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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Hoje, 1º de abril marca os 47 anos do fatídico golpe civil-militar de 1964?



Nesta triste data da história brasileira, vale à pena recordar os editoriais dos jornais – que clamaram pelo golpe, aplaudiram a instalação da ditadura militar e elogiaram a sua violência contra os democratas. No passado, os militares foram acionados para defender os saqueadores da nação.

Abaixo, as manchetes de alguns jornais na época:

“Desde ontem se instalou no país a verdadeira legalidade... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”. Jornal do Brasil, 1º de abril de 1964.

“A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento”. O Dia, 2 de abril de 1964.

“Pontes de Miranda diz que Forças Armadas violaram a Constituição para poder salvá-la”. Jornal do Brasil, 6 de abril de 1964

“Um governo sério, responsável, respeitável e com indiscutível apoio popular, está levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social – realidade que nenhum brasileiro lúcido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama”. Folha de S. Paulo, 22 de setembro de 1971.

“Ressurge a democracia! Vive a nação dias gloriosos... Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada”. O Globo, 4 de abril de 1964.

Diante das atrocidades causadas pela ditadura militar, onde centenas de vidas inocentes foram ceifadas e diante da censura imposta à liberdade de imprensa, hoje sabemos que este período foi uma mancha negra na história do Brasil.

Abraços a todos.

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Resposta dada por Bill à pergunta de Olhar Crítico.
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Bill:


Bom dia!

A maior desgraça de nossa história foi a Ditadura militar. O golpe teve motivos justificáveis na época, pois havia riscos de uma ditadura de esquerda, mas o erro dos militares foi continuar no poder ao invés de convocarem novas eleições e assim implantaram uma ditadura de direita (tão ruim quanto a outra). Estou no Exército há 12 anos e garanto, não há hierarquia no Exército Brasileiro (como há em exércitos de outros países), o que há é um sistema de castas. Em um sistema de castas, existem pessoas superiores e inferiores (literalmente falando), por isso não há e não pode haver igualdades.

Por isso a área social foi ignorada.

Na prática, era um sistema idêntico à nobreza no tempo do império, ou seja, o povo era considerado plebeu. Por isso o ex-presidente general Figueiredo disse que preferia o cheiro de cavalos ao cheiro de povo, pois o povo, para eles, é a casta mais inferior e, portanto, sub-humano (literalmente falando).

Todos sabemos que na ditadura o lado social foi totalmente ignorado e apenas empresários, ricos e poderosos eram atendidos. Isso ocorreu, pois não era a economia do país a principal motivação para toda essa atenção aos empresários, mas a manutenção das castas superiores no topo. Como todos sabem, a enorme distância social entre ricos e pobres foi agravada no período militar, pois um PIB alto sem distribuição de renda significa muito, mas muito mais riquezas para quem está no topo, PIB alto e miséria do povo significa concentração de renda.

Apenas a nobreza pode ter dinheiro, entende?

É por isso que a verdadeira riqueza de um povo é medida pelo IDH e não pelo PIB.

É isso.

Graça e paz.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Por que a ONU (máscara dos EUA) não intervem nos outros 52 países e 6 territórios mais pobres do que a Lìbia?



Existe muito mais descaso e miséria na África inteira do que em seu melhor país (Líbia) como índice de desenvolvimento humano.

Só alguém ignorante, inocente, sem entendimento político-social e cultural pode aceitar que uma intervenção na Líbia se deva ao grande ímpeto que as nações ricas têm em serem justiceiras... rsrsrsrs

Precisa ser muito infantil, assistir BBB e crer na Xuxa para ver que os EUA querem apenas tomar o petróleo para si.

Apesar de todas as tentativas de Kadafi de instituir um país correto, sempre haverá oposição por parte dos antipatriotas que querem tomar o poder para servir a interesses estrangeiros e enriquecerem.

Quem nunca leu o "Livro Verde" não sabe o que é a Líbia, o melhor país da África como índice de IDH, porém não vai adiante por que a ONU não deixa.

Aliás, se a ONU (máscara dos EUA) fosse justiceira, interviria nos outros países realmente miseráveis da África, que aliás, são apenas 52!


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Pergunta feita por Kéfren no sítio Yahoo!Respostas.
 
Resposta dada por Nesher à pergunta de Kéfren.
Resposta dada por Sandrinha à pergunta de Kéfren.
Resposta dada por Pimenta à pergunta de Kéfren.  
Resposta dada por Barney à pergunta de Kéfren. 
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Nesher:


É claro e evidente que os interesses americanos estão ancorados na necessidade de garantir o petróleo deles (USA) de cada dia.

É predominante também a preocupação de muitos brasileiros não alienados, que no futuro o Brasil possa sofrer algum tipo de retaliação devido suas posições ideológicas que não estiverem em sintonia com a Casa Branca. Minha atenção não é com o hoje, mas com o amanhã quando as reservas no Oriente Médio se extinguirem ou explodirem em guerras civis e o único lugar onde se prospectar petróleo será na América Latina, ai sim o bicho vai pegar pra valer. 

É claro meu caro Kéfren que um país como os EUA, um país fortemente mercantilista e extrativista, não tem interesse algum com causas humanitárias, isso não enriquece na visão deles, mas empobrece. Colocar a culpa no presidente dos EUA não resolve o problema, visto que é o congresso americano que dita as regras, e com o lobbie da indústria armamentista, quanto mais guerra mais lucro. Eles ganham para destruir e depois para reconstruir. Como disse o 34.º presidente dos EUA Dwight David Eisenhower, - Há um perigo muito grande de um dia os EUA se tornar refém das indústrias armamentistas americanas. Bom esse dia já chegou!

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Sandrinha:

 
Oi Kéfren

Excelente pergunta amigo, a pouco quando Obama e sua família estavam EM PASSEIO
aqui no Brasil, ouve uma passeata e eles diziam (fora Obama! O petróleo é nosso!)
rsrs. A rede Globo não mostrou isso, mas a Record mostrou.

Bem sabemos que o Brasil apesar dos pesares, possui muitos recursos que despertam a atenção de países como os EUA que nem está tão unido por sinal.

Creio amigo, que a África não possui algo que os interessa, por isso não vão lá!! Países que com certeza precisam de uma intervenção, pois já perderam até a dignidade!!

Bjim

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Pimenta:

Se ao invés de bombas a ONU distribuísse livros e comida e o FMI desse condições para desenvolver a economia desses países, com certeza estariam fazendo o que é correto, mas como você mesmo disse, só intervêm onde há interesses petrolíferos. Hoje é a Líbia e seu petróleo, amanhã pode ser nosso Pré-Sal, a Amazônia e nossa água.



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Barney 


A prioridade no combate às ditaduras sanguinárias deve ser uma meta sempre constante. Cuba já deveria ser uma democracia...