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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Violência na Bíblia.





Olá, leitor!

Tudo bem?

Hoje não teremos postagem do Yahoo!Respostas e nem diálogo filosófico entre Leitor e Pensador, mas algumas dúvidas que um irmão em Cristo enviou-me por e-mail. Resolvi publicar suas questões, pois são, a meu ver, pertinentes ao nosso tempo e podem, ainda, esclarecer a outros que talvez compartilhem dessas mesmas dúvidas.

Estou publicando nossas conversa com a devida autorização, mas o irmão preferiu ficar anônimo.

Eis as questões:

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Olá, Christian!

Nestes dias estava muito perturbado, sou Cristão, mas há pontos na Bíblia que não consigo entender, mas ao ler seu texto (Deus também matou?), ajudou-me e esclareceu muita coisa, mas ainda há pontos que não consigo compreender, como por exemplo: quando Moisés mandou os Levitas matarem seus próprios irmãos por terem adorado o bezerro de ouro, por que tiveram q pagar com a vida? Imagina uma situação dessas hoje? Ou então ter que matar uma pessoa ou até mesmo um parente a pedradas por ter apanhado lenha no sábado? Por que tanta violência? E as 42 crianças que foram despedaçadas pelas ursas por terem chamado o profeta Elizeu de Calvo?

Quando leio o Antigo Testamento fico chocado com tanta violência entre homens e também animais.

Outro ponto que não consigo entender é com relação aos sacrifícios de animais, até entendo que aquele pobre e inocente animal estava pagando pelo pecado de um homem para que talvez assim fazer o homem refletir e não mais cometer um pecado, mas vejamos em Genesis 4, Deus se agradou mais da oferta de Abel que era a gordura de um animal do que a de Cain que era fruto da terra, sendo que até então aquela oferta não era para pagar nenhum pegado, nem mesmo existia Lei, mas era somente uma oferta e Deus se agradou. Não tolero violência contra os animais, gostaria de saber por que Deus se agradava com holocaustos, sacrifícios de animais etc.

Não é criação dele mesmo?

Grato!

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Olá, irmão!

Obrigado pela leitura do texto e pela confiança em tirar algumas dúvidas comigo, espero estar à altura dela.

Você leu o texto “Deus também matou”, né? Então, vai ficar mais fácil explicar.

Imagine uma pessoa que nunca viu computador na vida. Como você ensinaria Excel pra ela? Você estaria falando grego, certo? Mas e pra uma pessoa que já conhece computador, internet, Word e etc.? Seria bem mais fácil, não é?

Pra uma pessoa que nada entende de determinado assunto, não adianta explicar o porquê das coisas, você apenas diz o que ela deve fazer e só. O mesmo é com uma criança pequena que quer brincar com uma faca, por exemplo. Não adianta explicar pra uma criança de três anos que faca é perigosa, certo? Você apenas tira a faca da mão dela e dá uma bronca. Ela passa a obedecê-lo por causa da bronca, mesmo sem entender o que acontece.

Com o povo do Antigo Testamento era a mesma coisa.

Nos tempos de Moisés, como ficou claro no texto “Deus também matou?”, o povo NADA sabia sobre tudo, nem Deus conheciam direito, a revelação de Deus havia acabado de começar e eram um povo primitivo e bruto também (idade do bronze).

Como Deus poderia explicar conceitos complexos para um povo assim? E qual a garantia de que obedeceriam sem que houvesse uma bronca junto?

Nós muitas vezes olhamos para o passado de acordo com o contexto em que vivemos hoje e a partir de conhecimentos que adquirimos hoje também e pensamos que o povo daquele tempo era igual a nós. Mas não eram, eram MUITO diferentes.

Já ouviu falar que tomate podre apodrece todos os outros tomates na caixa? Pois bem, ao povo de Israel foi dada a revelação de Deus, eles eram o povo escolhido para esta missão até que a mensagem de Deus chegasse a Cristo e se completasse com ele, por isso, esse povo não poderia se corromper e nem desviar do caminho. Se aqueles que pecaram permanecessem no meio deles, então TODOS se corromperiam, fato. E não havia como explicar as implicações espirituais disso e muito menos sobre a salvação da humanidade através de Cristo e etc. Esse é um conhecimento que nós possuímos, mas eles, não. Então, entre perder todo o povo e perder alguns para que o resto fosse salvo, Deus preferiu perder alguns, pois era a única alternativa viável naquele contexto.

Sobre o sábado é a mesma coisa, pois a guarda do sábado fazia parte da lei de Moisés e era a Lei que os mantinha vivos (sem se destruírem) e com Deus. A maior parte das Leis era obedecida apenas por medo, o povo nem sequer sabia o motivo delas. Para você ter uma ideia, eles tinham que defecar fora do acampamento e ainda eram obrigados a enterrar as fezes após defecar. Hoje sabemos que isso é saneamento básico, mas eles não tinham a menor ideia da razão de uma lei como essa, eles não conheciam micróbios e etc.

A Lei é útil pra quem precisa dela. E eles precisavam.

O rigor de Deus, apesar de parecer excessivo, era o único meio de manter o povo na linha para a salvação deles mesmos.

Para entender melhor essa questão de Lei, sugiro dar uma olhadinha aqui. O texto é um pouco longo, mas vale a pena.

Em relação a Elizeu e aos catorze rapazes, vale o mesmo princípio.

Já ouviu a frase: “Se Deus sangrar, quem vai crer nele?”.

Elizeu era a voz de Deus no meio do povo, por isso tinha que ser respeitado e não foram apenas 2, 3 ou 4 crianças que o provocaram, mas foram 42 rapazes (nearim hetanim) que o provocaram.

Não eram crianças, mas uma grande quantidade de rapazes.

Então vemos que era séria a coisa e não simples provocação, algo mais havia, com certeza. Eles sabiam que Elizeu era profeta, mas o rejeitaram e morreram por transgredir a Lei de Moisés e colocaram à prova a escolha de Deus para a continuidade do Espírito de Elias sobre a terra.

Em relação aos animais, Deus apenas deixa claro que existe uma diferença entre eles e nós. Jesus morreu apenas por nós e apenas nós somos a imagem e semelhança do Altíssimo. O cordeiro sacrificado também servia de alimento para os sacerdotes e levitas, pois não é pecado comer carne. O sacrifício simbolizava a nossa morte. O pecado devia nos matar, pois o pecador merece apenas a morte. O cordeiro, então, simbolicamente morria no lugar daquele que o ofertava, entende?

Jesus foi o cordeiro de Deus e, assim como o cordeiro da Lei de Moisés, Jesus também morreu em nosso lugar. Graças a isso é que temos a vida eterna.

O sacrifício de Abel tinha o mesmo significado do sacrifício previsto na Lei, por isso Deus aprovou. Abel ofereceu o cordeiro como se fosse ele mesmo. Ele admitiu que era pecador e que precisava da misericórdia do Senhor. Não foi o caso de Caim, por exemplo. E a prova acerca do coração maligno dele foi o fato de ter matado o próprio irmão e de não ter se arrependido disso.

Deus não tolera a crueldade contra animais, veja o que diz a Bíblia:

“O justo tem consideração pela vida dos seus animais, mas as afeições dos ímpios são cruéis.”. Pv 12.10.

Mas ele dá preferência a nós, pois somos filhos dele, feitos a sua imagem e semelhança.

É isso.

Espero ter ajudado.

Abraços,

Graça e paz.

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Olá Christian, Oh! Como estou me sentindo melhor agora e feliz, minha fé voltou, tenha certeza que verdadeiramente Deus esta em sua vida e a guia do Espírito-Santo está sobre ti, dou Graças a Deus por sua mensagem ter chegado até a mim, percebi que vc está pronto em ajudar as pessoas, vou acompanhar seu blog a partir de hoje e sinto, sim, confiança em tirar dúvidas com vc e, se não se importar, vou tirar outras dúvidas com relação á Bíblia, pois minha mente pequena me impossibilita de encontrar as respostas.

Com relação ao assunto abordado, eu muitas vezes me perguntava o porquê de tanta violência, guerras e crueldade na Bíblia me levando muitas vezes a desacreditar, vejo q isto é motivo de escape para muitos, muitos são os ateus por acreditarem q a Bíblia apresenta um Deus sanguinário, cruel e vingativo por não compreenderem e também não darem espaço para compreender, mas hoje estou chegando a seguinte conclusão (me corrija se tiver errado): que Deus trata com o homem de forma progressiva, ou seja, de acordo com a época, cultura e entendimento. No Antigo Testamento não poderia ser diferente, hoje temos um mundo civilizado, temos as nações, mas não podemos esquecer que estas nações foram conquistadas através de guerras no passado. Com Israel não poderia ser diferente, pois o homem, assim como nos animais, buscava comida, espaço e proteção. Deus estava lidando com um homem primitivo e que jamais entenderia sobre espiritualidade, mas no tempo certo enviou seu filho que disse que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade.

"Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual" 1 Cor 15:46.

A Paz esteja contigo.

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Olá, irmão!

Vejo que compreendeu e fico feliz em saber que sua fé foi renovada. Glória a Deus!

Fico a disposição.

Abraços,

Graça e paz!


Christian Brito.


 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Salmo 121



Olá, leitores!

Já ouviram música em hebraico?

Pra quem não sabe, hebraico é a língua original do Antigo Testamento.

Que tal ouvir o Salmo 121?





SALMO 121

1 [cântico dos degraus] Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro.

2 O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra.

3 Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará.

4 Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel.

5 O SENHOR é quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita.

6 O sol não te molestará de dia nem a lua de noite.

7 O SENHOR te guardará de todo o mal; guardará a tua alma.

8 O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.


Salmos 121. 1-8

[Salmo de Davi para o músico-mor] O rei se alegra em tua força, SENHOR; e na tua salvação grandemente se regozija.

Cumpriste-lhe o desejo do seu coração, e não negaste as súplicas dos seus lábios. (Selá.)

Pois vais ao seu encontro com as bênçãos de bondade; pões na sua cabeça uma coroa de ouro fino.

Vida te pediu, e lha deste, mesmo longura de dias para sempre e eternamente.

Grande é a sua glória pela tua salvação; glória e majestade puseste sobre ele.

Pois o abençoaste para sempre; tu o enches de gozo com a tua face.

Porque o rei confia no SENHOR, e pela misericórdia do Altíssimo nunca vacilará.

A tua mão alcançará todos os teus inimigos, a tua mão direita alcançará aqueles que te odeiam.

Tu os farás como um forno de fogo no tempo da tua ira; o SENHOR os devorará na sua indignação, e o fogo os consumirá.

Seu fruto destruirás da terra, e a sua semente dentre os filhos dos homens.

Porque intentaram o mal contra ti; maquinaram um ardil, mas não prevalecerão.

Assim que tu lhes farás voltar as costas; e com tuas flechas postas nas cordas lhes apontarás ao rosto.

Exalta-te, SENHOR, na tua força; então cantaremos e louvaremos o teu poder.
Salmos 21:1-13
[Salmo de Davi para o músico-mor] O rei se alegra em tua força, SENHOR; e na tua salvação grandemente se regozija.

Cumpriste-lhe o desejo do seu coração, e não negaste as súplicas dos seus lábios. (Selá.)

Pois vais ao seu encontro com as bênçãos de bondade; pões na sua cabeça uma coroa de ouro fino.

Vida te pediu, e lha deste, mesmo longura de dias para sempre e eternamente.

Grande é a sua glória pela tua salvação; glória e majestade puseste sobre ele.

Pois o abençoaste para sempre; tu o enches de gozo com a tua face.

Porque o rei confia no SENHOR, e pela misericórdia do Altíssimo nunca vacilará.

A tua mão alcançará todos os teus inimigos, a tua mão direita alcançará aqueles que te odeiam.

Tu os farás como um forno de fogo no tempo da tua ira; o SENHOR os devorará na sua indignação, e o fogo os consumirá.

Seu fruto destruirás da terra, e a sua semente dentre os filhos dos homens.

Porque intentaram o mal contra ti; maquinaram um ardil, mas não prevalecerão.

Assim que tu lhes farás voltar as costas; e com tuas flechas postas nas cordas lhes apontarás ao rosto.

Exalta-te, SENHOR, na tua força; então cantaremos e louvaremos o teu poder.
Salmos 21:1-13

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Por que um Deus escreveria um livro tão cheio de problemas para interpretá-lo?





Por que não ser simples, claro e diretão?

Por que ter que escrever trechos dúbios, gerando conflitos na sua interpretação???

A bíblia para muitas pessoas é dificílima de ser interpretada e entendida, precisam sempre de um líder espiritual...

E afirmar que basta a ação do "Espírito Santo" que tudo será entendido, para mim não serve... Pois continuo vendo religiosos pra lá de espiritualizados e alegando estarem sob o poder e ação do Espírito-Santo que NÃO CONSEGUEM interpretar a Bíblia... Sempre precisam de alguém para "explicar"...

RESUMINDO: Por que não ter sido mais simples e "humilde” em seu conteúdo, já que Deus "assoprou" o que deveria ser escrito...?

Beijos... Beijinhos e Beijocas...

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Pergunta
feita por Carla no sítio Yahoo!Respostas.

Resposta dada por Bill.
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 Resposta de Bill:





Oi, Carla!

A Bíblia não é tão difícil assim de entender, basta apenas paciência, pois leva tempo pra isso.

A parte central da Bíblia, que é a salvação, é bem fácil de entender, basta ler os evangelhos, mas para entender o restante, então é necessário dedicação e paciência.

A grande confusão que vemos não se deve às várias interpretações, mas às várias intenções.

Muitos pregadores têm certos objetivos específicos para sua mensagem e a "moldam" para esses fins, como ninguém gosta de ler nada (nem a Bíblia), então surgem essas aberrações teológicas.

Mesmo que duas pessoas diferentes, sem se conhecerem, dedicarem-se a um estudo profundo da Bíblia, com certeza, chegarão às mesmas conclusões ou conclusões parecidas, pois a Bíblia explica-se.

Isso significa que não há mistérios na Bíblia? Sim, existem mistérios.

Um fator importante a ser entendido é que a Bíblia é um livro atemporal, muita coisa nela é possível ser entendida hoje, quando compreendemos o mundo de hoje. A ciência ajuda muito nisso, pois sendo Deus o criador do mundo, então, somente ele pode afirmar coisas sobre a criação que as pessoas não sabem, por isso, quando não entendemos essas coisas, a chamamos de "mistérios" de Deus, mas quando a ciência avança, então o que era mistério revela-se.

Mas esses mistérios não são revelados apenas pela ciência. Imagine uma pessoa que nunca amou, como ela poderá entender a profundidade dos sentimentos expressos em um poema apaixonado? Como uma pessoa que nunca perdeu alguém que amava poderá entender a dor de outro que perdeu um ente querido recentemente? Certas coisas na Bíblia só podem ser assimiladas a partir de certas experiências de vida também.

Deus fala à mente das pessoas e também ao coração para desenvolver a .

Então, quando há mistérios, significa falha de Deus ao "inspirar" a Bíblia?

Não, de modo algum. A Bíblia, como falei, é atemporal, então ela precisa adequar-se a toda época para poder falar ao coração de qualquer pessoa em qualquer tempo. É evidente que um livro de Monteiro Lobato, Homero ou Nietzsche não pode cumprir esse papel, só a Bíblia faz isso, mesmo levando em consideração a imperfeição humana.

Se Deus usasse apenas a lógica para explicar tudo, então a Bíblia deveria ter milhões de páginas e o desenvolvimento intelectual humano seria desnecessário, pois tudo estaria lá.

Em relação ao conhecimento, a Bíblia não dá o peixe, mas ensina a pescar. É por isso que cada vez que o conhecimento humano evolui, mais sentido a Bíblia tem. Pois o entendimento pleno dela será quando nosso conhecimento do mundo também for pleno.

Deus é sábio naquilo que faz e prudente. Assim, a Bíblia é simples para quem é simples e complexa para quem é complexo.

É isso.

Bjão,

Graça e paz.

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 Réplica de Carla:

 
Então muitas vezes o texto é confuso, difícil, contraditório e gera estresse, pois não há unanimidade se a interpretação deva ser metafórica ou literal... Etc... Etc. E isso é um prato cheio para se criar religiões e líderes religiosos.

Em algumas respostas que recebi, você vê o discurso "ensinado" acerca do que é a Bíblia e de como entendê-la...

Muitos falam em Espírito-Santo, mas me parece que o líder religioso é que faz esse papel...

E se a Bíblia é atemporal, seu conteúdo escrito é que deveria estar nessa situação, pois Deus não sabe de tudo? E me desculpa, se muitos hoje não entendem a bíblia imagina nos tempos de Cristo onde a ignorância era bem maior e se falar em metáforas, associações e interpretações era impossível.

Para mim a bíblia é simples, mas é complexa sim para a grande maioria do povo cristão... Basta ir a igrejas ou falar com essas pessoas... Ou não entendem por si só, ou pior, entendem apenas através dos olhos do Pastor... Padre... Etc... Etc...

Beijocas e gosto muito das tuas respostas... :)

Bom FDS

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Tréplica de Bill *:


Oi, Carla! Fico feliz que goste de minhas repostas. A Bíblia, Carla, é um livro que se aplica a qualquer público, quando não há intermediários para sua interpretação. Imagine um escritor de livros infantis discorrendo sobre amor, agora imagine um poeta erudito fazendo o mesmo. Ambos usaram linguagens totalmente diferentes para a mesma mensagem. A Bíblia faz o mesmo, mas em apenas um livro, por isso, quem quer compreender a Deus pela ciência, encontrará ciência nela, quem quer compreender a Deus pela filosofia, também encontrará filosofia, quem só quer o básico, também terá.

O conteúdo da Bíblia é atemporal, afinal falou de evolução quando o conhecimento engatinhava. Entretanto, como cada coisa tem seu tempo, não há como entendermos coisas relacionadas ao futuro. Não há como entendermos coisas que ainda não vimos. Esses são os mistérios de Deus, essa é a sua onisciência. O mercado comum europeu e sua moeda única (além da ALCA, MERCOSUL e outros), por exemplo, está na Bíblia, pois ela fala sobre uma única moeda mundial. Hoje sabemos que isso vai demorar, mas é inevitável. Entretanto está na Bíblia há 2.000 anos. Deus é atemporal, mas nós não.

Apesar de Deus simplificar muita coisa, ainda assim, fica difícil entender tudo. Mas sua mensagem será plena um dia. Mas já é bem vasto o conhecimento que Deus nós dá e que podemos compreender, e tudo que ele diz é relacionado com nosso desenvolvimento espiritual e o nosso relacionamento com ele. Muitos perguntam o porquê de a Bíblia não falar sobre medicina, engenharia e etc., a questão é: por que falar sobre isso? A Bíblia tem uma mensagem central específica e tudo que for relacionado a isso será comentado, seja ciência, filosofia e etc. O foco da Bíblia é: autoconhecimento, entender a Deus e como relacionar-se com ele e a felicidade que isso produz [tudo isso relacionado à salvação em Jesus Cristo]. Parece algo simples, mas pela complexidade da Bíblia, vemos que não é. Mas essa complexidade não impede que a pessoa simples a entenda, pois como falei, a Bíblia atende perfeitamente a qualquer público.

Assim, diante disso tudo que falei: facilidade de ser assimilada por qualquer público e de qualquer época, além de informações acerca do futuro que se revelam com o passar do tempo, entre muitas outras coisas, fica difícil, muito difícil, encarar a Bíblia como um livro meramente humano. Não há similares à Bíblia na história humana, é impossível à mente humana conceber algo parecido, por isso a Bíblia é única. Ela não é humana.

É isso.

Desculpe se falei demais, hehe.

Também gosto de suas perguntas, viu?

Bjãozão!



* Está nos comentários da pergunta.

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sábado, 9 de julho de 2011

Sobre a existencia de Jesus Cristo...?



Jesus Cristo existiu ou e quais os aspectos dele que podemos enumerar.

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Pergunta feita por alguém no sítio Yahoo!Respostas.

1ª Resposta dada por O Servo de Cristo à pergunta de Deaclick.  

2ª Resposta dada por Bill à pergunta de Deaclick.

3ª Resposta dada por Vovó (Grandma) à pergunta de Deaclick.
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O Servo de Cristo:


Na verdade, os ditos céticos questionam tudo, exceto às suas próprias crenças!

Não se vêem os críticos alardearem dúvidas acerca da guerra entre gregos e persas relatada pelo historiador Heródoto, que aconteceu entre 490 a.C. e 479 a.C. – ninguém diz que essa história é invenção. Não negam à realidade das façanhas narradas no livro “Das Guerras Gaulesas” em torno de 100-44 a.C., em que todos acreditam que o próprio Júlio César escreveu, ainda que, dos vários manuscritos que existem, apenas 9 ou 10 estão em boas condições, e o mais antigo dista de cerca de 900 anos depois da época em que foi escrito. Ninguém rechaçou o valor histórico dos dados biográficos de Sócrates transmitidos por seus discípulos Xenofontes e Platão. Também não saem por aí dizendo que Buda, Confúcio, Zoroastro, Lao Tzé, Homero, Pitágoras, Sócrates, Platão, Xenofontes, Aristóteles, etc. não existiram. Mas, quanto a nosso Senhor Jesus Cristo, eles se babam ao declarar: “Jesus nunca existiu”. Chegam às raias do fanatismo...

Só mesmo para os viciados em teorias de conspiração cabe a suposição que Jesus nunca existiu. Existem fontes pagãs, judaicas e cristãs – e o Novo Testamento, um documento amplamente comprovado, escrito por testemunhas oculares e contemporâneas de Cristo que, com toda certeza merecem a nossa credibilidade e confiança – que comprovam a existência histórica de Cristo.

Hoje, talvez, nem mesmo os críticos mais ferozes como o “The Jesus Seminar”, ousam negar a existência histórica de Jesus Cristo, haja vista os muitos documentos a respeito de sua pessoa. Negar a passagem de Jesus pela terra seria hoje como assinar um atestado de obtusidade histórica ou se declarar descontextualizado com as novas descobertas. Até mesmo os ditos “especialistas” afirmam que a existência histórica de Jesus é INQUESTIONÁVEL. Confira.

Algumas Fontes extra-bíblicas que Atestam a Historicidade de Jesus:

- Flávio Josefo (37-100 d.C.), considerado um dos melhores historiadores antigos. Suas obras sobre o povo judeu é uma preciosidade histórica da vida helênica no primeiro século. Em sua obra “Antiguidades Judaicas” fez citações diretas sobre Jesus Cristo – inclusive, Josefo disse que Tiago era “o irmão de Jesus, que era chamado Cristo”;
Tácito

- Em cerca de 52-54 d.C., o historiador romano Tácito escreve em seus Anais (XV.44) que Cristo morreu crucificado sob o governo de Pôncio Pilatos;

- Plínio,o Jovem, em cerca de 112 d.C., governava a Bitínia, e escreve ao imperador Trajano solicitando instruções de como lidar com os cristãos. Em uma de suas cartas (Epístolas X.96) menciona o culto cristão e pessoa de Cristo sem tratá-lo como lenda;

- Suetônio, outro historiador romano, em c. 120 d.C., menciona em suas obras Vida de Cláudio 25.4 e Vida dos Césares 26.2 a pessoa de Cristo e os cristãos;

- Luciano de Samósata, escritor satírico do século II d.C., em sua obra O Peregrino Passageiro menciona Cristo como um sofista palestino que foi crucificado;

- Talo (52 d.C.), historiador samaritano é um dos primeiros escritores gentios a mencionar Cristo indiretamente;

- O Talmude (comentários e interpretações dos antigos rabinos judeus, c. 100 a 500 d.C.) menciona Yeshu (Jesus) de Nazaré que foi pendurado no madeiro na véspera da Páscoa;

- Mara Bar-Serapião (73 d.C.), um sírio escrevendo ao seu filho Serapião sobre a busca da sabedoria, menciona a Cristo como sábio, embora não o mencione pelo nome, mas apenas como "rei dos judeus";

- E vários outros documentos dos pais da Igreja.


Além destes documentos que atestam a existência histórica de Jesus, temos ainda o Novo Testamento – o documento mais comprovado da História.

Atualmente sabe-se da existência de mais de 5.500 manuscritos gregos do Novo Testamento. Acrescenta-se a este número mais de 10.000 manuscritos da Vulgata Latina e, pelo menos, 9.300 de outras versões, e teremos hoje mais de 24.000 cópias de porções do Novo Testamento. Nenhum outro documento da história se compara a isso.
Vulgata Latina

Temos subsídios suficientes para acreditarmos na confiabilidade da Bíblia como um dos documentos históricos mais importante da historiografia humana.

Em 1931, a descoberta de uma coletânea de textos em papiro das Escrituras em grego foi amplamente noticiada. Veio a ter o nome de “Papiros Bíblicos Chester Beautty” e é uma coletânea das Escrituras em grego, dobradas e organizadas como um livro, usada em alguma igreja egípcia longe dos centros populosos.

Essa coletânea é composta por 11 códices fragmentários. Três deles, no seu estado completo, continham a maior parte do Novo Testamento. Um continha os Evangelhos e Atos, outro, nove cartas de Paulo e a Epístola aos Hebreus, e o terceiro continha o apocalipse.

Todos os três foram escritos no século III d.C. O códice Paulino, mais antigo dos três, foi escrito no início do século III. Mesmo no seu atual estado, estes papiros representam um testemunho importantíssimo quanto à história textual primitiva do texto do Novo Testamento.

Talvez a peça mais antiga entre os dados que possuímos seja um fragmento de um códice de papiro do Evangelho de João, datado de 130 d.C., contendo apenas cinco versículos – três num lado e dois no outro –, do tamanho de um cartão de visita. Uma vez que esse fragmento veio do Egito e foi copiado e circulado em Patmos, onde o apóstolo João estava exilado, um grupo de estudiosos estima que ele deve ter sido composto (pelo menos) pelo ano 90–100 d.C.

O estado dos manuscritos é muito bom. Comparando com qualquer dos documentos da antiguidade, o Novo Testamento se mostra dez vezes mais confiável. Por exemplo, existem quinhentas cópias dos textos bíblicos anteriores ao ano 500 d.C. O segundo texto mais confiável da antiguidade que a humanidade possui é a Ilíada, da qual existem cinquenta cópias, de cerca de 500 anos ou menos. Existe um manuscrito antigo da obra de Tácito, entretanto ninguém diz que ela não seja história autêntica. Se os livros do Novo Testamento não contivesse relatos de milagres ou não fizessem declarações radicais e desconfortáveis sobre a vida dos seres humanos, seriam aceitos por todos os eruditos do mundo. Em outras palavras, não é ciência objetiva e neutra, mas o preconceito subjetivo ou as ideologias que estimulam o ceticismo dos eruditos.

Os manuscritos que possuímos, além de serem muito antigos, também são mutuamente consistentes, reforçando a validade um dos outros. Existem pouquíssimas discrepâncias, e nenhuma delas é realmente importante. Todas as descobertas posteriores de documentos, como os Manuscritos do mar Morto, confirmaram, em vez de refutarem, os manuscritos mais antigos em qualquer dos casos mais importantes. Simplesmente não existe nenhum outro texto da antiguidade em tão bom estado.

Após uma vida inteira debruçando-se sobre documentos antigos, o grande estudioso F.J.A. Hort concluiu que, com exceção de insignificantes variações da gramática ou grafia, “não mais do que um milésimo do Novo Testamento inteiro é afetado pelas diferenças de redação” (Westcott, B.F.; Hort, F.J.A. New Testament In Original Greek, pg. 2, vol 2).
Novo Testamento em grego

Mais evidências a favor da autenticidade do Novo Testamento vem de outras fontes. Referências e citações dos livros do Novo Testamento foram feitas, tanto por amigos como por inimigos do cristianismo. Os pais apostólicos, que escreveram em sua maior parte entre 90 e 160 d.C., indicam sua familiaridade com a maioria dos livros do Novo Testamento; somando-se aos pais da Igreja posteriores, existem mais de 86.000 citações do Novo Testamento em seus escritos. A escola gnóstica de Valentino também estava familiarizada com a maior parte do Novo Testamento.

Entre as versões (traduções dos manuscritos hebraicos e gregos para outras línguas), três grupos se destacam: a siríaca, a egípcia ou copta e a latina. Fragmentos de papiros de cópias do Novo Testamento datam do século IV e de séculos anteriores. O estudo cuidadoso das versões tem revelado indícios importantes em relação aos manuscritos gregos originais e onde foram traduzidas.

Os lecionários (trechos para leitura usados nos cultos públicos das igrejas) são outra fonte. Mais de1800 deles já foram classificados. Há lecionários dos Evangelhos, de Atos e das Epístolas. Embora eles não tenham aparecido antes do sexto século, os próprios textos dos quais fazem a citação são, de modo geral, antigos e de alta qualidade.

Agora, as grandes questões: de que maneira os copistas do mundo todo, de diversas culturas atingidas pela Bíblia, em tempos históricos diferentes, teriam orquestrado uma manipulação programada? (Sem contar a história da rivalidade entre a Igreja Patriarcal do Oriente). Como aceitarmos uma afirmativa de que não se pode saber a fidedignidade dos textos do Novo testamento, se os manuscritos do século II ao século XV estão disponíveis ao mundo?

Willian Craig, em Knowing the Truth About Ressurrection [Conhecendo a verdade sobre a ressurreição], disse que: “Os evangelhos não poderiam ter sido corrompidos sem uma manifestação negativa por parte dos cristãos ortodoxos.”

Ainda que tenha havido inúmeras mudanças nas muitas cópias do Novo Testamento, a maior parte dessas mudanças é secundária. A confiabilidade do texto do Novo Testamento que temos em mãos merece nosso sólido respeito. A ciência da crítica textual, que é muito exigente, deu-nos condições de estar seguros do texto verdadeiro do Novo Testamento. Já se sabe que a variação textual existente é de 0.5% e que tal variação não compromete a ortodoxia da Igreja.

Se usássemos para outros livros antigos os mesmos padrões críticos que usam para a Bíblia, duvidaríamos de qualquer fato que conhecemos hoje sobre cada escritor ou evento anterior a Idade Média.

Se os céticos aplicassem à Bíblia, os mesmos padrões que os autores e estudiosos de textos aplicam à literatura secular da antiguidade, os registros bíblicos seriam aceitos como os mais dignos de confiança e de credibilidade entre todos os documentos antigos.


Os teólogos modernistas/liberais frequentemente tentam provar seus pontos de vista distinguindo as perguntas religiosas das históricas e declarando que não existe importância religiosa se Moisés realmente conduziu Israel pelo mar Vermelho ou se o corpo de Jesus realmente ressuscitou. A questão religiosa é se Israel viu a mão de Deus na sua história e se a “fé da Páscoa” foi ressuscitada nos corações dos discípulos.

Mas isso parece ridículo e contraditório! Implica Deus ter conduzido Israel, mas não realmente liderado, e uma “fé na Páscoa” sem uma Páscoa. Como os discípulos poderiam ter experimentado uma “ressurreição” da fé em Cristo se não tivesse havido a ressurreição autêntica de Cristo? A fé dos discípulos não era fé na fé, mas a fé em Cristo!

Também é um equívoco sugerir que as questões históricas sejam irrelevantes para a religião. Isso pode ser verdadeiro para outras religiões, mas não para o judaísmo ortodoxo e para o cristianismo. O budismo, por exemplo, independe do Buda histórico. O platonismo independe de Platão. Mas, em um Cristo histórico, não existe cristianismo. Não existe uma teoria abstrata que tenha sido simplesmente ensinada por um homem chamado Jesus. A história é essencialmente sobre Ele.

Rudolf Bultmann, o “pai da desmitificação”, disse que “se os ossos de Jesus morto fossem descobertos amanhã em uma tumba na Palestina, toda a essência do cristianismo permaneceria imutável”. Esse teólogo achava que o cristianismo era essencialmente uma ética, um modelo de vida boa, e não boas notícias sobre fatos reais. O apóstolo Paulo, posto para defesa e confirmação do Evangelho (Fil 1.7), discordava.

Ele disse que:

“Se Cristo não ressuscitou, então:

1. Inútil a nossa pregação,

2. Como também inútil a nossa fé.

3. Mais que isso, seríamos considerados falsas testemunhas de Deus, pois contra Ele testemunhamos que ressuscitou a Cristo dentre os mortos. E se de fato os mortos não ressuscitam, Deus também não ressuscitou a Cristo dentre os mortos...

4. E, se Cristo não tivesse ressuscitado, inútil seria a nossa fé,

5. E ainda estaríamos em nossos pecados.

6. Neste caso, os que dormiram em Cristo, também estariam todos perdidos.

7. E se tivéssemos esperança em Cristo somente nesta vida, seríamos os mais miseráveis dentre os homens” (1 Co 15.14-19).

Diferente de todos os “ismos”, incluindo o budismo, o platonismo e o “modernismo”, o cristianismo não é apenas um conjunto de verdades espirituais e eternas, mas a fé em uma pessoa real e histórica e em eventos históricos; alguns dos eventos mais importantes – a criação, a entrega da Lei, a inspiração dos profetas, a encarnação de Cristo, sua morte e ressurreição – foram miraculosos.

Para os judeus ortodoxos, também, a crença religiosa está ligada aos fatos históricos. O fato de Moisés ter recebido a Lei de Deus e tirado Israel do Egito significa que Deus realmente revelou a sua sabedoria e o seu amor pelos judeus. O judaísmo não é uma filosofia utópica, uma fé num Deus abstrato de sabedoria e amor, mas a crença num Deus real, que se manifestou de modo real, prático e específico a um povo específico.

A fé cristã é ainda mais presa à história, pois o seu objeto não é apenas o Pai espiritual e invisível, mas também o Filho visível, encarnado. Subtraia toda a história, e tudo o que restará do cristianismo será um interesse ético geral.

O apóstolo Pedro fez um importante resumo da nossa fé cristã:

“Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade” (2 Pe 1:16).


E que vantagens os “conspiradores” conseguiriam com sua “mentira” – a da ressurreição? Eles foram odiados, insultados, perseguidos, excomungados, aprisionados, torturados, exilados, crucificados, cozidos vivos, assados, decapitados, estripados e lançados aos leões; dificilmente poderíamos considerar essa uma lista de vantagens!

Os primeiros cristãos presenciaram a crucificação de Jesus, o viram morrer, depositaram o Seu corpo em uma tumba, três dias depois avistaram a tumba vazia, e se encontraram com o Mestre ressuscitado; comeram com Ele, tocaram nEle, estiveram com Ele por um espaço de quarenta dias, e o viram ser assunto ao Céu.

Antes da ressurreição do Mestre, seus discípulos fugiram, negaram-no e esconderam atrás de portas trancadas, temerosos e confusos. Depois da ressurreição, passaram de “coelhos assustados” a santos confiantes, missionários que transformaram o mundo; tornaram-se mártires corajosos e embaixadores jubilosos, que falavam em nome de Cristo.

O caráter dos discípulos fala fortemente contra tal conspiração da parte de todos eles, sem nenhuma dissensão. Eles eram camponeses simples, sinceros e comuns, não mentirosos astutos. Eles não eram sequer advogados! Sua sinceridade foi provada por suas palavras e também por seus atos. Eles pregavam um Cristo ressurreto e viviam a realidade de um Cristo ressurreto. E aceitaram morrer por essa verdade. Não há prova mais sincera do que o martírio.

A mudança que experimentaram do temor para a fé, do desespero para a confiança, da confusão para a certeza, da covardia para a ousadia sob ameaças de perseguição, não apenas prova a sinceridade deles, mas dá provas da existência de uma causa poderosa por trás de tudo. Uma mentira não iria produzir tamanha transformação.

Assim seguiram-se Policarpo, Inácio, Papias, Clemente, Justino, Irineu e tantos outros, como a areia do mar, até aos nossos dias, contando um a um as grandezas e maravilhas que o Senhor tem feito em favor da humanidade. Corroborando as Escrituras do Novo Testamento, seguem-se ainda os testemunhos (escritos) dos pais da Igreja. E, a exemplo do Mestre, segue-se ainda o rastro de sangue dos mártires, desde os primórdios do cristianismo até os nossos dias – em pleno século XXI.



Shalom.

Manual de Defesa da Fé








P.S.: Minha intenção até aqui não foi-lhe dar todas as respostas (que, por certo, com sinceridade, você poderá encontrar), mas apenas corroborar as belas respostas dadas acima. A Verdade se encontra em Deus apenas, pois Ele é a própria Verdade.

Sugiro a todos a leitura do livro Manual de Defesa da Fé - Apologética Cristã de Peter Kreeft e Ronald K. Tacelli. É um ótimo guia de estudos para aqueles que sinceramente estão em busca da Verdade, e que desejam dissipar toda sorte de "cortina de fumaça" quanto a doutrina cristã.

Quanto a morte de nosso Senhor, ela demonstra o quão terrível são os nossos pecados, e o alto preço que custou ao próprio Deus pelo resgate de nossas almas – e isso Ele fez por amor (João 3:16; Romanos 5:8).
 


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Bill:

Olá!

Muitos falaram sobre a existência de Jesus e falaram muito bem. As experiências que contaram comprovam sua presença real e inquestionável.

Como muitos já falaram sobre Jesus, então não é necessário que eu também fale, pois não seria muito diferente. Vou falar (ou tentar) sobre o amor de Deus e tentar demonstrar que o sacrifício de Jesus foi feito por um Deus do bem.

O que é o amor? Ou mais precisamente: o que é o amor à vida?

Assistiu ao filme Armagedon, com Bruce Willis? Seu personagem morreu no fim para que a humanidade vivesse.

Isso foi burrice?

Muitos acreditam que o amor à vida se reflete na covardia, pois o covarde não quer morrer, por isso foge e vive mais. Mas isso é amor à vida? Ou apenas medo da morte? Existem suicidas em potencial que não dão fim à própria vida por faltar coragem, mas não amam sua vida.

Assim, temer a morte não significa amar a vida.

Em muitos casos, porém, a coragem diante da morte pode significar um grande amor à vida, não apenas à própria vida, mas à vida como um todo.

É isso que Jesus Cristo fez, pois quando se sujeitou à crucificação para nos dar salvação, ele nos mostrou o amor à vida e a coragem diante da morte.

Mas, por que Deus mandou que ele fizesse isso? Não foi um ato cruel da parte de Deus? Não seria melhor se ele próprio fizesse isso?

Você sabe o que é um avatar no sentido religioso?

É quando um deus faz outra versão de si mesmo, uma versão menor (Hb 2.9). Porém essa versão não é outro ser, mas ele mesmo (Jo 1.1).

Deus se revelou no passado como ele de fato é, como, por exemplo, quando apareceu na forma de uma nuvem escura no monte Sinai, onde Ele falou com todo o seu povo. Porém as pessoas se assustaram e acharam que iriam morrer. Se ele sempre se manifestasse assim, todos seriam convertidos, mas não seria algo sincero, mas por coação.

Deus, então, se fez humano como nós e, por isso, pode se aproximar e demonstrar de forma prática o que é o amor de fato, sem coação.

Assim podemos escolher o que queremos.

Mas, por que ele precisou morrer?

Você concorda que quando alguém mata ou rouba, sua punição é justa?

Concorda que Deus TEM que ser justo?

Concorda, também, que ninguém é perfeito?

Pois é, esse é o problema.

Nossa noção pessoal de justiça é sempre a nosso favor, logo, sempre nos imaginamos uma boa pessoa (mas nem sempre somos). Até os traficantes pensam isso de si. É algo natural, perfeitamente comum.

Contudo, se temos um tribunal humano e o obedecemos, por que não ter um tribunal divino? E verdadeiramente imparcial? É o mesmo princípio, não é?

Deus é verdadeiramente justo e age com justiça, porém entre condenar e salvar. Ele prefere salvar.

Imagine alguém que assassinou uma pessoa e foi pego e, por consequência, será julgado e preso. Porém surge outra pessoa, que todos sabem que é inocente, porém esse inocente diz: “eu cometi o crime, quero ser julgado e, inclusive, aceito a punição.”

Ele assume a culpa e a sentença do outro.

Jesus (Deus) assumiu o julgamento e a condenação de todos nós.

Esse é o verdadeiro amor à vida.

Amar a vida significa enxergar além do próprio mundinho, pois a vida é bem maior que nós.

Uma mamãe canguru, por instinto, cuida de seu filhote, mas vindo a fome, ela o abandona pra poder reproduzir em outra ocasião, pois sua vida é seu bem mais precioso, por isso há ainda animais que comem seus próprios filhotes.

As relações no mundo animal são, na maioria das vezes, apenas instinto, não há um sentimento real. Conosco, humanos, é diferente, por isso uma consciência humana superior é aquela que vai além de si mesmo, além de sua própria existência. Não me refiro ao desprezo por nós mesmos, como pessoa, não é isso, refiro-me apenas a algo além de nós mesmos.

Quando sua consciência vai além de si mesmo, então é possível compreender a vida de forma mais profunda, pois ela se torna ampla. É mais fácil amar algo que se conhece, é possível amar a vida após conhecê-la, após, ao menos, contemplar um pouco de sua dimensão.

É o amor à vida que nos dá coragem diante da morte, pois vale a pena lutar e morrer por ela.

Foi isso que Deus fez.

É isso.

Graça e paz!!


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Vovó (Grandma):


Querida, boa noite!

Meu bem, nasci num lar evangélico e fui criada como tal.

Estudei interna no Colégio Izabela Hendrix (BH) e Mackenzie (SP), dois tradicionais colégios evangélicos.

Quando fui fazer faculdade, no RJ, eu comecei a duvidar da existência de Deus.

Quando fui fazer pós-graduação, nos Estados Unidos, abandonei todos os ensinamentos sobre Deus.

Lá, comecei a andar com uma turma da pesada, fumei maconha, tornei-me uma dependente de álcool e tinha muitos namorados apesar de continuar a ser excelente aluna.

Um dia, sem sentido na vida e profundamente infeliz - e bêbada - tentei me matar.

Naquele momento eu dei um grito - pedi socorro àquele em quem eu não cria mais.

E, exatamente naquele momento, Ele - Jesus - veio em meu socorro.

Orientada por Ele comecei a ir a uma igreja evangélica - Church of Christ e ali aceitei Jesus como Salvador e fui batizada.

No momento do meu batismo tive uma experiência real e sobrenatural - muito comprida para contar aqui - e, no momento de sair do mergulho, senti uma mão diferente segurando a minha, olhei e era a mão de Jesus - fisicamente!

Daquele dia em diante minha vida mudou, cara Deaclick!

Para muito, muito melhor - com sentido, com liberdade, com razão de ser, com amor! Estudo muito a Bíblia - em vários idiomas, inclusive nos originais hebraico e grego.

Inclusive dou aula na Escola Dominical.

Ao voltar para o Brasil, tornei-me uma professora universitária nas áreas de Bioquímica, Biologia Molecular e Biofísica e fiz várias pesquisas nestas áreas.

E, como cientista e professora universitária, tudo o que eu estudava, descobria nas biomoléculas, nos sistemas e processos biológicos, tudo me mostrava Deus!

E Jesus Cristo pra mim é tão real quanto meu marido, meus filhos e meus netinhos!
Nós conversamos - Jesus e eu: não sou nenhuma louca, sou - ou fui - uma cientista aposentada e não tenho dúvidas quanto a isto.

E Deus, o Pai de Jesus, é do bem sim!

Querida Deaclick, leia o seguinte livro e verá esta relação maravilhosa: "A Cabana" de William P. Young.

Este livro está no 1º lugar dos mais vendidos (já está nesta lista há 80 semanas) e é MUITO interessante.

Quando Jesus ressuscitou, Tomé - um dos seus mais chegados discípulos - disse aos amigos que não acreditava que Jesus havia ressuscitado; que só creria se ele colocasse as mãos nas feridas de Jesus, da cruz.

E Jesus apareceu e disse a Ele para colocar as mãos nas feridas e Tomé reconheceu, naquele momento, a divindade de Jesus.

E Jesus lhe disse:

"Por que viste creste? Bem-aventurados os que não viram e creram." (*).

Querida, a minha falta de fé era tão grande que eu tive que VER!

E vi!

Deus a abençoe, meu amor!

Obrigada por me escrever.

Um grande abraço!

(*) João 20:24 a 29.