

Abatido pelo fracasso, montou novamente o cavalo e, muito triste, voltou para a casa do professor. Chegou mesmo a desejar ter uma moeda de ouro e comprar aquele anel, mesmo que não valesse tanto, somente para ajudar seu mestre.

Ao entrar na casa, relatou: - Professor, sinto muito, não consegui vender o anel. É impossível conseguir o que o senhor está pedindo por ele. Talvez eu possa conseguir duas ou três moedas de prata, mas, não mais que isso. Não podemos enganar ninguém sobre o valor deste anel.

- Você tem razão, meu amigo. Antes de tentar vender o anel, deveríamos, primeiro, saber seu real valor. Não queremos enganar ninguém, nem ser enganado, não é mesmo? Por favor, faça-me mais uma coisa: Monte novamente o cavalo e vá até o joalheiro; quem melhor do que ele para saber o valor deste anel? Diga-lhe que eu quero vendê-lo e pergunte quanto ele pode ofertar, mas, atenção meu amigo, não importa o quanto ele ofereça, não venda o anel ao joalheiro. Apenas pergunte o valor do anel e o traga de volta.

Ainda tentando ajudar seu professor, o jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro, então, lhe disse: - Diga ao professor que, se ele tem pressa em vender o anel, não posso lhe dar mais do que oito moedas de ouro...

- Oito????? Perguntou o jovem.

- Sim, replicou o joalheiro, posso chegar a lhe oferecer até 10 moedas, mas, só se ele não tiver pressa.

O jovem, emocionado, correu até a casa do professor e contou-lhe tudo. – oito moedas de ouro, uau! – exclamou o professor, e rindo, zombou: - Aqueles homens no mercado deixaram de fazer um bom negócio, não é mesmo? – Sim, professor, concordou o menino, todo empolgado.

- Então, professor, perguntou o menino, o senhor vai vender o anel por oito ou por dez moedas?

– Não vou vendê-lo, respondeu ele, fiz isso apenas para que você entenda uma coisa:

- Você, meu jovem, é como esse anel: uma joia valiosa e única. Mas, somente pessoas sábias podem avaliar seu real valor. Ou você pensava que qualquer um poderia avaliá-lo corretamente? Não! Não importa o que digam de você, o que importa é o seu real valor.

E, dizendo isso, colocou seu anel de volta no dedo.

- Todos nós somos como esta joia: únicos e valiosos.

Infelizmente, passamos a vida andando por todos os mercados da vida, barateando nosso próprio valor, pretendendo que pessoas mal preparadas nos valorizem. Ninguém deveria ter a força de nos fazer sentir inferior, sem o nosso consentimento.

Cada um de nós é especial, pois foi Deus quem nos fez.


Dr. Light


Você faz parte de um círculo de amor?



Ele quase não viu a senhora com o carro parado no acostamento, mas percebeu que ela precisava de ajuda. Assim, parou o seu carro e se aproximou.

Mesmo com o sorriso que ele estampava na face, ela ficou preocupada. Ninguém tinha parado para ajudar durante a última hora.

Ele pode ver que ela estava com muito medo e disse: “Eu estou aqui para ajudar madame. Por que não espera no carro? A propósito, meu nome é Cristiano".

Bem, tudo o que ela tinha era um pneu furado, mas, para uma senhora, era ruim o bastante.

Bryan abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro. Logo ele já estava trocando o pneu. Mas, ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos.

Enquanto ele apertava as porcas da roda ela abriu a janela e começou a conversar com ele. Contou que era de Sumaré (interior de São Paulo) e só estava de passagem por ali. Disse que não sabia como agradecer pela preciosa ajuda.

Cristiano apenas sorriu, enquanto se levantava.

Ela perguntou quanto devia. Já tinha imaginado todas as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Cristiano não tivesse parado.

Cristiano não pensava em dinheiro. Aquilo não era um trabalho para ele. Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade. Este era seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outro modo. Ele respondeu:

“Se realmente quiser me reembolsar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê para aquela pessoa a ajuda de que ela precisa”. E acrescentou: “... e pense em mim”. Ele esperou até que ela saísse com o carro e também se foi.

Tinha sido um dia frio e deprimido, mas ele se sentia bem, indo para casa, desaparecendo no crepúsculo.

Algumas milhas abaixo a senhora encontrou um pequeno restaurante. Ela entrou para comer alguma coisa. Era um restaurante bem simples. A cena seguinte pareceu estranha para ela.

A garçonete veio até ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para que pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce sorriso. Um sorriso que, mesmo depois de um dia inteiro de trabalho com os pés doendo, não pode apagar.

A senhora notou que a garçonete estava com quase oito meses de gravidez, mas ela não deixou a tensão e as dores mudarem sua atitude.

A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco na vida podia tratar tão bem a um estranho. Então se lembrou de Cristiano.

Depois que terminou a refeição, enquanto a garçonete buscava troco para a nota de cem reais, a senhora se retirou. Já tinha partido, quando a garçonete voltou. A garçonete ainda queria saber onde a senhora poderia ter ido quando notou algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha mais quatro notas de cem reais.

Havia lágrimas em seus olhos quando leu o que a senhora havia escrito.

Dizia: “Alguém me ajudou uma vez e da mesma forma eu a estou ajudando. Se você realmente quiser me reembolsar, não deixe este círculo de amor terminar em você”.

Bem. Havia mesas para limpar, açucareiros para encher e pessoas para servir. Aquela noite, quando foi para casa e deitou-se na cama, ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixara escrito.

Como pode aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disto?

Com o bebê para o próximo mês, como estava difícil. Ela virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou:

“Tudo ficará bem, meu amor. Eu te amo Cristiano”.


Dr. Light


Vale a pena ser gentil?



Muitas pessoas falam de moralidade, virtude e bondade, mas são raras as que praticam essas qualidades no dia-a-dia, com as pessoas com as quais convivem.

Seus olhares geralmente estão voltados para o todo, para a comunidade, mas se esquecem de que o todo é formado pelos indivíduos.

Para que se possa efetivamente aumentar o bem-estar geral, é preciso iniciar por praticar virtudes como a de responder gentilmente a um familiar ou colega de trabalho, no momento em que este solicita.

Quem não dá importância aos detalhes, não terá êxito nas grandes coisas, pois as coisas grandiosas são compostas pelas pequeninas.

Pensando assim, chegaremos à conclusão de que detalhes não existem de fato.

O que nos parece um detalhe é a parte mais importante, e a que realmente faz a diferença.

É inegável que a vida se torna mais leve quando somos tratados com pequenos gestos de gentileza, cortesia e atenção.

Ainda que possam parecer insignificantes as ações benevolentes provocam um efeito semelhante ao que ocorre quando jogamos uma pedra num lago.

Pequenas ondulações surgem e vão se espalhando pela superfície líquida. Assim também os pequenos gestos de bondade provocam ondulações no caráter de quem os recebe.

Essas atitudes têm um grande poder de transformação, pois quem as experimenta se deixa penetrar pelas vibrações agradáveis e tende a repeti-las com as outras pessoas.

Por isso, devemos nos importar com o bem geral, começando por promover a nossa melhoria íntima, nos mínimos detalhes.

Observando as ações no dia-a-dia e se questionando sempre: "Esta minha atitude está contribuindo para que eu me transforme no tipo de pessoa que desejo ser?”

Minha maneira de agir com as pessoas que cruzam o meu caminho está contribuindo para o bem-estar geral?"

Um único minuto de atenção que damos a alguém pode significar muito para o bem geral.

Da mesma forma, uma palavra áspera, a indiferença diante da dor de alguém e a falta de atenção podem gerar dissabor em grande escala.

Por todas essas razões, se você deseja construir um mundo melhor comece a prestar atenção nos detalhes.

Olhe para dentro de cada coração e descubra ali os valores existentes e use-os para gerar harmonia e bem-estar.

Um indivíduo que se sente feliz e valorizado, será, certamente, mais um aliado seu para melhorar o mundo.

Um aliado que irá, tanto quanto você, vislumbrar o imenso horizonte a ser conquistado, a ser cultivado com as flores da amizade, do respeito e da bondade.

Quando prestamos atenção nos detalhes e aproveitamos cada oportunidade para fazer o bem, estamos construindo o bem comum.

Agindo assim chegaremos à essência da vida. E a essência da vida é o amor. Não um amor geral, destituído de significado, mas um amor ativo, criativo e atencioso nos mínimos detalhes.

Todas as pessoas que fizeram e fazem a diferença no mundo, cuidaram dos detalhes.

Um olhar de ternura, uma resposta gentil, um pequeno favor, a atenção aos que são desprezados pela maioria, são qualidades das pessoas de bem.


Milton Fernandes



domingo, 6 de fevereiro de 2011

Amor em qualquer língua.


"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.

Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, mas não tiver amor, nada serei.

Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me valerá.

O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.

Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.

O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará.

Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos;
quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.

Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.

Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido.

Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor."


Paulo de Tarso, apóstolo de Cristo.




sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Deus não quer nossas boas obras.

 

Olá, leitor amigo!

Se estás aqui novamente, então estamos mesmo nos tornando amigos.

Isto é bom, não é?

Creio que já ouvistes muito sobre a importância das boas obras, de fato, são muito importantes, afinal, o que seria do mundo se não houvesse mais bondade, compaixão, afeto e amor?

Entretanto, amoroso leitor, muitos atribuem à caridade critérios que não lhe pertencem, como a salvação da alma, por exemplo.

Quando alguém faz o bem visando receber algo em troca, então foi feito o bem, de fato? Por exemplo, quando alguém dá de comer ao necessitado ou fala do amor de Deus a alguém, mas esperando receber bênçãos de Deus ou a sua salvação como recompensa. Houve sinceridade no coração dessa pessoa? Ou fez tudo por interesse pensando, na verdade, apenas em si mesmo?

Amigo e caridoso leitor, essa tipo de ajuda é válida?

Acredito que olhando pelo ponto de vista assistencial, sim, é uma ajuda válida, afinal, dentro da perspectiva do necessitado, ele está sendo ajudado.

Mas, e pelo ponto de vista moral ou ético?

Será que se eu fosse uma celebridade famosa e fizesse uma doação expressiva apenas com o objetivo de ganhar os holofotes, isso seria eticamente ou moralmente válido?

Uma pessoa que age desse modo pode ser considerada realmente uma “boa pessoa”?

O instituto Ayrton Senna foi fundado como consequência das vultosas quantias doadas pelo Senna ao longo de sua vida (fez isso por anos), mas a mídia não sabia, não havia holofotes sobre sua ajuda aos necessitados. Isso tudo veio à tona apenas após sua morte.

Creio que Senna fez o bem pelo ponto de vista ético e moral também.

Mas pelo ponto de vista espiritual, isso salvaria (ou salvou) sua alma?

(Não sou Deus, por isso, não posso dizer se ele foi salvo ou não, mas, pessoalmente, acredito que foi, pois ele não era apenas um homem bom, mas um homem de fé também, em sua lápide está escrito: “nada pode me separar do amor de Deus”.)

Se Senna acreditava em Deus e também compreendia o seu amor, pela própria Bíblia, é possível que tenha conhecido a Jesus Cristo também.

E é sobre isso que quero falar: amor e fé.

Mas o que são boas obras afinal de contas?

Entende-se como boas obras quando se ajudam aos necessitados ou quando se cumprem obrigações religiosas (frequentar igreja, dízimos, evangelismo e etc.).

Muitos creem que é assim que ganhamos pontos com Deus.

Também pensas assim, caridoso leitor?

Mas tenho uma dúvida, tu sabes como Deus vê nossas boas obras?

Observe:

Nosso sol está neste quadradinho.
Deus criou a terra, definiu seu tamanho e sua circunferência. Criou o universo inteiro.

Tem o controle da morte e é o criador da vida e do tempo.

Esse é Deus e essas são suas obras.

Sinceramente, amigo leitor, por que ele daria valor às nossas obras? Pois não importa o que tivermos feito, que repercussão isso teria no universo?

Diante disso, é justo e coerente exigirmos pagamento pelo que fazemos se pra Deus tudo o que fizermos é insignificante?

Nossa ideia de justiça pode refletir a justiça de Deus, por exemplo?

Observe o que Romanos 3.10-12 diz: "Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, NÃO HÁ NEM UM SÓ".

Nossa justiça e suposta bondade, decepcionado leitor, é útil apenas a nós mesmos.

Talvez tu penses: “como ser salvo então? Como merecer a salvação?”.

Indagações pertinentes, sem dúvida, afinal se Deus nos ama, então é esperado que ele nos mostre como conseguir a salvação.

Podemos refletir juntos?

Cada um de nós, preocupado leitor, tem sua própria definição de certo e errado, né? Isto é, cada um de nós considera-se melhor do que os outros, por isso, raramente admitimos nossos deslizes e com facilidade e frequência culpamos a outros (quem nunca fez isso?).

Nossa visão pessoal de certo e errado é sempre a nosso favor e nossas obras são sempre as melhores, se não temos obras, então sempre apontamos pra alguém e dizemos: “esse aí é pior que eu”. Dessa forma nos justificamos e fica tudo bem. Obviamente, acumular pontos com Deus a partir de nossa natureza imperfeita é impossível.

A conclusão que podemos tirar até aqui é que nossas obras, de fato, não podem nos salvar, pois Deus não precisa delas, mas nós precisamos de sua salvação.

Pois é, tu perguntas, então como fica?

Não é complicado, observe:

Romanos 4.1-3 diz: “Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas NÃO diante de Deus. Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e ISSO lhe foi imputado como justiça.”

Ficou claro?

É a fé que salva.

Hebreus 11.6 diz: “Ora, sem fé é IMPOSSÍVEL agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”

Deus nos ama e sabe que não somos perfeitos, então por que complicar se é possível simplificar?

O conceito é simples e biblicamente inquestionável, observe:

Romanos 4.4-8 diz: “Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a DÍVIDA. Mas, àquele que NÃO pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a SUA FÉ lhe é imputada como justiça. Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça SEM as obras, dizendo: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos. Bem-aventurado o homem a quem O SENHOR não imputa o pecado”.

É pela fé que somos justificados diante de Deus. É ele mesmo que nos declara justos.

Então, as obras são inúteis pra salvação?

Sim, meu surpreso leitor! Pois se as obras fossem um critério pra salvação, então a salvação seria uma espécie de pagamento por uma dívida, mas, sendo Deus quem é, como seria possível ele nos dever algo?

Jamais seremos credores de Deus.

Creio que sei o que estás pensando: “pra que boas obras, então? Qual motivação para fazer o bem?”.

Vimos que não adianta fazer obras com o interesse em ser salvo, não se faz barganha com Deus. A nossa motivação deve ser o amor e somente o amor.

Talvez tu penses: “amor? O que eu ganho com isso?”.

Muita coisa, entristecido leitor.

Como tu achas que se sente uma pessoa pra quem tu dás o devido valor? Como tu achas que se sente uma criança faminta quando lhe dás o que comer? Ela não estará grata apenas pelo alimento, mas pela tua atenção também. Como tu achas que teu filho se sente quando tu dizes que o ama? Ou quando dizes isso também a teu pai, tua mãe ou tua esposa?

Apenas uma demonstração de amor, muitas vezes, pode salvar quem já desistiu de viver. A comida trás cura para o corpo, mas o amor trás cura pra alma.

Vale a pena ver alguém feliz quando lhe fazemos o bem, não é? Também nos sentimos felizes com isso.

Essa recompensa não é suficiente? Ser bom não vale a pena?

Observe o que diz I Coríntios 13.5: “[o amor] Não se porta com indecência, NÃO BUSCA OS SEUS INTERESSES, não se irrita, não suspeita mal”.

Isso é amor.

Assim, se amarmos sem esperarmos NADA em troca, então esse amor será verdadeiramente genuíno. É esse amor que Deus quer, pois é esse o amor que ele sente por ti, amado leitor.

Talvez tu perguntes: “mas como desenvolver esse amor?”.

Uma forma garantida de adquirir amor é através da fé e é, aliás, através da fé que conseguimos todo o resto também, inclusive a salvação.

Romanos 5.5 diz: “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações PELO ESPÍRITO SANTO que nos foi dado.”

Confuso leitor, é pela fé que recebemos o Espírito-Santo, logo, é pela fé que o amor de Deus é derramado em nossos corações.

O que concluímos disso?

Se existe fé, então EXISTE salvação, pois nos é dado o Espírito-Santo. Com a salvação (garantida pela presença do Espírito-Santo), o amor de Deus é derramando em nossos corações.

Mas e as obras?

Existindo amor, automaticamente, existem boas obras, pois não existe indiferença em um coração que sabe amar. Assim, quem ama não mata, não sente inveja, não rouba, importa-se com o próximo e etc.

Quem ama cumpre as leis de Deus de forma natural, mesmo sem conhecê-las, e não o faz por obrigação, interesse ou medo do inferno. Logo, se na vida do crente não houver obras de amor e sem interesse é porque não houve fé no começo de sua caminhada, pois as obras são consequências da fé, pois o amor surge após a fé, assim, a fé sem obras é morta. 

Jesus disse: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como EU vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto conhecerão TODOS que sois meus discípulos: se tiverdes AMOR uns aos outros”. João 13.34-35. 

A capacidade de amar é a nossa MARCA como cristãos, é o que nos dá identidade. Assim, nós que somos discípulos de Cristo, anunciamos a salvação e fazemos o bem de graça, sem interesses e guiados pelo amor de Cristo. Foi essa a mensagem dele e foi isso que ele fez (e faz) também.

As obras não são importantes para a salvação, mas as obras de amor são a prova de que a salvação já ocorreu.

Christian Brito